terça-feira, 13 de junho de 2023

O encanto de Coimbra

O Half de Coimbra, disputado no passado dia 10 de Junho, encerrou o primeiro ciclo da minha época 2023. Foi um ciclo com 4 competições na distância Half - Setúbal; Sevilha; Caminha e Coimbra, com outros tantos lugares de pódio mas, sobretudo, com uma boa evolução, especialmente no que respeita ao ciclismo e à corrida. 


Gostei da edição do ano passado e decidi voltar a Coimbra. Satisfaz-me ver uma Organização preocupada com o bem estar dos atletas, tentando melhorar de ano para ano de acordo com os feedbacks que vai obtendo. Neste ano, o mais notório foram as alterações ao percurso de corrida, alterações essas que o tornaram mais rápido e mais interessante.

A minha prova foi bastante consistente, pese embora a natação continuar a ser limitativa. O ciclismo foi forte e muito consistente, o que permitiu chegar à corrida com capacidade para correr aquilo que valho nesta altura.

Por pouco mais de 1'30" não deu para chegar ao lugar mais alto do pódio, mas a concorrência esteve forte. De relevar a melhoria relativa ao tempo do ano transacto, melhoria essa sustentada no segmento de corrida.

No final, um 28º lugar absoluto e o 2º no agegroup [55-59] com 4h33'.


Venha o próximo que, se tudo correr como planeado será na distância Ironman e na Ásia, daqui por 4 meses.

Tentaremos então reiterar a conquista de Afonso de Albuquerque há mais de 500 anos, naquela que será a minha X tentativa na distância mítica.

Vamooos!

domingo, 28 de maio de 2023

Medina, és o máior!

Num país em que Medinas e Azevedos fazem o que querem e nada acontece, parece-me normal o drafting, vergonhoso, que assolou o Triatlo Longo de Caminha este fim-de-semana. É proibido, é desleal, os árbitros viram e não quiseram actuar. Fica o registo, corroborado por centenas de fotos, inúmeros vídeos e testemunho de todos os que lá estiveram, a competir ou simplesmente a ver.

Posto isto, sobre o que posso efectivamente controlar, considero ter tido uma prestação deveras interessante, obtendo a minha segunda melhor marca de sempre na distância - 4h33', com o 2º lugar no AG 55-59, 103º à geral.

Uma natação esquisita, sempre com as supressas impostas pelo rio Minho. Partindo na zona mais central do rio, acabei por chegar a uma zona de profundidade mínima, onde era impossível nadar. Acabei por completar o segmento nuns miseráveis 38', o que comprometeu desde logo aspirações maiores.

O ciclismo foi cumprido em 2h20', a 38,1Km/h de média, sem nunca ter andado na roda de ninguém... Repito: sem nunca ter andado na roda de ninguém. Foi o meu melhor registo de sempre no segmento de ciclismo nesta distância, algo bastante positivo e de que retiro muita satisfação.


A corrida foi completada em 1h30'. Nada de extraordinário mas perfeitamente razoável para aquilo que ambicionamos por agora.

Fica o agradecimento ao Paulo Conde, meu treinador de há vários anos, pelo engenho que sempre revela para criar um desafio constante e uma evolução permanente, sem sucumbirmos ao ruído externo. :-)

Daqui por 15 dias, haverá mais, em Coimbra. Siga!

Fotos - Triatlo de Caminha.


quarta-feira, 19 de abril de 2023

Half Triatlón de Sevilla


Há dias li que Sevilha é uma das 10 cidades mais visitadas no mundo. Quanto a mim, é a cidade espanhola que mais vezes visitei, 9 das quais devido a eventos desportivos. Competi lá por 5 vezes na Maratona, com a marca de 2h43'20", em 2018, a dar-me o 3º lugar no escalão; e por 4 vezes em triatlo, na distância Half, a última das quais no passado fim-de-semana, num dia quentinho de Abril - 33ºC, na Andaluzia.

Ora é mesmo sobre esta prova que deixo aqui um breve resumo.


A organização implementou alterações aos percursos. Desde logo, na natação, distribuiu os 1900m por apenas uma volta, colocando mulheres a partir numa direção e homens noutra. Excelente medida, pois o contacto físico diminui substancialmente.

Tirando um toque ou outro na primeira boia, a coisa fez-se de forma muito tranquila e também lenta, como habitualmente. Foram 35' dentro do Guadalquivir a 21ºC.

O percurso de ciclismo também sofreu mexidas. Era um percurso do qual eu gostava bastante, de volta única. Passou a um percurso de 2 voltas com 2 tramos de ligação. Não por isso menos exigente, pois é bastante ondulado e, no Domingo, fez-se sentir um vento lateral, particularmente forte, que incrementou de forma significativa a dureza da coisa.

O segmento saiu-me particularmente bem, com o 30º melhor registo - 3º do Agegroup, o que me permitiu recuperar muitas posições e iniciar a corrida final a 50" do pódio do AG.

A corrida final manteve-se nas margens do rio, com apenas umas alterações de detalhe, para melhor. Aqui decidi ser algo conservador na primeira volta e deixar uma possível abordagem ao terceiro lugar para a segunda parte da corrida. As sensações foram positivas e o último lugar do pódio surgiu, com uma folga de mais de 2'.


De relevar que, nesta competição, os Agegrous têm uma amplitude de 10 anos, sendo que, assim, competi no AG [50-59] tendo sido batido por dois atletas que, nas condições habituais seriam [50-54]. Portanto, ainda mais satisfeito por este facto.


Esta seria aminha segunda melhor marca de sempre na distância. No entanto os segmentos estavam um pouco curtos, pelo que o 4h26' final é falacioso.

Fica para registo o 45º lugar à geral e o 3º V2 [50-59].

#ironconde

quinta-feira, 6 de abril de 2023

Boost motivacional!

São poucas as palavras para elogiar este evento. Já tive oportunidade de competir em grandes palcos da modalidade e só posso dizer que o Setúbal Triathlon é dos melhores, entre os melhores.

Uma Organização irrepreensível, uma cidade envolvida, voluntários disponíveis. Juntamos a isto um dia excelente e estavam reunidas as condições para mais uma edição de sucesso. 



Desta vez era sétima, e eram também sete o número de edições em que participava, bem como, as classificações de pódio que obtive, entre as quais dois primeiros lugares, nas edições de 2021 e 2022.

Acertada a estratégia de prova com o Coach Paulo Conde, foi tempo de nos fazermos à água. As coisas não começaram da melhor forma, logo com um pontapé numa rocha para deixar os dedos do pé a latejar. 

No entanto, no que respeita à prova, a natação foi feita de forma fácil mas, como habitualmente, de forma lenta, tendo o o percurso sido cumprido na casa dos 33'. 

O segmento de ciclismo tem sido a minha arma estratégica para entrar na discussão das provas. Uma vez mais foi assim, e após cerca de 2h30' de esforço consistente consegui recuperar posições posições até ao terceiro lugar do Agegroup.

A corrida final foi, desta vez, abordada de forma um pouco mais conservadora. Tentei resguardar-me ao máximo para evitar o possível desgaste provocado pelo vento, que em alguns troços era frontal, ao mesmo tempo que tentava ser consistente no ritmo imprimido. Assim, integrei um gruppetto no qual segui até cerca do Km18. Só por essa altura decidi abrir um pouco o andamento

E, em boa hora o fiz. Esta ligeira aceleração permitiu-me fazer o melhor registo no segmento dentro dos [55-59], e assim alcançar o segundo lugar, já dentro do Km 19.

Quanto à luta pelo lugar mais alto do pódio - ganho pelo inevitável Jorge Calafate, esta ficou desde logo comprometida com duas transições menos conseguidas, que vieram dificultar o que é, logo à partida, já bastante bastante difícil.

Regresso de Setúbal bastante satisfeito com a minha prestação, sobretudo face às expectativas que havia definido inicialmente.
A mira, essa, continua apontada à longa distância, desta vez para tentar, na Ásia, concluir o meu 10º triatlo na distância Ironman, daqui por uns meses. No entanto, já estou em pulgas, a pensar na inscrição para o Setúbal Triathlon 2024. 

Fotos:
#setúbaltriathlon
#triatl3ta
Helena Barros

#ironconde


domingo, 11 de dezembro de 2022

Tróia-Sagres 2022


Para mim foi a 19ª participação neste evento.

Desta vez com algum ruído por parte da GNR junto das entidades que, externamente, cobram serviços pelo transporte dos participantes e bicicletas.

No entanto, na estrada e como sempre fez, a GNR teve uma postura colaborativa para que tudo fluísse normalmente. Infelizmente, pela primeira vez, tomei conhecimento da existência de um acidente grave entre um automóvel e várias bicicletas.

Diz-se que, um condutor, com alguma idade, invadiu a faixa contrária quando ajustava o seu espelho retrovisor. O resultado foi grave, com 7 ciclistas feridos, um dos quais a inspirar cuidados mais demorados mas, tanto quanto se sabe, sem risco de vida ou de lesões permanentes.

O acidente levou ao corte de estrada, pelo que optámos por ir até perto de Odemira, em vez da habitual passagem junto do recinto do Meo Sudoeste, o que elevou a distância para 205Km com mais algum acumulado no que toca à altimetria.

Da minha parte foi dia de estrear a Trek Émonda em voltas longas e as sensações não podiam ter sido mais positivas. 

O grupetto inclui o Pedro Machado, Paulo Lamego, José Freire, Carlos Maia e João Serôdio.

Concluí em 6h35, com média de 31,1Km/h, para a primeiro Epic Ride no caminho para o IM 2023.


2022 - 6h35

2021 - 6h03

2020 - 6h41

2019 - 6h00

2018 - 6h56

2017 - 6h39

2016 - 6h08

2015 - 5h45

2013 - 6h17

2012 - 6h49

2010 - 6h30

2004 - 5h45

2003 - 6h11

2002 - 6h17

2001 - 6h42

2000 - 6h23

1999 - 7h20

1998 - 6h32

1997 - 6h38