quinta-feira, 14 de julho de 2016

Notícias!

Pedro Santos, com quem disputei até à última volta a vitória no escalão
Desde há umas largas semanas que ando algo afastado do meu blog. Por nenhum motivo em especial. Apenas porque a minha veia prósica anda algo fugidia.

A última contribuição aconteceu na sequência da minha participação no Triatlo de Sevilha. Desde então competi mais uma ou outra vez, mas tenho, sobretudo, focado os meus esforços na preparação do Ironman Wales, que acontecerá em meados de Setembro.


Cerca de 15 dias após o Half de Sevilha, foi tempo de rumar novamente a Espanha para competir outra vez na distância half-Ironman, na primeira edição do Triatlo de Olivenza. Natação no Guadiana, mesmo em frente à fortaleza de Juromenha, um circuito de ciclismo em que, devido ao vento, era mais fácil cumprir o trajecto a subir do que a descer, e uma corrida urbana muito sinuosa.

O meu escalão era alargado, 40-49 anos, logo muito mais competitivo, mas mesmo assim consegui a segunda posição, atrás do Pedro Santos da SFRAA, ficando na 11ª posição da geral.


Em acção no Sabugal durante a prova de estafetas
Volvidos outros 15 dias, de novo a caminho da fronteira. Contudo, desta vez era para ficar do lado de cá. Triatlo do Sabugal, com prova na distância olímpica no Sábado e uma estafeta uper Sprint no Domingo. No Sábado senti-me algo cansado e fiquei aquém das minhas expectativas, especialmente no segmento de ciclismo. No Domingo, juntamente com o Paulo Lamego e o Luís Romão alcançámos o terceiro lugar do pódio no escalão Veteranos.
O Triatlo de Oeiras foi a competição seguinte. Uma prova esquisita, com uma corrente favorável no segmento de natação, que o tornou muito rápido. Depois, prego a fundo no ciclismo e a corrida a ficar novamente aquém dos ritmos de que sou capaz. Por um lado, devido à fadiga instalada durante o ciclismo, por outro, porque ando a treinar para ritmos muito mais tranquilos do que aqueles em que se corre numa prova sprint.
Chegada ao sprint em Oeiras

Mas, nem só de triatlo viveu este período. Fiz também 3 competições de natação.
A primeira delas foi o Campeonato Nacional de Águas Abertas, em Aldeia do Mato - Tomar, na distância de 1,5Km. Prova que teve como aliciante o facto de me ter deslocado de bicicleta até lá. 150Km certinhos, desde a porta de casa, com vento frontal, mas sempre a bons ritmos.

Ainda nas águas abertas, a Travessia Bessone, na distância de 2,5Km, ligando Paço d'Arcos a Oeiras. Feita sempre ao sabor da corrente, pelo que se cumpre a distância rapidamente. Tanto mais depressa quanto mais rápida for a zona de corrente que conseguimos apanhar. O difícil mesmo é acertar com a entrada da Marina de Oeiras.

Equipa Master do SAD - autênticas forças da natureza!
E por fim, no ido fim-de-semana, o Open de Masters em Piscina - Loulé, no qual nadei 6 provas: 800L, 400L, 200, 200B, 100B e 50B. À exclusão dos 800L todos os restantes desempenhos ficaram aquém das minhas expectativas, piorando de forma significativa os meus registos relativamente ao ano passado. Mas, analisados os factos, estranho seria ter acontecido o contrário, pois a natação não tem sido a minha prioridade e todo o treino tem estado focado para uma prova que levará 10h00 a 11h00 de duração ao invés destas, que demoram 2' ou 3'. Ficam os bons momentos de treino e de convívio.

Para já não tenho nenhuma competição prevista. Se assim for, a próxima será mesmo o Ironman Wales, a 18 de Setembro em Tenby! E estou cheio de vontade para um bom desempenho em Gales... A ver vamos!



segunda-feira, 2 de maio de 2016

Half de Sevilha

A cidade andaluz de Sevilha começa a ser um dos meus destinos mais frequentes em participações desportivas internacionais. Já por lá completei quatro maratonas e este fim-de-semana voltei a competir em triatlo, pela segunda vez, de novo na distância half Ironman.


1900m de natação no Guadalquivir, sem fato
A prova tem a particularidade da partida acontecer pelas 15h30'. Não estamos muito habituados a este horário, mas tem a vantagem de afastar a corrida final das horas de maior calor.
 
Cycling, checked!

No segmento de natação, disputado sem fato, aprendi com o erro do ano passado e posicionei-me melhor à partida. Saí do lado exterior, assumindo fazer mais metros, mas nadar mais tranquilo. Praticamente sem qualquer contacto físico, concluí com 37' os 1900m do percurso de duas voltas.
Entrada para a segunda volta de corrida: 10Km para o fim
Feito! :-)
Chegava a vez do ciclismo e de pôr à prova todo o treino feito desde há alguns meses. Apenas com o cuidado de não deixar a frequência cardíaca sair da zona pretendida, lá fui na minha missão de recuperação de posições, a qual foi bastante bem sucedida, pois ganhei 194 lugares.

O ciclismo de Sevilha, não apresentando nenhuma dificuldade particular, é no seu todo demolidor e deixa muitos estragos nos atletas. O percurso é um sobe e desce permanente, bastante exposto ao vento e ao calor. Quem andar mais do que aquilo que vale e quem não se hidratar e nutrir convenientemente pagará uma factura bem elevada na corrida final. Cumpri o segmento com a boa média de 34,6 Km/h.

Sem legenda! :-)
Chegava para a corrida final na posição absoluta 34. Durante a transição cometi um erro: esqueci os meus géis na zona de transição e segui sem nutrição. Quando dei conta não quis voltar atrás assumindo ir correr o risco de utilizar os disponibilizados pela organização.

A transbordar estilo na Andaluzia!
Comecei a correr entre 3'55"/Km e 4'00"/Km, com algum conforto. Entretanto tive necessidade de parar para um xixi técnico e reatei a corrida ingerindo um dos tais géis da organização... Asneira! De facto, não é só por se designar gel energético que um produto é adequado para este tipo de actividade. Aquele, de todo, era mau. O ritmo caiu para 4'30" e o mal estar no estômago instalou-se. Andei assim cerca de 4Km, até a coisa se recompor e reentrar em ritmos mais interessantes, na casa dos 4'10"/20".

A chegada à zona de meta foi feita com enorme satisfação e felicidade. Não por nada de especial, até porque já completei inúmeros triatlos nesta distância mas, pela memória que tinha do que havia sofrido na corrida da edição anterior. Desta vez, dificilmente conseguiria estar mais satisfeito.

No final 36º da geral, com o registo de 4h56'26". Fui ainda 9º de um escalão que englobava uma faixa etária de 10 anos (40-49) e englobava um terço dos atletas em competição. Fiz cerca de 50' menos do que a média dos atletas do meu escalão e em termos de equipas, o meu Sport Algés e Dafundo apenas foi superado pela equipa, também portuguesa, da Portinado.

Poderão pensar que um registo de 4h56' dista bastante da minha melhor marca na distância - 4h24'. É um facto, mas são provas com segmentos de ciclismo incomparáveis, e aí reside toda a diferença.

A próxima será em Olivenza, Espanha... já daqui a 15 dias.

Fotos da Rita Ramos


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Miserável!

Havia muitos anos - nem sem precisar quantos, que não precisava de mais de 40' para correr 10Km. Isso aconteceu ontem, na São Silvestre da Amadora. Em suma, miserável como foi a minha época desportiva 2015.

Uma inflamação no tendão de Aquiles e nas bolsas que envolvem a sua inserção no calcâneo impediram uma época plena, condicionaram-me o treino, a motivação e os resultados. Aliás, pouco competi em 2015 e quando o fiz a prestação foi fraca. Apenas na Maratona de Sevilha consegui um resultado simpático. De resto, triatlo de Quarteira, Longo de Lisboa e Half de Sevilha resultaram em prestações sofríveis.

Acabei assim por aproveitar este ano para fazer um reset, tratar as mazelas e assestar novos objectivos para 2016. A longa distância estará de novo presente e o destino será o País de Gales numa prova com o selo Ironman, em Setembro.

Outra alteração passa pelo enquadramento técnico que será dado pelo Paulo Conde - Ironconde. O facto do planeamento e acompanhamentos ser realizado por alguém externo - em vez do auto-treino, resultará, seguramente, muito melhor.

Por fim, o dia de hoje marca também outra importante alteração: a mudança de clube. Depois de alguns anos no CVG, com fantásticos momentos passados, chegou a altura de encetar um novo projecto. Envolverá a responsabilidade de ser num clube centenário, um clube que já produziu dezenas de de atletas olímpicos e um clube que foi minha casa enquanto jogador de basquetebol e pelo qual obtive um título de campeão nacional: o Sport Algés e Dafundo.  

Os dados estão lançados e a preparação já leva 8 semanas.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Reset!

Gales é a única nação britânica cuja bandeira oficial não é formada por uma cruz
Reset - a solução dos informáticos!

E foi também a minha solução em 2015. A época iniciou-se como vem sendo hábito, com a participação na Maratona de Sevilha. Desde o início com uma inflamação no tendão de Aquiles, que fui gerindo como pude, de modo a não comprometer nem a preparação nem o tendão. A coisa até acabou por correr bastante bem atenta a limitação.

Concluída esta fase acabei por decidir atrasar um pouco a preparação do resto da época e priorizar a recuperação da lesão. A primeira abordagem, foi um médico fisiatra e consequentes 25 sessões de fisioterapia. Pelo meio, e devidamente autorizado clinicamente, participei no triatlo de Quarteira, onde desde logo percebi que, afinal, a recuperação não estava a correr assim tão bem.

Reduzi então a corrida a "serviços mínimos" e foquei a minha atenção na natação com uns treinos de ciclismo pelo meio. Entretanto, competi no Longo de Lisboa, para o qual estava inscrito há já algum tempo. e logo nos primeiros quilómetros de corrida decidi parar. Decididamente não estava em condições e, como tal, decidi também não participar no Northwest Triman, uma prova na distância Ironman na Galiza, que constituía o cerne da minha época 2015.

Estava também inscrito no Longo de Sevilha. Voltei a competir aí, sem dores mas bastante mal treinado, pagando essa factura na corrida final que acabou por ser ser demasiado sofrida e completamente desmotivante.

Continuei então a sustentar o treino na natação e numas voltas mais longas de bicicleta. Sem correr, sem planear o treino, optei também por não participar noutra prova em que estava inscrito: o Titan (4; 120; 30) Km, na serra de Cádiz - Andaluzia. Decidi dar mesmo por encerrada a época e não me entusiasmar com mais nenhum tipo de competição, excepção feita ao Skyroad - Grandfondo.

Apostei forte na recuperação com recurso a uma nova técnica na área da fisioterapia: a EPI - electrólise percutânea intradecidular. A técnica consiste na introdução de uma agulha no tendão, agulha essa que efectua descargas eléctricas. Promove-se dessa forma a inflamação do tecido e despoleta-se um processo de regeneração do mesmo. Dói que se farta mas, aparentemente, parece que a coisa funcionou.

Para já retomei o treino planeado na passada semana. Concluí o primeiro microciclo de preparação com vista ao principal objectivo de 2016. Será uma prova Ironman, será no País de Gales, ao que li num dos mais selectivos percursos de ciclismo do referido circuito.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

SkyRoad | Aldeias de Xisto

Isto é o SkyRoad
Este será, seguramente, um dos melhores eventos desportivos que acontece em Portugal.

É levado acabo por uma equipa integrada por alguns amigos e liderada pelo António Queiroz, que conheço de há uns bons anos, desde os primórdios dos BTTs épicos em Manteigas, na Serra da Estrela. Sei, portanto, que o rigor está garantido e que, aconteça o que acontecer, os atletas, a sua segurança, o seu bem-estar e a sua satisfação vêm sempre primeiro. Mais uma vez a regra manteve-se.

Se atentarmos ao preço e se o compararmos com eventos de modalidades ou actividades análogas ficamos a pensar como nos oferece o SkyRoad tanto por tão pouco ou, como nos cobram os outros tanto por tão pouco - nada de ideias de aumentar os preços... :-)

Ontem a chuva marcou o evento. Estava preparado para um chuvisco mas não para a bátega de água que apanhámos no último terço do percurso. Sabiamente, a Organização anulou a última descida do dia, os 20Km que ligam o Trevim à Lousã, colocando a meta no ponto mais alto e fazendo a descida apenas como troço de ligação e não cronometrada.

Ontem, não tinha as pernas num dia particularmente bom. De qualquer forma foi a edição em que consegui andar mais rápido.

Depois da subida da Pampilhosa começou a chuviscar. Estrada rápida, ligeiramente a descer, onde preferi abrandar um pouco para poder apanhar a boleia de um grupo que me seguia a escassos metros e ter assim essa preciosas ajuda. A estrada húmida e algum vento inspiravam muitas cautelas, mas tudo acabou por correr sem novidade. Acabei por perder este grupo a chegar à localidade de Picha ficando de novo sozinho, mas agora encharcado e menos confortável.

A descida para Castanheira de Pêra foi feita já a velocidade bastante lenta. A estrada é técnica e as Zipp em carbono não são as melhores rodas para travar nos dias de chuva. Cheguei à vila muito desconfortável com o frio, a pensar no que me esperava no alto do Trevim e na subsequente descida até à Lousã. Decidi então que iria abandonar por ali e do facto dei conhecimento ao staff da Organização.

Argumentaram de várias formas para me convencer a continuar. Mas só tiveram êxito quando me informaram que só pelas 17h teriam condições de me levar dali. Pronto! Estava convencido. Montei de novo a bicicleta e segui serra acima. Tinha 13Km a subir o que daria para aquecer. A temperatura no alto era de 12ºC e depois, na descida iria devagar, até porque a prudência a isso obrigava.


As pernas também não permitiam uma velocidade muito elevada, mas davam para subir de forma constante e sem grande dificuldade.

Chegado ao topo enfiei um jornal debaixo da camisola foi tempo de descer até à Lousã. Foi uma descida longa, demorada, chuvosa, ventosa e a bater o dente, premiada com um furo a meio caminho. Acabei por trocar a roda por uma fornecida pelo apoio móvel da organização, não tendo assim o trabalho de trocar de câmara debaixo da chuva e do vento. Mas, o aro era bem mais estreito do que o meu Zipp e não consegui afinar o travão de modo a permitir a travagem. Portanto... foi descer ainda mais devagar e a abrandar apenas com recurso à travagem num aro de carbono. Épico!

A missão foi cumprida e o desfrute foi enorme, especialmente durante os primeiros 120Km. Depois a chuva mudou as coisas e passámos a entrar no campo da força mental. 

Venham mais.