segunda-feira, 29 de abril de 2013

Ai aguentas, aguentas!

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Depois de muitos receios sobre as condições de mar permitirem, ou não, a realização do segmento de natação do Triatlo do Estoril, o mar apresentava-se chão, mesmo apesar do vento gelado que soprava de Norte. Dessa forma, não havia dúvidas, e perto de 300 atletas lançaram-se à água para o Triatlo do Estoril, que regressava assim ao Calendário Nacional. Ainda bem!

Apesar do mar estar chão, a água estava gelada. Nos primeiros 100m tive vontade de voltar para trás, tal era o aperto que sentia nos malares, devido ao frio. Ao fim desse tempo entrei no ritmo e cumpri a distância sem grandes dificuldades, apesar de forma algo lenta e um pouco distante da minha expectativa. Gastei um pouco mais de 28', para os 1500m. Afinal o Fernando Ulrich é que está certo: - Ai aguentas, aguentas!


Uma transição menos bem conseguida - o frio não ajudou, alguma demora para enfiar os sapatos em andamento, mas lá segui, em busca de grupos com bons andamentos. Ninguém parecia muito interessado em fazer andar as coisas a sério e em dar o peito ao vento, pelo que lá fomos seguindo, com umas acelerações de quando em vez.

A excitação da competição leva a que, por vezes, se confunda o segmento de ciclismo no Triatlo, com uma prova de ciclismo em pista. Pois é. À mínima aceleração todos querem responder ao eventual ataque, algo que gera situações perigosas nos grupos. O meu grupo não saiu incólume de uma dessas situações, tendo acontecido uma queda que envolveu alguns atletas mas que, felizmente, não me afectou.

Depois de mais uma transição fraca - os pés ainda estavam enregelados pelo que tive dificuldades em calçar as sapatilhas, lá segui para os 10Km finais de corrida, às voltas pelos jardins do Casino do Estoril. É uma corrida bonita, mas muito dura, em sobe e desce constante, com curvas a 180º ao qual se juntava o impiedoso vento.

Consegui entrar num ritmo agradável, após a primeira de quatro voltas e recuperar assim mais umas quantas posições na geral.

No final 02:23:10, correspondente ao 67º da geral e um ingrato 4º lugar no Escalão, ainda que a quase 2' do pódio. Sem grandes motivos de satisfação mas consciente de que, actualmente, não valho muito melhor do que isto.

Nota negativa para a ausência de alcatifas nos Parques de Transição. A única explicação aceitável será a de não terem sido colocadas devido ao vento que se fazia sentir. Não quero acreditar que as medidas de austeridade tenham chegado à modalidade por esta via... :-)

No próximo fim-de-semana estarei em Oleiros, no estágio de ciclismo da minha equipa e voltarei à competição daqui por 3 semanas, em S. Jacinto, para mais um Triatlo, mas desta vez na distância half-Ironman.

Fotos de Carlos Maia, Triatlo Associação de Praças da Marinha e vídeo de Bruno Grilo.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Torres Vedras - a abrir a época 2013 com um duatlo Standard!

E pronto! Ontem abri a época de Triatlo 2013.

A prova escolhida foi o duatlo de Torres Vedras, na distância Standard (10, 40, 5)Km. O duatlo é, já de si, uma prova dura, bem mais dura que o triatlo. Na distância Standard as coisas são ainda mais complicadas e, como se tudo isto não bastasse, o circuito desenhado em Torres Vedras é também ele muito exigente. A corrida com muitas curvas fechadas, sobe e desce, variedade de pisos. O ciclismo com diversas quebras de velocidade e um topo que se tinha de ultrapassar por 6 vezes. Encarei a prova como um treino de qualidade. Por isso, desloquei-me para Torres Vedras de bicicleta - 42 Km, em ritmo tranquilo, na companhia dos meus colegas de equipa João Lourenço e Luís Barbosa.

A prova não foi muito diferente daquilo que esperava, mas foi bem pior daquilo que tinha feito no ano passado, naquele mesmo local - cerca de mais 10'.

Os 2 primeiros quilómetros da primeira corrida feitos a 3'35"/Km. Sabia que aquele não era, de todo, o meu andamento nesta fase da época, pelo que abrandei para perto dos 3'55"/Km, perdendo desde logo as minhas principais referências no meu escalão.

O ciclismo foi feito num grupo de cerca de 15 unidades que entretanto se foi formando. Tentei resguardar-me o mais possível mas, na aproximação à zona mais rápida e estreita do circuito, fazia questão de me colocar à frente, a fazer as despesas do grupo para, dessa forma, poder abordar esse troço mais protegido das consequências de eventuais incidentes. Acabámos por ser apanhados por outro grupo que nos sucedia. Esses atletas, mais rápidos, partiram o grupo mas acabei por conseguir seguir com eles.

Chegavam os últimos 5Km de corrida. Saí lento, desde logo. Mesmo assim, a cada quilómetro que passava via o meu ritmo cair, perdendo diversas das posições que entretanto havia conquistado. Fiz o último quilómetro perto dos 5'/Km, o que é algo de miserável. Acabei a prova na posição 57ª - 6º do escalão V2.

Em termos de balanço, julgo que o resultado demonstra bem a minha condição actual. Se o ano passado havia afinado o planeamento para conseguir, desde logo, competir a um nível aceitável, este ano o foco está em Outubro, pelo que tudo se estende mais no tempo. Mesmo assim, o objectivo definido foi cumprido, se bem que é sempre algo amargo ficar distante da nossa melhor prestação.


A minha próxima participação será a 28 de Abril, no Triatlo do Estoril (1,5; 40; 10) Km.

A foto estava no Facebook e ilustra uma fase da primeira corrida.