segunda-feira, 21 de maio de 2018

Viseu Triathlon


Segunda prova da época. Mais um passo na direcção do Kailua Pier, em Kona.

O Viseu Triathlon despertou o meu interesse por ser uma prova sem roda e pela distância pouco usual: (2; 60; 15)Km, formato em que nunca havia competido e que parecia interessante para treinar em ambiente de competição.

Era também uma prova simples - sem cronometragem electrónica, mas, as coisas simples são, muitas vezes, fantásticas. Um evento recheado de atenção para com os atletas, envolvimento dos voluntários e das forças de segurança no controlo do tráfego. 


A Barragem de Fagilde foi o local escolhido para as duas voltas de natação. Local muito aprazível, água a 21ºC. Natação muito tranquila cumprida em cerca de 37'.

O segmento de ciclismo ligava a dita barragem a Viseu. Em linha recta serão cerca de 10Km, mas o percurso traçado levava-nos, inicialmente, para o lado oposto, para Mangualde. Depois rumava a sul até perto de Canas de Senhorim, passando na preciosa localidade de Caldas de S. Gemil, retornando daí a Viseu. Percurso exigente, com subidas longas, zonas técnicas, empedrado, bom piso, piso menos bom... havia de tudo. Cumpri-o com média superior a 31 Km/h o puxar quase todos os Watt disponíveis.


Por fim, o segmento de 15Km de corrida, com 6 voltas no Parque Radial de Santiago, em Viseu. Percurso recheado de curvas que aumentava significativamente a sua dificuldade e no qual tive alguma quebra, resultante da intensidade colocada durante o ciclismo.


Acabei em 19º da geral (entre 146 atletas) vencendo o AG 50-54. Um primeiro lugar que não acontecia desde o Triatlo do Fundão em 2007.

Uma prova para pensar repetir em 2019.

Fotos de Viseu Triathlon, António Fernandes e Teresa Cardoso

#tachapim #campingoleiros #speedo #em3



segunda-feira, 9 de abril de 2018

Setúbal Triathlon

Ontem foi dia de Setúbal. Dia de Triatlo, o primeiro da época 2018.

Uma organização que em 2017 tinha colocado a fasquia a um nível muito alto mas que,pelo que conhecemos em 2018 a iria tentar superar. E superou. A prova está cada vez melhor e ao nível daquilo que de melhor conheço. Parabéns!

Speedo Xenon - ferramenta para o segmento de natação
Era a minha primeira prova da época. De uma época cujo principal objectivo está assestado em Outubro, no Hawaii. Portanto, e apesar de andar, obviamente, a treinar, distante do meu melhor nível competitivo.


A natação foi uma agradável surpresa - tirei cerca de 3' ao tempo obtido em 2017, num percurso em que os 1900m eram cumpridos em apenas uma volta, onde não senti qualquer dificuldade e onde julgo ter nadado de forma descontraída, apesar da temperatura fria da água: 14,7 C.

A primeira transição foi algo miserável. As mãos frias não colaboravam a calçar as meias e essas eram um acessório de que não iria prescindir depois de, sem elas, ter destruído os pés na edição anterior.

Do segmento de ciclismo esperava um pouco mais. Senti alguma fadiga, a qual foi impeditiva de impor os níveis de potência pretendidos e de alcançar registos de melhor qualidade. Creio ter ficado patente a falta de volume na estrada, durante o mês de Março, muito devido ao mau tempo que nos tem assolado e impedido de nos afastarmos do treino indoorMesmo assim, dentro do prescrito pelo treinador...:-D

Chegava então acorrida final. Procurei desde logo encontrar o meu ritmo, talvez algo ambicioso, mas que seria rondar os 4'00/Km. Foi possível na primeira metade da prova. Na segunda houve uma quebra de cerca de 20" em cada quilómetro, situação que acabou por condicionar a minha classificação final.

No entanto, satisfeito com o resultado: 55º à geral, com 04:57:14, o que deu o 3º lugar do pódio do escalão V3.

* Estreei na prova um novo fato isotérmico: Speedo Xenon. De um conforto extremo. Parece que vamos a nadar sem fato tal é a facilidade de movimentação dos ombros. E apesar da temperatura da água ser de 14,7 C estive sempre confortável. À venda aqui.



segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

São Silvestre da Amadora

Para manter a tradição de fim-de-ano corri, uma vez mais, a prova da Amadora.
Depois de 3 dias de treino exigente - entre natação, corrida e ciclismo, com uma manhã de ciclismo intensa, longa e molhada, as pernas não apresentavam a frescura desejada para abordar uma competição deste nível.

Assim, o objectivo passava por fazer uma corrida tão rápida quanto possível sem, no entanto, me exceder para situações que pudessem provocar algum tipo de lesão. Atentos estes factos penso que foi uma prestação bem conseguida, a bater nos 4'00"/Km num percurso exigente como é o da Amadora.

É verdade que já corri provas de 10Km bem mais depressa. Inclusive na Amadora. Mas também é verdade que esta não é a distância para a qual me estou a preparar, nem, tão pouco, o momento para estar em forma.

Da prova apenas posso dizer que a organização da HMS Sport guindou a coisa para outro nível e qualidade. O percurso, também renovado, parece-me mais interessante, com opção por vias mais largas e melhor iluminadas, factor sempre importante quando se corre à noite e é aconselhável saber onde se colocam os pés.

Fica a vista aérea do meu desempenho, nas últimas horas do Ano de 2017... desportivamente falando, um excelente ano. :-)

Relive 'Corrida vespertina'


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Resumo da época - uma época fantástica...

Setúbal
O Triatlo de Vilamoura, disputado no passado Domingo, marcou o final da época de 2017. Seguramente, terá sido, em termos pessoais, a minha melhor época na modalidade, facto a que não é alheio o resultado obtido no Ironman Wales - o segundo lugar no pódio do agegroup e uma valiosa slot para o Ironman Hawaii de 2018.

Foi uma época gerida com pinças. Havia que conseguir resolver uma arreliadora e prolongada lesão no calcâneo e ao mesmo tempo treinar e competir, sempre com o foco naquele que era o grande objectivo de 2017: o Ironman Wales. Assim, preferi competir um pouco menos e, também, aligeirar a carga no que à corrida diz respeito.

Sabugal
A primeira prova da época foi em Quarteira, na distância sprint, sempre bom para um estímulo de intensidade competitiva. A performance até superou um pouco a minha expectativa inicial e acabei na 4ª posição do escalão.

Depois, num espaço de 15 dias fiz 2 halfs. O primeiro foi em Setúbal. Prova com organização suprema, com um percurso mais exigente do que se imaginaria e com um resultado interessante, ainda que as sensações tivessem variado no decurso da competição. Terminei na 3ª posição do escalão, no meu primeiro pódio V3. Depois foi a vez de Sevilha, a prova de que tanto gosto na Andaluzia. Mais uma para ganhar consistência e para mostrar, também, alguma debilidade no segmento de corrida.

Oeiras
No mês seguinte - Junho, rumava ao Sabugal, para mais um fim-de-semana de triatlo, distribuído entre a distância Standard, no Sábado e uma estafeta, no Domingo. Desempenho dentro do esperado e com a boa notícia de ausência de dores no pé, mesmo no percurso acidentado e com piso irregular como é o do Sabugal. Fim de semana marcado também por mais duas idas ao pódio: no Sábado na segunda posição V3; no Domingo em terceiro na estafeta de veteranos com o Paulo Lamego e o Ricardo Silva.

A seguir chegava o triatlo de Oeiras. Um ciclismo forte e depois a incapacidade, natural diga-se, de andar depressa na corrida. Apenas o suficiente para chegar ao segundo lugar do pódio

Wales
O último grande teste estava marcado para 15 dias antes de Wales: era o Half do Douro, disputado entre o Peso da Régua e Lamego. A prova atribuía também os títulos nacionais de agegroups. Apelei a todos os recursos disponíveis no segmento de ciclismo no sentido de me chegar o mais à frente possível. Andei mais do que devia e acabei por pagar a factura na corrida não indo além da segunda posição no escalão.

Chegava Setembro e o dia do grande objectivo: Ironman Wales. Sobre esta prova já escrevi o suficiente. O desempenho foi excelente a todos os níveis e deu-me a possibilidade de poder ir competir no IM Hawaii, algo que até hoje apenas foi o privilégio de 36 atletas nacionais.

Wales
Se tudo correr bem, dia 13 de Outubro estarei no Kailua Pier, ao lado de mais 2000 atletas, em busca da meta.

Provavelmente cumprir a prova até não será o mais difícil. Nisto do Ironman conseguir construir condições para poder alinhar à partida é a primeira grande vitória. Não é só querer e pagar. É passar por um processo de treino exigente, conjugado com vida familiar e profissional, conseguindo cumprir o planeamento e fugindo de lesões e afins.

Vamos a isso! :-)


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Estrada Nacional 2 (sentido Sul-Norte)

Depois de em 2016 ter cumprido o desejo de pedalar esta estrada, foi agora tempo de repetir mas, desta feita, em sentido inverso, ou seja, de Faro até Chaves.



Esta viagem está associada a uma acção promovida pelos Bombeiros Sapadores de Setúbal, na pessoa do seu Comandante e meu amigo, Paulo Lamego. O objectivo é chamar a atenção para o Bombeiros, lembrando à população que eles estão sempre, sempre presentes. Não só nos fogos de Verão, mas também nas inundações de Inverno, nos acidentes, nas catástrofes e sempre que estamos em situação de desespero, sem solução à vista. Assim, nada melhor, pensou o Paulo Lamego, que percorrer o país na estrada que o une de Norte a Sul.


Serra do Caldeirão
Desta feita dividimos as etapas de forma diferente. Fizémo-lo com base nas quilometragens que pretendíamos percorrer, mas também na capacidade das corporações em nos albergar.

No primeiro dia ligámos Faro a Montemor-o-Novo. Foram 215 Km, percorridos em cerca de 7h15'. A dificuldade do dia era a Serra do Caldeirão e o piso das estradas alentejanas, que se apresenta descuidado, ainda que em melhor estado do que no ano passado. Mais uma vez, o grupo de ciclistas TokaRolar, de Almodôvar, veio ao nosso encontro para puxar durante alguns quilómetros o que sempre agradecemos. O dia ficou marcado por uma queda de um dos nossos elementos, nas curvas do Caldeirão. Feia, mas felizmente sem danos físicos de maior.

O Lamego e eu em pura diversão perto de Mora
No segundo dia eram só 170 Km, com a promessa de alguma chuva. Só a partir do Km 120 esperávamos algumas dificuldades, impostas pelo relevo. Acabei por fazer as 3 primeiras horas com a companhia do Paulo Lamego, onde percorremos 100Km. Apanhámos alguma chuva perto de Abrantes que, nos trouxe apenas algum frio. Entre Abrantes e Sertã tivemos o primeiro contacto com a terra queimada. Não na dimensão que temíamos mas, de qualquer modo, são zonas bonitas e meios de subsistência que desapareceram e demorarão algum tempo a ser repostos.

Após Alvares - 10Km a 4%
Terceiro dia: uma jornada épica. Confesso que temia esta etapa, pois associava uma quilometragem elevada - 234 Km, a uma altimetria respeitosa - 3.700m d+, a um dia já mais curto e à possibilidade de chuva. Saímos bem cedo da Sertã e, até Pedrógão Grande, continuámos a ter paisagem verde. Neste capítulo a coisa começava a ficar dolorosa a partir de Alvares. Góis, Vila Nova de Poiares, Santa Comba Dão... Enfim, tudo completamente arrasado. A paisagem queimada associada a uma N2 que se vai confundindo com o IP3 e onde a sinalização é nula, fizeram deste troço um martírio. Depois de Viseu montámos as luzes nas bicicletas. Como prevíamos, chegar de dia era impossível e, a partir de Castro d'Aire era noite cerrada e com muitos quilómetros a subir até Bigorne, o ponto de maior cota da N2. Chegados ao topo tínhamos chuva à nossa espera, para tornar épica e inesquecível a sinuosa descida de 14 Km até Lamego.

Vila Real
Quarto e último dia reservava-nos uma passeata de 100Km. Douro e Corgo vinhateiros. Passagem pelo Peso da Régua, Vila Real, Santa Marta de Penaguião. A seguir a Vilarinho da Samardã, terra de inspiração de Camilo Castelo Branco, preponderavam as descidas até final, pelo que seguimos a ritmo muito simpático, até alcançarmos o marco do Km 0 da N2, de onde, um ano antes, havíamos partido.

Missão cumprida pelos 9 ciclistas e respectiva equipa de apoio. Ao contrário do ano passado, desta vez houve quedas, furos e uma avaria mecânica esquisita, mas tudo foi resolvido e o grupo chegou coeso ao final.


Fotos da Rita Ramos