segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Boas sensações


Depois das emoções fortes na Almirante Reis, o incremento da carga continuou a bom ritmo. Teve o seu epílogo este Domingo, com 30Km corridos a solo, onde pelo meio havia 6 repetições de 3Km a ritmo de maratona. As sensações foram boas, mesmo com algumas subidas e pouco comida. As sensações do dia seguinte foram ainda melhores, pois pude constatar que o treino longo não deixou grandes estragos.

Está assim concluído metade do caminho para Sevilha. Depois desta semana, que será de regeneração, continuaremos a aumentar a carga. Estou expectante sobre a forma como a irei assimilar. Para já, as sensações são muito boas.

Muito boa foi também a Festa do Triatlo, que decorreu no passado fim-de-semana em Montemor-o-Velho. Já há alguns que estou presente nesta festa, que junta a família do triatlo, para o reconhecimento pelos feitos desportivos realizados durante o ano. Mas desta vez foi diferente e especial pois, fruto do resultado do Campeonato Nacional de Triatlo de Distância Longa, acabei por me juntar aos homenageados do dia. E nada melhor do que receber a medalha da foto das mãos daquela que foi, e ainda é, a melhor triatleta mundial de sempre - Vanessa Fernandes.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Tentativa de assassinato na Almirante Reis

Podia ser um bom título para um policial, agora que voltaram às páginas dos jornais as histórias de serial killers estripadores e prostitutas. Mas não, este post é, tão só, sobre a Maratona de Lisboa que no passado Domingo decorreu em Lisboa.

Eu sei que o Estádio 1º de Maio fica numa zona alta da cidade e, consequentemente, para o alcançar será necessário subir. Contudo, não é de todo simpática aquela subida de 5 km no final de uma meia Maratona. E, pior um pouco, se for no final da Maratona, como foi para alguns. Mas pronto, lá se fez.

Saí apostado para uma marca na casa da 1h19'/20'. Depois de 7 Km de aquecimento arranquei nuns confortáveis 3'45"/Km. O ritmo foi possível até cerca doKm 12, altura onde decaiu ligeiramente, para perto dos 3'50"/Km. Chegado ao Terreiro do Paço, foi quase sempre a trepar até Alvalade, com o passo acima dos 4', chegando mesmo aos 4'28".

Contudo, acabo por fazer um balanço positivo do meu desempenho, especialmente pelas boas sensações iniciais, numa semana em que o volume superou os 100Km de corrida, incluindo séries de limiar anaeróbio, rampas, bi-diário, um treino um pouco mais longo, e 7Km de corrida a antecederem a prova.

Balanço final: 1h23'17", 17º classificado (5º no escalão) entre 1515 atletas.

A foto é da Rita Ramos (sempre a Rita... :-) e a satisfação patente no meu rosto resulta do facto da subida da Almirante Reis ter, finalmente, terminado!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Triatlo Longo


A época de Triatlo acabou. Mesmo com o infortúnio de algumas lesões, foi, talvez, a minha melhor época, desde que pratico a modalidade. A explicação reside em diversos factores. Por um lado, mesmo ténues, os progressos na natação. Por outro, um aumento da consistência no ciclismo, fruto de mais horas dedicadas a este segmento e, por fim, a importante bagagem aeróbica que a preparação anual das maratonas confere. A isto temos de juntar o grupo. Cada vez mais acredito que um bom grupo de treino é fundamental para o sucesso e aqui cabe a menção, muito especial e sentida, a todos os meus companheiros do Clube de Natação do Colégio Vasco da Gama.

Foi uma época onde a prestação no Campeonato Nacional de distância longa merece relevo. No Longo de Lisboa, as coisas correram-me, mesmo, muito bem, vindo a ser a segundo português do meu escalão. Esta classificação, mas sobretudo o desempenho, motivaram-me para a prova longa seguinte, que se disputou em Aveiro, mais precisamente em S. Jacinto. Voltei de novo a ser segundo do escalão, mesmo passando por dificuldades na corrida final, a pagar a factura dos excessos então cometidos no segmento de ciclismo.

Associado a este clima de motivação surgiu-me um negócio imperdível e acabei por adquirir uma bicicleta de contra-relógio, própria para este tipo de eventos. Contudo, aquela que poderia ser a minha terceira prova do ano acabou por ser cancelada, afastando, definitivamente, a hipótese de amealhar mais uns preciosos pontos, na disputa de outros lugares do pódio. E a dita bicicleta ainda não competiu...

Acabo o Campeonato Nacional em terceiro lugar do meu escalão, apenas com duas de três classificações possíveis, já que não fui à abertura da época, em Porto Santo. Foi uma pena.

De qualquer forma julgo que, desde que consiga preparar-me minimamente, esta ser-me-á a distância mais favorável. Veremos o que será possível fazer em 2012, já no escalão V2, com fortíssima concorrência e com o Campeonato do Mundo no País Basco, em Vitoria.

Para já, fica uma saudação especial para o Paulo Canário e para o João Lucas Coelho, campeão e vice-campeão nacional de Triatlo Longo 2011, no escalão V1.

Até breve!

domingo, 13 de novembro de 2011

A onda estava no céu!


Hoje estive na tão recentemente mediatizada Nazaré, pela onda gigante surfada, e de que maneira, pelo Garret Macnamara.

Mas desta vez não havia ondas e o motivo não era o surf, mas antes, a meia maratona local, prova onde em 2006 estabeleci a minha melhor marca pessoal na distância, então 1h15'13". Desta vez sabia que nem lá perto podia chegar. Queria apenas cumprir a distância, sem maleitas físicas, na casa da 1h21/22, qualquer coisa perto de 3'55"/Km.

Não tinha o melhor dos lugares à partida mas isso também não interessava muito. De qualquer modo saí com relativa facilidade para o ritmo pretendido, depois da partida abençoada pelo Sol, e pela Rosa Mota, um dos nossos grandes ícones desportivos que, anualmente, dá a partida na emblemática prova nazarena.

As condições de corrida não estavam fáceis. Os primeiros 5Km com a tradicional volta à Nazaré e, os 7Km seguintes, com o vento no nariz e ligeiramente a subir. Acrescia também uma rampa assassina, para acesso à nova variante, que constitui a parte nova do percurso.

Fui sempre conservador, em busca do meu objectivo, o qual consegui concretizar com sucesso. A total ausência de dores musculares e um tempo de 1h22'50" deixaram-me bastante satisfeito.

No regresso, a tal onda do Macnamara caiu do céu. Foi uma viagem em que o carro mais parecia um... submarino.

Vamos continuar. Sevilha está a 14 semanas de distância.

domingo, 30 de outubro de 2011

A meia de Almeirim que só teve 6Km


Esta história começa a irritar-me e merece uma análise cuidada sobre as causas desta sequência de "toques" musculares. Uma vez mais os isqueotibiais claudicaram.

Saí tranquilo, a rolar a 3'45". À passagem dos 6Km um "caranguejo" agarrado à coxa. Como a meta era ali mesmo, decidi ficar, não forçando e agravando a situação.

Enfim, amanhã começa o treino para a Maratona de Sevilha. Há que começar de forma tranquila e ver se não há mais estragos pelo caminho! Este ano tem sido demais!

domingo, 23 de outubro de 2011

Corrida do Tejo


Apesar dos avisos da Meteorologia, de mudança de tempo, a manhã esteve de encomenda para correr. Não fosse uma ligeira brisa de sudoeste diria que estava mesmo perfeita.

Mas perfeita não foi a minha corrida. Senti-me cansado, muito moído do treino de ginásio da véspera.

Ia com o fito de correr ligeiramente abaixo dos 37'00. Tinha uma pulseira negra que me permitiu sair na frente mas, de todo, não estava em condições de fazer melhor. Os primeiros 5 Km ainda foram dobrados em 18'36", mas no final não fiz melhor do que 38'17. Foram mais 22" do que o ano passado e o pior registo dos últimos 5 anos na Corrida do Tejo.

Em suma, os quilómetros estão a fazer falta.

domingo, 16 de outubro de 2011

Corrida do Sporting



Hoje participei na corrida do Sporting. Ainda naquilo que é a pré-preparação para a Maratona de Sevilha, lá fui, para espevitar o meu andamento.






Sabia que, nesta altura, não valeria mais de 37'30". Parti numa zona com demasiado tráfego, numa partida pouco limpa. Só depois do primeiro quilómetro consegui correr normalmente. Aí abusei e tive de refrear o ímpeto. Fiz 37'06. Fiquei satisfeito.






Para a semana será a Corrida do Tejo.






segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Carmo vs Carmo


Após 15 dias condicionado acabei por decidir adiar o meu final de época. O motivo foi, tão só, o facto do meu filho Gonçalo pretender competir na prova do Campeonato Nacional de Juvenis - Triatlo, que decorreu em Abrantes este domingo. Assim, já que ia com ele até lá, faria também a prova, em ritmo de gestão, naquele que seria o nosso segundo confronto familiar na modalidade.

De facto, para além da mais fraca preparação neste momento da já longa época, aquela não é de todo a minha distância, ainda para mais quando ao lado de um bando de putos enfurecidos que anda nas horas.

Cumpri os 350m de natação em 5'53" a nadar de fato, longe dos 4'04" do Gonçalo, 3º a sair da água (1º sem fato). A diferença estava desde logo feita, pois neste segmento as suas semelhanças comigo são... nenhumas. No ciclismo andei o possível, sempre a passar gente, num percurso sem dificuldades de maior, cumprido com 12º tempo do dia e ganhando 21" ao Gonçalo. Ele viu-se envolvido num pequeno incidente, num dos retornos e acabou por perder o grupo da liderança. No final, uma corrida mal medida, onde geri as minhas mazelas musculares, num ritmo moderado e onde perdi mais 10" para o Gonçalo.

Nenhum de nós regressou de Abrantes satisfeito com o desempenhos, mas fomos essencialmente para desfrutar e isso foi alcançado.

Fica o tempo de cuidar as mazelas e de começar a preparar os próximos grandes desafios de 2012: a Maratona de Sevilha e uma aposta mais forte no Triatlo de Longa Distância.

A foto foi sacada pela Rita Ramos ou pelo João Serôdio... Duas máquinas, a mesma equipa!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

No público...


Terminou, prematuramente, a minha época de 2011!

No sábado participei no Campeonato Nacional de Clubes - em duatlo, integrando uma das equipas do CN CVG que disputavam aquela prova. Logo nos primeiros metros da primeira corrida as coisas correram mal e contraí uma lesão muscular. Se é aborrecido quando contamos só para nós próprios, é pior quando sabemos que um colega de equipa espera por nós para fazer o percurso seguinte. Por isso, lá cumpri em retracção o resto do percurso tendo a nossa equipa encerrado no sempre indesejado 4º lugar da classificação de Veteranos...

Assim, fiquei afastado da participação no Triatlo de Lisboa, que aconteceu no dia seguinte, e, consequentemente da Grande Final de Abrantes, pois precisando de dois resultados em três provas, apenas consegui pontuar numa delas - Montemor-o-Velho, já que em Aveiro também fiquei de fora por lesão.

Restou-me pois, assistir ao desempenho da família (Helena e Gonçalo) e dos amigos, colegas de equipa ou adversários dos outros dias.

O balanço da época, apesar destas duas lesões, foi francamente positivo. Especialmente no que respeita ao Triatlo, onde acredito ter feito duas das minhas melhoras provas de sempre: primeiro, no Triatlo Longo de Lisboa e, depois, no Triatlo de Oeiras. Para além disso estive envolvido até final na disputa do título nacional de Triatlo Longo - no escalão V1, competição que, devido a vicissitudes conjunturais, não foi concluída na presente época. Pena!

Para a minha equipa - Clube de Natação do Colégio Vasco da Gama, foi também uma época excelente: pelo ambiente que vivemos, pelo crescimento que tivemos e pela equipa feminina que, pela primeira, vez formámos. Tivemos ainda excelentes prestações, com destaque para um atleta na Selecção Youth e um Top 10 na Taça de Portugal, essa aguerrida competição que decorre ao longo da época, envolvendo todas, as já bastantes equipas nacionais.

Mas, está feito. Para o ano há mais. Será o ano de estreia no escalão V2, com uma maratona de permeio - possivelmente em Sevilha, e, quem sabe, com outras estreias aliciantes. Veremos!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

No mar do Oeste


Depois de umas férias com umas quantas corridas, umas poucas voltas de bicicleta - especialmente para testar a Transition de contra-relógio, e um par de travessias de mar, foi altura de fazer algo mais a sério. Assim, no passado domingo alinhei no desafio do Paulo Renato Santos, do Peniche A.C., para um treino longo na zona de Peniche que é, tão só, o berço do triatlo em Portugal.

Passava pouco das 9h30 quando 23 triatletas se lançaram ao mar no Baleal. O objectivo era percorrer os cerca de 3km entre aquela localidade e Peniche. Contudo o mar tinha alguma ondulação e corrente, que nos afastava da margem e tornava mais difícil a tarefa. Valeram os caiaques de apoio, que nos serviram de referência e nos permitiram orientar, ainda que com algumas dificuldades de navegação. Lá consegui chegar à praia após 1h09 de natação.

Com calma, vesti um equipamento seco e seguimos em grupo pelas estradas que ligam Peniche a Caldas da Rainha. Era aí o ponto combinado para o retorno. Se o ritmo tinha sido vivo até lá, o regresso foi de doidos. Tentei comer uma barra mas o ciclómetro marcava 53 Km/h, pelo que decidi deixar a refeição para depois, agarrar o guiador, baixar a cabeça e entrar no ritmo. A média para os 60Km pedalados foi de 34Km/h... Nada mau!

Por fim, para terminar, uma corrida de 6Km, pela ciclovia que liga Peniche ao Baleal. Sem grande história, para além da pouca vontade que tinha então para correr...

Este acontecimento explica o porquê de o Triatlo ser uma modalidade tão especial. Em que outra modalidade se juntam cerca de 30 atletas, de mais de meia dúzia de clubes diferentes, para treinar em conjunto? Adversários nas provas, companheiros no treino. Este que teve ainda a particularidade de terminar com uma magnífica sardinhada. Em suma, uma manhã de domingo muito bem passada! Obrigado.

Obrigado ainda a todos aqueles que de caiaque facilitaram a nossa progressão na água. Bem-hajam!

A foto, cujo autor desconheço, ilustra os participantes no evento.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

De regresso


A semana que passou foi a da retoma da actividade física. Primeiro com a natação e, já durante este fim-de-semana, com uns quilómetros solitários de bicicleta. Agarrei em minha e fui até à bela praia de S. Julião, subindo de seguida a ingrata rampa até Assafora.

Foi também altura de experimentar pedalar na nova máquina de contra-relógio. Sensações estranhas, a precisar ainda de uns ligeiros ajustamentos e de muitos quilómetros de consolidação.

As competições vão de férias... como eu. Altura para desfrutar de outras coisas e de retomar o treino, o que terá de acontecer para já, em virtude da paragem forçada.

Para já, na mente, fervilham alguns planos. Vamos ver como os conseguiremos concretizar nos meses que se avizinham.

A foto é minha, sacada ontem de manhã na praia de S. Julião

segunda-feira, 11 de julho de 2011

DNF [NOT]


Desde que, no ano passado, competi no Triatlo de Vila Viçosa esta é uma das minhas provas de eleição. Natação em barragem, enquadrada pela magnífica povoação de Terena, um ciclismo selectivo e sem roda e uma corrida dura.

Apesar de lesionado há 3 semanas e sem treinar desde então, tentei, contra toda a razoabilidade, encontrar formas de estar presente. Tal passou por ligaduras funcionais e anti-inflamatórios... Sabia que estaria longe de poder andar ao nível que pretendia, mas estaria lá e poderia dar o meu contributo à equipa.

Arranquei tranquilo na natação, tentando evitar o surgimento das dores na região dorsal. Consegui. Mas o andamento era pior que o habitual, o que não era estranho após 3 semanas sem ir à água. Lá concluí, no minuto 31, o que de facto é um registo sofrível. No ciclismo estava mais confiante. Pelo menos tinha conseguido fazer uns quantos treinos de spinning e era o segmento onde a lesão era menos incómoda. Andei bem, ainda que não tão bem com no ano passado. Fiz média de 32Km/h num percurso bastante exigente e registei o 21º tempo dia.

Chegado à corrida, juntamente com os meus colegas de equipa Lamego e Pedro Machado, é que as coisas se complicaram. Fiquei de imediato para trás. Parado! Pensei logo em desistir, mas lá iniciei a corrida de forma lenta. Decidi que correria até ao retorno, junto à meta e que abandonaria aí.

E lá fui, em ritmo de trote, até chegar ao retorno onde abandonei a prova. Fui logo confrontado com umas "bocas" do Presidente da Federação, José Luís Ferreira e de outros amigos. Não escondo que essas bocas, o pensar na classificação da equipa e o imaginar a folha de tempos com DNF - o acrónimo de "Did not Finished", à frente do meu nome, me espicaçaram o orgulho. E assim, num ímpeto, lá cerrei os dentes e segui, minimizando os estragos e as dores.

Lá acabei por fazer os 10Km num modesto tempo de 48'. Contudo, o bom desempenho no segmento de ciclismo permitiu que fechasse a equipa, e que o fizéssemos à frente dos mais directos adversários. Registo final de 2h33'35", 56º da geral e 6º dos Veteranos 1, ao que me recordo, o meu pior tempo de sempre na distância olímpica.

Agora é tempo de descansar e curar as maleitas, para que em breve possa começar a preparar a segunda parte da época.

A foto é do Carlos Maia

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Clubes na Ria


Depois de 15 dias incapacitado para o treino, consegui, apesar de tudo, dar o o meu contributo à equipa de veteranos do Vasco da Gama no Campeonato Nacional de Equipas. Uma ligadura funcional na região dorsal protegia-me de movimentos de maior amplitude e tentava preservar o músculo afectado.

Na estratégia que montámos para a prova, cabia-me efectuar o primeiro percurso, para depois passar o testemunho ao Manuel Gonçalves, terminando o Paulo Lamego a competição. Assim, lá saltei, ao soar da buzina, para a ria de Aveiro, nadando os 350m do percurso da forma mais descontraída que consegui. Nem me saí mal de todo, considerando o impacto negativo de duas semanas sem mexer na água.

No ciclismo fui a fundo. Passei alguns adversários, descolei outros que vinham comigo e não colaboravam no andamento, mas só apanhei o grupo à entrada do PT. A minha transição acabou por não ser tão rápida como pretendia, em luta com uma sapatilha. Na corrida sim, as dores voltaram. Nada de insuportável, mas uma dor limitativa, pois impedia-me de encher a caixa torácica em toda a sua amplitude. E como o oxigénio é necessário para esforços desta duração, a corrida final ficou um nadinha limitada. Fiz o meu percurso em 30'06", gastando mais 12" que no ano anterior.

Os meus colegas de equipa foram um pouco mais lentos, possivelmente por estarem a pagar o esforço que despenderam na véspera, durante a prova na distância olímpica, a contar para o campeonato nacional individual e na qual não participei. Assim, frustraram-se as nossas expectativas de pódio na categoria. A prova haveria de ser ganha pelo Golegã, seguido do Clube TAP e Tri-Oeste. Logo a seguir o Galitos e depois a nossa equipa. A justiça marcou o resultado final e pesou o equilíbrio entre os atletas que constituíam cada equipa. Nós questionamos a nossa estratégia, nomeadamente o facto de não termos colocado o melhor nadador - o Paulo Lamego, no primeiro segmento. Tal ter-lhe-ia permitido ir num grupo de ciclismo e ganhar posições na corrida final, passando-me o testemunho com algum avanço. Mesmo perdendo tempo na natação, teria o grupo de ciclismo mais próximo, evitando que tivesse de fazer, como fiz, um contra-relógio danado à caça do prejuízo.

Como as coisas me correram de forma satisfatória e da participação não resultaram danos de agravamento da lesão, conto poder participar na próxima prova. A fisioterapeuta tem o veredicto. É no Alentejo, em Vila Viçosa, e é a que actualmente mais aprecio, devido ao exigente percurso de ciclismo, durante o qual é proibido andar na roda. Ou seja, cada um mostra aquilo que vale sobre a bicicleta.

A foto é da Rita Ramos



quinta-feira, 23 de junho de 2011

44<>20


Quarenta e quatro diferente de vinte foi a grande aprendizagem do passado domingo! 44 anos de idade não são exactamente 20. Matematicamente já sabia, biologicamente fiquei agora convencido.

A fazer um "renhido" de basquetebol 1X1, numa penetração para o cesto acabei estendido no chão. Nada de extraordinário, mas o romboide direito e uma costela não acharam graça à brincadeira. Logo eu, que evito tantos os desportos colectivos, por achar que já não me dão grande saúde em termos musculares e articulares.

Portanto, estou a 1/3 do gás. Nadar nem pensar. Pernas com barbatanas e é uma sorte. Correr, só em "Snail Pace". Pedalar, ainda é a actividade que menos mossa me causa. Ando a carregar nos anti-inflamatórios, orais e tópicos, a ver se consigo ir a Aveiro. Uma prova que aprecio, ainda para mais com as estafetas de equipas no dia seguinte. Enfim... aguardemos.

Estou assim, completamente, nas mãos do rombóide. Bem antes dele do que nas do Sócrates.


sábado, 11 de junho de 2011

Power fourties



Faz agora um ano que, neste blog, manifestei a minha enorme satisfação por ter alcançado o pódio no mítico Triatlo de Oeiras. Agora, um ano depois, voltei a repetir o feito.

A prova de ontem bateu todos os recordes de participação. Portanto, o cardume era numeroso e antevia-se uma natação plena de contacto físico. Por isso mesmo, saía o mais forte que consegui, com o corpo a queimar. Acabei por alcançar a primeira bóia sem grande dificuldade e bem integrado na extensa linha de nadadores que então se ia formando. O pior estava reservado para o trajecto da última bóia até à praia. A corrente forte dificultava o regresso e puxava-nos para junto do forte, mas lá acabei por concluir o segmento sem novidade e não longe de algumas das minhas principais referências.

Em cima da bicicleta havia que, como habitualmente, dar tudo por tudo para recuperar posições. E assim foi. O primeiro grupo alcancei-o ainda sem ter calçado os sapatos de ciclismo. Pude assim respirar, calçar-me e dar um novo esticão em busca do grupo que nos antecedia, que foi alcançado pouco depois. Depois de respirar de novo, ataquei uma vez mais, rebocando o grupo até junto do seguinte. Felizmente, aqui já tive a ajuda de dois atletas, um dos quais o João Santos. Chegávamos então ao retorno de Algés e estava concluída a ligação. O regresso a Oeiras foi feito a ritmos mais tranquilos, aqui e ali com tentativas de ataques, mas sem sucesso.


Iniciava a corrida final a fazer contas à classificação do escalão. Na minha frente o Rui Sousa, já inalcançável, o Pedro Cordeiro, com um bom avanço e o Paulo Lamego, meu colega de equipa que seguia ali, apenas a 10m. Contudo o Paulo ia muito forte e, em vez de lhe ganhar terreno, perdi. Precisamente 20". Valeu que consegui ultrapassar o Pedro Cordeiro e, desse modo, garantir o terceiro lugar do pódio V1, com 1h04'07" (57º geral).

Competir, agora, só daqui por 3 semanas em Aveiro. O fim-de-semana de extrema importância, com a disputa de mais uma etapa do Campeonato Nacional Individual e, no dia seguinte, as estafetas do Campeonato Nacional de Equipas, no qual tentarei integrar uma equipa de veteranos com aspirações ao pódio.

foto 1 da Rita Ramos - à conversa com o Paulo Lamego, momentos antes da última transição.

foto 2 do Carlos Maia - perseguindo desesperadamente o Lamego.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Não saiu...

No passado sábado disputou-se em Peniche o Campeonato Nacional de Agegroups. Ou seja, a prova que atribui os títulos nacionais da modalidade, nos diferentes grupos de idade. Peniche é o berço do Triatlo Nacional. Foi ali, nas águas geladas do Oeste, que tudo começou há 27 anos. E o tanto que mudou em 27 anos...

Menos de uma semana cumprida após o Longo de Aveiro, lá estava eu, de novo, a aguardar o soar da buzina de partida. Uma prova muito concorrida, com um arranque cheio de contacto físico durante as primeiras braçadas. Mesmo assim, lá fui bem integrado no cardume, sem grandes sobressaltos, pensando que a coisa até estava a sair bem.

Saí da água com o registo de 13'38". Contudo, à minha volta não estavam as referências habituais. Antes aqueles que sei gastarem mais tempo na água que eu. Estranho!

Indiferente a isso, acreditei que recuperaria no ciclismo. Mas, teria de esperar pela segunda volta para alcançar um grupo mais numeroso, no qual me integrei e procurei espevitar. O meu foco eram os restantes meus adversários do grupo de idade, alguns dos quais sabia seguirem à minha frente.

Rapidamente chegávamos à transição e esperavam-nos 3 voltas de corrida, nas ruelas de Peniche. Impus o meu andamento, mas foi insuficiente para me chegar muito mais à frente no meu grupo de idade. Quase todos eles correram mais depressa, ou ao meu nível, ganhando tempo, ou mantendo simplesmente o avanço.

Terminei na posição 59ª, com o registo de 1h08'13". No grupo de idade 40-44 fui 7º. A modalidade está deveras competitiva. Basta atentarmos que se classificam os primeiros 64 atletas em apenas 8' e, no grupo de idade 40-44, se classificam 10 atletas em apenas 5'.

Uma das curiosidades da prova foi o facto de ter saído 1" à frente do Dário Santos que, entretanto, na azáfama do PT, de desembaraçou melhor do que eu, tendo saído com 14" de vantagem. Acabaria por o alcançar apenas na segunda volta de ciclismo e com dificuldade.

Apesar de significativa melhoria relativamente ao ano transacto (menos 3'32" e melhores registos em todos os segmentos), tinha melhores expectativas, pelo que considero que a prova não me saiu pelo melhor. Competi em demasia durante o mês de Maio. Dois triatlos Longos, um Olímpico e uma prova de ciclismo de 160Km, em apenas 5 semanas é demasiado. Já na sexta-feira será o Triatlo de Oeiras e depois conto fazer um intervalo nas minhas participações competitivas.

foto de António Garcia

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Quase, quase bom!
























Ontem foi dia de Triatlo Longo, em S. Jacinto. Esta freguesia fica numa península, assim ao jeito de Tróia, no concelho de Aveiro. O local é muito aprazível, extremamente tranquilo e pejado de restaurantes com bom peixe. A tribo do Triatlo veio quebrar essa pacatez, invadindo o centro de S. Jacinto, a base aérea que ali se situa e a estrada, plana, que bordeja a ria, até à Torreira.


Fui para S. Jacinto com grandes expectativas. Pensava que podia mesmo ganhar o meu escalão se as coisas me corressem bem. Sentia-me forte na bicicleta e experiência recente do Longo de Lisboa, havia-me deixado bastante motivado.


A natação, na distância de 1900m, desenrolou-se na ria, no interior do porto de abrigo. Nadei de forma tranquila, bem orientado, alcançando um registo de 33'24". Nada mau. Rapidamente saltei para a bicicleta e me fiz à estrada. O piso é imaculado e sempre plano permitindo ritmos muito elevados. Contudo, a configuração da minha bicicleta não é a ideal para estes contra-relógios de longa duração. Pelo menos, um guiador adaptado a estas circunstâncias teria feito enorme diferença, permitindo uma posição mais aerodinâmica, poupando com isso bastante energia. Mas é o que temos e foi assim que me fiz à estrada!


A partir da terceira, das quatro voltas de ciclismo, senti alguma quebra. Especialmente no trajecto de regresso a S. Jacinto, onde o vento frontal me quebrava, significativamente, o ritmo. E parecia que aumentava a intensidade com que soprava a cada volta que passava.


Iniciei o segmento de corrida com alguma dificuldade. Tinha dores abdominais e as pernas pouca vontade em andar depressa. Atrás de mim, seguia o meu principal adversário do dia, o Pedro Quintela. Sentia-o a ganhar terreno e sentia-me sem capacidade para responder. Quando ele me alcançou, durante a segunda das cinco voltas de corrida, não tive capacidade para colar. Tentei recuperar para intensificar o ritmo no final, para ainda poder tentar alcançá-lo de novo. Se o consegui ligeiramente na quarta volta, na última acabei em perda total, já só com a preocupação em manter o segundo posto do escalão.


Acabei assim por perder uma excelente oportunidade de baixar do registo das 4h30'. Ganhou o Pedro, de forma meritória, por ter gerido a sua prova de forma mais adequada, o que lhe permitiu, não só, anular o meu avanço durante a corrida final, como ganhar ainda mais uns minutos. Eu acabei por ficar satisfeito com o segundo lugar.


Resultado final: 25º da geral, 2º do Escalão V1, no tempo de 4h34'12".


As próximas provas são já nos próximos dois fins-de-semana. Primeiro, em Peniche, a contar para o Campeonato Nacional de Agegroups. Depois, em Oeiras, a pontuar para a Taça de Portugal.




A foto é do Tiago Quintela

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Carregado!


Dando continuidade àquilo que está a ser um mês alucinante, em termos competitivos, depois do Triatlo Longo de Lisboa e do Grand Fondo Eddy Merckx, ontem foi a vez da primeira etapa do Campeonato Nacional de Triatlo, disputada na distância Olímpica. O destino foi Montemor-o-Velho, vila que a edilidade fez saltar para o mapa, graças a uma magnífica infra-estrutura desportiva que, para já, já cativou as federações de canoagem, remo, natação e triatlo, para instalarem os seus centros de alto rendimento.

Claro que tinha de estar cansado. Aliás, esse estado tem sido bem patente nas tarefas mais exigentes do treino semanal, em que algumas têm ficado sem a conclusão devida ou longe da intensidade prescrita. O vento que ontem soprou também não ajudou, em nada, o desempenho dos atletas.

Com a água a 23ºC era interdito o uso de fato isotérmico. Apenas os atletas com mais de 50 anos o podiam fazer. A natação correu-me particularmente mal, pois não consegui manter uma trajectória linear. Consequente fiz mais metros e demorei mais tempo. É uma pena, mas ainda não consegui transpor para as águas abertas a evolução que o cronómetro mostra na piscina. Isto não obstante estar perfeitamente consciente da necessidade de um grande investimento no segmento, provavelmente para ganhos pouco significativos. Mas, isso são contas de outro rosário. O que é um facto é que, é desesperante andar constantemente a correr atrás do prejuízo.

O segmento de ciclismo de Montemor-o-Velho consta de 6 voltas a um percurso que mescla sectores rolantes e rápidos, com sectores técnicos na zona urbana. Pelo meio, uma rampa, íngreme, com cerca de 200m de extensão. Acabei por fazer um bom segmento de ciclismo, apanhando e deixando para trás diversos grupos. Para tal tive a colaboração do Gary Blesson, atleta britânico do escalão V2, com quem partilhei, quase em exclusivo, o esforço dos 40Km de ciclismo.

Na corrida final de 10Km, disputada na margem da pista de canoagem, comecei em bom ritmo. Contudo, cerca do Km 7 tive uma ligeira perda, que me impediu de alcançar um registo melhor que 39'48".

No final, uma marca de 2h18'40", 45º em 204 atletas à partida, entre os quais vários representantes da selecção brasileira. Fui o segundo V1 mas esta competição apenas premeia os escalões de Sub-23, Seniores e, claro está, os absolutos. Portanto, nada de pódio.

Agora continuara a carregar e esperar poder apresentar-me em boa condição no Triatlo Longo de Aveiro (1,9Km; 90Km; 21Km). É já daqui por 15 dias.

A foto é da Rita Ramos

domingo, 8 de maio de 2011

Grand Fondo Eddy Merckx - Évora

Eddy Merckx, considerado o melhor ciclista do século XX, é o patrono da "GrandFondo Eddy Merckx", Circuito Mundial de ciclismo da UCI de amadores e veteranos, que se realizou hoje, em Évora, ao longo de 164 quilómetros (com passagens pela Serra d'Ossa, em Redondo, e por Monsaraz).

Pela primeira vez marquei presença num evento velocipédico do género, no qual o meu maior receio residia no andar num pelotão numeroso. Acabei por superar o desafio, evitando as quedas que ocorreram perto de mim, fruto de distracções ou toques entre os ciclistas.

O ritmo foi brutal. Os primeiros 80Km em menos de 2h e, até ali, tudo confortável. O pelotão proporciona velocidades inimagináveis. Eu só pensava: - Isto é com amadores. Como será um pelotão de ciclistas profissionais? Um comboio brutal!

A primeira dificuldade do dia foi a subida a Monsaraz. Curta mas íngreme (já a havia subido a Monsaraz no Transportugal, mas de BTT e por uma calçada medieval...). Passei por algumas dificuldades e perdi terreno para os mais rápidos. As pernas não estavam a 100%. Na descida consegui recuperar algumas posições e lá acabei por recolar, com o meu grupo, a outro, que nos antecedia, ao fim de poucos quilómetros. O ondulado alentejano ia criando dificuldades, mas o ritmo era bruto.

À passagem do km 100, estava instalado o prémio de montanha, na Serra d'Ossa. Pouco menos de 4Km mas, uma vez mais, difíceis. E, também uma vez mais, perdi o ritmo para me desviar de 4 ciclistas, que se embrulharam e se espetaram contra um carro estacionado na berma. Chegados ao topo, uma descida muito rápida, onde voltei a apanhar gente, que seguia na frente para entrar em mais um troço de montanha russa.

Os últimos 40Km, até Évora, foram um autêntico rompe pernas, numa estrada de piso imaculado. Foram feitos integrado num grupo de cerca de 20 unidades, no qual seguia a primeira mulher. Fui a poupar-me e desesperado por água. Devia ter consumido 1 bidão/hora e consumi um bidão em 4h22'. Isso foi fatal para o desempenho neste troço final de 40Km. Fibra muscular sem água não funciona. As leis da fisiologia não enganam.

A primeira mulher, inglesa, bem queria que andássemos mais depressa, mas o grupo não estava mesmo para aí virado. Todos levavam já a sua dose.

A chegada à meta, instalada junto ao Templo de Diana, foi feita através de uma subida íngreme e em calçada. Eu já não tinha potência para seguir mais depressa e nada tinha em jogo. Acabei na 75ª posição, em 4h22', a cerca de 15' do vencedor (37,6Km/h de média).

Na foto, o Eddy Merckx, nos seus tempos de atleta.

sábado, 30 de abril de 2011

Yes! :-D


Hoje, no Longo de Lisboa, chegaram ao fim 530 atletas. Eu fui o 38º. Fiquei contente! Contente não só pelo resultado mas, sobretudo, pelo desempenho e pelo facto de ter conseguido correr com facilidade os 21Km finais, depois de tudo aquilo.

O segmento de natação não podia ter começado pior. Poucos metros após o arranque levei logo um pontapé, bem assente, nos ditos. Foi muito bom! Logo depois, um pontapé na cabeça e mais uma cotovelada. Acabei por cumprir os 1900m em cerca de 35'. Montei a bike motivado pelo o último treino que fiz na passada 2ª feira. Tinha como objectivo andar mais do que os tipos das bicicletas de contra-relógio. Poucos me passaram e a média foi cerca de 35 Km/h, mesmo sendo muito conservador nos retornos, por causa do piso molhado. Iniciei o segmento de corrida algo amassado das pernas, mas a partir da segunda volta soltei-me e fui buscar algumas das minhas referências do pelotão. Corri para 1h21, o que me parece bom.

Registo final de 04:32:13, com a Natação em 00:35:11, T1 em 00:02:20, Ciclismo em 02:31:25, T2 em 00:01:42 e Corrida final em 01:21:35.
Final, massagem, comida, banho, almoço, 50' de sono e estou... cansado!

Próxima participação será em ciclismo, na Grand Fondo Eddy Merckx, em Évora. 157 Kms...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Longa distância


É já no próximo sábado que decorrerá o Lisboa Long Distance Triathlon, prova que reclama para si o título de "o mais rápido Half Ironman do Mundo", e que tem como cenários o Parque das Nações e o IC2.

Será a minha terceira participação naquele evento - depois de 2006 e 2008, e a sexta naquela distância - depois de Zêzere (2004 e 2005), Guadalajara (2004), a juntar Às referidas experiências lisboetas. O meu melhor registo na distância é de 4h28'05 (33'58"; 2h22'55"; 1h28'23"), precisamente na edição de 2008 do Lisboa Long Distance.

Este ano perspectivo uma marca melhor, a qual dependerá, essencialmente, de um melhor desempenho no segmento de ciclismo. Terá de ser mais rápido e deixar menos mossa para a corrida final do que os anteriores. De qualquer modo, competirei com a minha bicicleta sem qualquer tipo de alteração, no que respeita a rodas, extensores ou mesmo capacete de contra-relógio. A ver vamos o que acontece.

Será um regresso à longa distância, após 3 anos, e depois de, no ano passado, as lesões me impossibilitarem de preparar eventos do género.

A partida está marcada para as 8h00 da manhã, junto ao Oceanário e contam-se cerca de 900 atletas à partida.

A foto foi sacada do site oficial

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ao sprint!


Sábado foi dia de triatlo. Desta vez o destino foi Coimbra.

Muita gente à partida, num Mondego com a água mais fria do ano (13ºC) que obrigava à utilização de fato isotérmico. Quem o não tivesse estava impedido de alinhar à partida.

Nas primeiras braçadas o frio fez doer os malares e os dentes. Fez também não sentir os pés. Mas, quando a buzina soou, lá arrancámos. Acabei por fazer um segmento de natação bastante satisfatório, a sair com companhias pouco habituais. Transição rápida e lá me integrei num grupo, grande, e onde fui algumas vezes à frente, ajudar a impor o ritmo.

Boa transição para a corrida final onde fui ganhando alguns lugares até chegar ao Emanuel Neves, a cerca de 500m do final. Pressentindo a minha presença ele aumentou o ritmo e eu segui colado. Luta de veteranos! Acabámos cinco veteranos (3 V1 e 2 V2) no intervalo de 3". Eu encerrei o grupo, pelo que fiquei fora do pódio, na quarta posição, por apenas escassos 3". Tenho de treinar mais! Registo final de 1h11'39", 58º da Geral (4º V1), em cerca de 300 atletas, e a contribuir com a 2ª posição na equipa para o 11º lugar colectivo.

Acabei por ter boas sensações, neste que acaba por ser o segundo triatlo em que participo e primeiro que concluo esta época. O próximo será numa distância mais exigente (1,9 Km; 90Km; 21Km) em Lisboa, já no dia 30.

Desta vez a Rita Ramos não esteve para tirar fotos. Esta é do Carlos Maia, pai de um triatleta, que saca algumas das mais expressivas imagens de triatlo que tenho visto. Obrigado!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

DNF

DNF é um acrónimo de "Did not finish", utilizado nos sistemas de classificação de provas desportivas e que significa que um atleta não terminou a sua prova.

Foi isso mesmo que me aconteceu no Triatlo deste fim-de-semana em Quarteira, situação agravada por um deslizar, sempre excitante, pelo asfalto algarvio.

Depois de ter feito um mau segmento de natação iniciei o segmento de ciclismo disposto a recuperar posições. Contudo, logo no primeiro retorno (curva a 180º) senti a frente da bicicleta fugir debaixo de mim e lá fui a raspar pelo alcatrão fora, encolhendo-me para evitar danos maiores, no caso de alguém mais se envolver comigo. Felizmente, todos os do grupo conseguiram escapar.

Rapidamente apanhei a bicicleta, montei, arranquei e... voltei a cair do mesmo modo. Percebi então que, o pneu da frente estava completamente vazio. Terá sido numa pancada que, momentos antes, havia dado num ressalto da pintura da estrada, eventualmente associado a uma deficiente montagem da câmara de ar.

Os meus "novinhos a estrear" Vittoria Corsa Evo, conhecidos por serem a escolha de muitos dos melhores ciclistas internacionais de nada me valeram... Vazios, obviamente, não detêm qualquer propriedade de aderência... :-(

Regressei a pé até ao Parque de Transição, passei na ambulância para lavar as feridas (o médico queria que eu fosse para o Centro de Saúde ao que lhe respondi que nem pensasse em semelhante coisa) e fui para a zona de recobro assistir à chegada dos atletas. Brincava com os que habitualmente me ganham: - Só agora? Saí à tua frente da água!. Alguns havia que, por momentos, ficavam incrédulos, a pensar como Diabo havia sido aquilo possível e como é que eu já ali estava, com um ar repousado! :-D

Quarteira seria o meu primeiro triatlo da época e serviria para "avaliação de desempenho", com vista ao Longo de Lisboa, já no dia 30. Ficou sem efeito! Valeu pelo desempenho do resto dos meus parceiros de equipa, na qual incluo a do meu filho Gonçalo no Aquatlo que decorreu minutos antes.

Agora a dúvida: ir a Coimbra afinar a máquina ou encharcar-me de quilómetros de ciclismo? Tenho até mais logo para decidir. :-D

A foto é da Rita Ramos: alguns daqueles que tornam o triatlo do CN CVG uma actividade tão gratificante (da esquerda para a direita: Ricardo Silva, Fábia Gama, Mariana Matos, Mitos Figueira, Paulo Lamego, Gonçalo Carmo, Eu, Miguel Gomes, Pedro Machado e João Serôdio). O Francisco Machado, o Manuel e o Barbosa já haviam desaparecido...

segunda-feira, 21 de março de 2011

E vão 7


Ontem, em Roma, completei a minha sétima Maratona.

Antes de mais, os agradecimentos. Agradecimentos a todos os que pessoalmente, via net, ou nas ruas da cidade eterna, gritando, me transmitiram o seu apoio. Bem-hajam.

Ontem fiquei com a certeza de que a Maratona é uma das provas mais justas que há. Só anda quem trabalha e não há contemplações ou formas de disfarçar a falta de treino. Assim, na prova reflete-se o trabalho dos meses anteriores. A mim faltou-me correr todos os dias, sempre (aos sábados, com a natação, abdiquei disso), faltou-me carregar quilómetros com bi-diários em quantidade, faltaram-me os treinos específicos longos, com zonas de trabalho em Marathon Pace e, faltaram-me também, as 5 semanas de qualidade, nas quais, em vez disso, estive prostrado a tratar da sinusite.

Não é à toa que a Maratona de Roma é uma "IAAF Gold Race". Há muitas provas no Mundo, mas com este selo, apenas 16. Organização perfeita, cidade monumental, boa feira, percurso duro mas muito belo. Com direito a dorsal Elite (ainda havia os Top Athletes) , integrei-me desde logo num grupo para andar na casa dos 3'52, o que fui conseguindo até por alturas do Km 25. Daí até ao Km 35 reduzi um nadinha o andamento. Rodava então na casa dos 4'00/Km. Ao Km 38 ganhei duas pernas de pau. O andamento caiu para 4'30". E acabei em 2h52'03" (135º da geral, 31º do escalão, em 16.000 atletas). Apesar de distante da minha melhor marca, fiquei satisfeito, pois receava que a minha preparação, menos conseguida, me causasse transtornos maiores e tinha receio de recaídas das lesões musculares, que felizmente não se verificaram. Hoje acredito que ainda poderei melhorar a minha marca de Londres. Assim consiga trabalhar o necessário.

Agora o foco passa para o Triatlo, com o Longo de Lisboa daqui por 6 semanas.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Voar em Roma, só de avião!


Amanhã parto para Roma, onde no Domingo correrei a Maratona na cidade eterna, onde há uns bons anos atrás, os gladiadores animavam os dias romanos.

Ontem fiz o último teste. Irei tentar correr na maratona à média de 3'52"/Km, para 2h43. Sei que será complicado. Em vezes anteriores chegava a esta altura a correr com facilidade o quilómetro, na pista, em 3'20". Desta feita, baixar dos 3'40"/Km não foi feito com conforto.

Enfim... os dados estão lançados e logo se verá... :-D

domingo, 6 de março de 2011

20Km de Cascais - o último teste!


Hoje fui correr os 20Km de Cascais. É uma prova que gosto particularmente. Depois de uma volta pela vila o trajecto ruma ao Guincho e retorna aos Paços do Concelho. Hoje fiz 1h15'44"... Já lá corri em 1h11'59", há precisamente 3 anos, portanto, não estou assim tão satisfeito.

Parti na primeira linha e encaixei logo num grupo com um andamento interessante para mim. Ao Km 8 desapertou-se-me um sapato. Decidi parar para o atar e, num momento de fúria, face à perda do grupo, atirei com a bisnaga de gel, com violência, contra o chão. Ela rebentou e fiquei sem gel... Ou seja, não só perdi o grupo que ficou 20 segundos na frente, como perdi o gel... Enfim! Acabei por apanhar uma boleia de outros 2 corredores e lá voltei a apanhar o tal grupo, cerca de 5Km mais à frente. Contudo, ao Km 17, na subida para o farol da Guia descolei. Ia muito cansado. Uma fadiga generalizada que se tem apoderado de mim e que associo à medicação que estou a fazer por causa da sinusite. Aliás, vem expresso na bula, a fadiga, como efeito secundário do dito medicamento. E agora, para aqui estou, prostrado, a dedilhar o teclado, pois nada mais me apetece fazer...

Que ilações poderei tirar para Roma, que é já daqui por 15 dias? Seguramente, que poderei desfrutar das vistas dos monumentos durante mais tempo e que, para chegar ao fim, não poderei andar abaixo dos 3'55"/Km. A ver vamos! Agora é tempo de recuperar, para chegar à Cidade Eterna o melhor que me for possível.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A fungar há um mês!


Não há como ser acometido por uma crise de sinusite na semana de regeneração antes do período mais severo da preparação da Maratona. Hmmm! Talvez haja! Quando essa crise obriga a tomar um cocktail de medicamentos. Antibiótico, anti-histamínico, anti-inflamatório, 3 dias de paragem e, mesmo assim, apesar de aliviar se arrasta há cerca de um mês!

Se esta coisa, da abordagem a Roma, já não ia de vento em popa, agora ficou mesmo abalada! Mas pronto. Há que saber predizer o andamento adequado e ir lá fazer o melhor possível desfrutando ao máximo do percurso, verdadeiramente turístico, que esta prova encerra.

Ontem tinha no cardápio 3 x 3.000 em Z4. Não consegui cumprir o tempos preditos, ainda que por pouca margem. A fadiga impedia-me de entrar no andamento obrigando-me a um esforço acrescido e desconfortável, para conseguir concluir a tarefa.

Vamos ver como o corpinho vai reagir. Daqui por 15 dia teremos uma ideia mais segura de quanto valeremos! :-D

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Gaita!


Um dia de treino longo comprometido por uma carga de água bruta! Fui até à Costa da Caparica onde corri o GP do Atlântico. Antes 1h10' de corrida e depois tinha previsto mais uns 15'. Trotei pela estrada que liga a Costa à Fonte da Telha e que permite o acesso às praias a que tanto fui. Urbanisticamente terceiro-mundista! Que tristeza!

Mesmo antes da partida começou a chover e, depois, a chover muito, e a seguir muitíssimo. Um dos troços da prova, cerca de 3Km, corre-se sobre o paredão. À esquerda os restaurantes, à direita o mar, bastante alteroso. Daí mesmo vinha a chuva batida a vento que também arrastava a areia da praia. Não só para o pavimento como, também, para cima dos nossos corpos molhados!

Saí a rodar na casa dos 3'35/Km, acabei sem saber como! As placas com os quilómetros deixaram de existir. No final, 36º da geral e 13º do escalão em 37'41", quando havia apontado para algo na casa dos 36'.

Podemos juntar a isto uma partida confusa, com os últimos a chegar ao local a colocarem-se à frente dos primeiros e à frente da linha de partida. O caos numa organização sofrível!

Com isto agravei a sinusite e um "crab" reminiscente do treino de quinta-feira! O caminho para Roma está cada vez mais repleto de obstáculos!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ponto de situação


Faltam 44 dias para a Maratona de Roma!

Desde a S. Silvestre da Amadora não mais competi. De qualquer forma, ainda que sem alcançar o volume previsto, tenho cumprido, tanto os treinos de qualidade como os longos que tanta importância revestem nestas coisas da Maratona.

Até que tenho ficado satisfeito com a evolução alcançada e, sobretudo, com o facto de a lesão dos isquiotibiais, que há um ano me atormentava, parecer agora definitivamente debelada.

Tenho também equilibrado as coisas com a natação e, no passado fim-de-semana, participei mesmo no Open de Inverno de Masters, no qual nadei os 400L, 100L e 100B.

Para a semana entrarei no mais duro dos mesociclos de treino. Serão 4 semanas, as 3 primeiras de carga da boa. Vamos ver como o corpo aguenta e, sobretudo, como reage. Para já, perspectivo uma marca na casa das 2h45. Vejamos como farei a revisão dessa previsão, daqui por 4 semanas.

domingo, 2 de janeiro de 2011

S. Silvestre da Amadora


A tradição ainda é o que era. Logo, seguindo a tradição, lá fui até à Amadora para a última corrida do ano. É também tradição não chegar a horas a esta prova e, mantendo a tradição, lá tive de deixar o carro na Brandoa e correr 3 Kms até à zona de partida.

Consegui manter um ritmo bem vivo e integrar-me num grupo até cerca dos 7,5Km de prova. Aí, com o início da descida, não consegui soltar o andamento o suficiente para os acompanhar.

Fiz um registo interessante, de 36'34", precisamente mais vinte segundos do que necessitei no anterior, com cerca de um mês de avanço na preparação, mas numa semana de muita carga. Acabei em 68º da geral e 10º do Escalão que, ao que parece, dá um prémio de compras no Continente!

Entramos agora no microcilo de regeneração do segundo mesociclo. As coisas vão começar a apertar. O destino é Roma, no dia 20 de Março.