segunda-feira, 3 de maio de 2021

Epic rides

Epic Ride é o nome que dou aos treinos de ciclismo acima de 200Km. No último mês tive oportunidade de fazer três, dois a solo e, Domingo, um outro com parte da troupe do Triatlo Algés.


Santo Estevão [218Km | 33,1 Km/h]


O percurso muito rolante e o bom tempo proporcionaram uma excelente média. Passagem por Montargil e Ponte de Sôr, e a revisitar troços da Estrada Nacional 2 - EN2, para terminar nas estradas da charneca ribatejana.

Alguns troços com mais trânsito, até Coruche e a partir de Salvaterra de Magos. 


Alcácer do Sal [200Km | 31,1 Km/h]



O objectivo era esticar a volta até Cube e Vidigueira e assim foi pelo característico ondulado alentejana, umas vezes com piso imaculado outras com piso menos bom. A solo, com chuva na primeira hora e a passar de novo, em alguns  troços da mítica N2, sempre a bons ritmos. O Alentejo está com cores fantásticas nesta altura do ano.


Volta ao distrito de Setúbal (etapa 1 de 2) [202Km | 29,2 Km/h]



Esta ideia surgiu durante o último confinamento. Na verdade, a ideia foi a volta ao distrito de Lisboa mas, o meu amigo Paulo Lamego como grande operacional que é, tratou logo de aplicar a ideia para o distrito de Setúbal e marcou a primeira de duas etapas para o dia de ontem.

Passagem pelas zonas mais urbanas do distrito e também pelas subidas mais duras da Serra da Arrábida. Depois levar as TT a boa velocidade até às célebres bifanas de Vendas Novas, para regressar por estradas rolantes ainda que com vento na cara.

Vamos somando quilómetros de qualidade com vista ao IM Tallinn... em Agosto!


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Volta ao Concelho de Sintra

 


O tempo de confinamento foi aproveitado para realizar mais um treino de ciclismo, desta vez tentando não sair do meu concelho de residência: Sintra.

Este é um concelho grande, com características muito diversificadas. Possui zonas fortemente urbanas e com grande densidade populacional, em contraste com áreas rurais de orografia acentuada. De Sintra não nos podemos esquecer ainda, da sua inigualável serra e da sua peculiar zona costeira.

Tracei o percurso desta Volta a Sintra tentando abarcar o maior número das 17 freguesias do concelho; passando perto do ponto de maior altitude (Pena, 528m) e alcançando as suas zonas mais extremas. Outros aspectos que também tomei em linha de conta foram o de evitar as zonas mais urbanas e o de tentar colocar dificuldades adicionais pelo meio como, por exemplo, a famosa subida de A-dos-Eis, entre Fontanelas e Magoito.

A passagem no Cabo da Roca (ponto mais ocidental da Europa continental) estava prevista. Contudo, naquilo que terá sido uma falha relevante, não tive tempo para realizar esse pequeno desvio e acabei por transformar esta versão da Volta a Sintra numa espécie de short version.

Por opção, as freguesias urbanas como Agualva-Cacém, Massamá, Monte Abraão, Queluz e Rio de Mouro, ficaram desde logo fora do trajecto delineado. Fiquei também a escassos metros da freguesia de S. Pedro de Penaferrim e de Pêro Pinheiro, mas as opções de estrada escolhidas fizeram com que não entrasse naqueles territórios. Pontualmente pisei o concelho de Mafra, junto à Carvoeira e a Cheleiros.

Os pontos de interesse do concelho são muitos e variados. Uns amplamente conhecidos, outros mais escondidos, mesmo onde muitas vezes nem se imagina.

Foram cerca de 90Km com 1200m d+ com a vontade de repetir, incluindo a visita ao Cabo da Roca, feitos em toada tranquila, a solo e sem contacto com ninguém.

(Continua em mente a Volta ao Distrito de Lisboa... 😁)


 


quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Tróia - Sagres, o pouco que restou de 2020


O meu último post deste blog foi publicado há precisamente um ano e abordava o Tróia-Sagres 2019. Não podia eu então imaginar o que nos reservava o ano de 2020.

Foi um ano paupérrimo em termos de competições desportivas, tendo sido circunscrito ao Setúbal Triathlon, prova da qual sou totalista e de que tanto gosto. Desta vez, pelas contingências, foi a mesma realizada fora de época e com o segmento de natação encurtado mas, mesmo assim, é sempre um prazer.

Depois de em 2019, no IM Wales, ter ficado a uns míseros 12" da slot para regressar ao Hawaii, queria, em 2020 repetir a ida ao País de Gales. Estranhamente, as inscrições esgotaram antes de abrirem a quem não tinha prioridade, pelo que me decidi por experimentar as terras italianas de Emilia Romagna.

A TAP e o cancelamento de alguns voos acabaria por fazer-me alterar o destino para Cascais que, entretanto, anunciava a sua estreia na full distance. O resto, todos sabemos e quase tudo foi empurrado para 2021, onde acabei por fazer uma nova escolha: IM Tallinn.

O caminho para o Báltico já começou e a primeira Epic Ride (treino de ciclismo com mais de 200 Km) foi já cumprido. Fiz o Tróia-Sagres, despido de gente, a lembrar o que acontecia há 20a anos atrás quando poucos se atreviam a enfrentar a distância.  

Foi a minha 17ª participação, a primeira com bicicleta TT e não teve grande história para contar.

2020 - 6h41

2019 - 6h00

2018 - 6h56

2017 - 6h39

2016 - 6h08

2015 - 5h45

2013 - 6h17

2012 - 6h49

2010 - 6h30

2004 - 5h45

2003 - 6h11

2002 - 6h17

2001 - 6h42

2000 - 6h23

1999 - 7h20

1998 - 6h32

1997 - 6h38


segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Tróia-Sagres 2019



Este ano cumpriu-se a edição 30 do Tróia-Sagres. Eu fi-lo pela 16ª vez.

Desta vez alinhado com os meus amigos Machado e Serôdio, para nos juntarmos ao grupo do Louletano. Entre 12 a 16 pessoas... Pois sim... Alguns 40! A estes juntávamos os vários grupos por quem íamos passando na estrada, as viaturas que acompanhavam outros grupos e ciclistas. Estavam reunidas as condições para que a coisa não corresse bem.

De censurar o facto de se assistir a alguns comportamentos desviantes aqui pelo meio. Carros que seguem os seus atletas de forma permanente; manobras desesperadas de alguns automobilistas para fugir aos ciclistas; manobras desesperadas de ciclistas para fugir aos carros que vão em marcha mais lenta; ciclistas no cone de aspiração das viaturas. Enfim... creio que o modelo que adopto é o melhor: encontramo-nos em Sagres e se surgir alguma emergência, ligo!

Neste cenário, por duas vezes tivemos necessidade de recolar ao grupo, perdendo o Serôdio num desses esforços. Numa terceira vez, mesmo a rolar a 50Km/h, não nos conseguíamos aproximar e decidimos então parar com aquilo. Acabámos por nos juntar com outros "dissidentes" do tal grupo, ficando com um grupetto de 6 unidades no qual seguimos, em harmónica colaboração, até Sagres.

Uma única paragem em Vila Nova de Milfontes para reabastecimento e excelentes sensações na subida final da Carrapateira. Após seis semanas em que passei dificuldades no treino, a coisa começou a encaixar.

Fiz o meu melhor registo de sempre no novo traçado que, não me canso de dizer, é bem mais interessante do que o anterior, ainda que com uma passagem urbana em Santiago do Cacém. Precisei de 6h00 para cumprir os cerca de 202Km com 1500m d+. Média de 33,7Km/h.

Satisfeito pela forma como a coisa correr e por ter tido o privilégio de juntar mais uma linha ao meu curriculum neste evento que, em boa hora, o António Malvar se lembrou de criar! :-) 



Resumo:
  • 2019 - 6h00
  • 2018 - 6h56
  • 2017 - 6h39
  • 2016 - 6h08
  • 2015 - 5h45
  • 2013 - 6h17
  • 2012 - 6h49
  • 2010 - 6h30
  • 2004 - 5h45
  • 2003 - 6h11
  • 2002 - 6h17
  • 2001 - 6h42
  • 2000 - 6h23
  • 1999 - 7h20
  • 1998 - 6h32
  • 1997 - 6h38








  


sábado, 2 de novembro de 2019

Resumo da época 2019

Triatlo David Vaz - Fundão. Mais que uma prova, uma homenagem. 
Com o Ironman Wales concluí, no passado dia 15 de Setembro, a minha época 2019. Foi uma época bastante positiva a que terá apenas faltado a apetecida slot para o IM Hawaii 2020, a qual escapou por escassos segundos.

Iniciei a época no dia 05 de Novembro e, durante 10 meses, treinei mais de 450 vezes. Como se constata da análise do quadro infra, 61% do tempo foi gasto sobre a bicicleta. O restante foi dividido entre a natação - 26% e a corrida - 13%.

No ciclismo fiz, por 4 vezes, treinos com distância superior a 200Km. Aquilo que denominámos Epic Rides: Tróia - Sagres (202 Km); Terrugem - Ervedal (212 Km); Estremoz - Portalegre - Estremoz (212 Km); Reguengos - Barrancos - Reguengos (202Km).



Os momentos competitivos foram 7, dos quais dois aconteceram fora de Portugal - Espanha e País de Gales:
  • Setúbal Triathlon
  • 70.3 Marbella
  • Sprint de Oeiras
  • Viseu Triathlon
  • Triatlo David Vaz - Fundão
  • Douro Triathlon
  • Ironman Wales
Viseu Triathlon. Traçado exigente numa distância desafiante (2;60;15)Km
Nestas competições alcancei o pódio em Setúbal (2º), Oeiras (3º), Fundão e Douro (2º), tendo com isto sido 3º classificado no Campeonato Nacional de Triatlo AG [50-54] e vice-campeão nacional de Triatlo Médio no mesmo grupo de idade.



Em Marbella obtive o 5º lugar no Agegroup, algo que me deu acesso à slot para o Campeonato do Mundo de 70.3,que se disputou, em Setembro, em Nice - França. No entanto, atento o facto desta competição se realizar na semana anterior ao IM Wales, com todo o impacto que isso acarretaria - físico, logístico e financeiro, decidi prescindir da mesma.

O foco principal da época 2019 era o Ironman Wales. Um local que gosto, com um público inesquecível e um percurso que na minha opinião, se me encaixa na perfeição. Cheguei bastante bem preparado à competição mas, acredito, não ter suficientemente competente na gestão da mesma. Paguei os erros cometidos durante o segmento de ciclismo na corrida final, que ficou aquém, bastante aquém, do que já ali havia produzido, num dia muito mais difícil.

Mesmo mal, marquei o 5º melhor registo do dia neste segmento, contudo insuficiente para cobrir a diferença de 2'17" para o pódio - que assegurava a slot, e de 12" para o quarto lugar que também acabou por a dar.

Setúbal Triathlon. Do melhor que existe!
Só posso estar satisfeito com tudo isto. Afinal é um privilégio poder estar na linha de partida destas competições e tentar, em cada uma delas, fazer o melhor possível. O resto depende também dos adversários ou de factores extrínsecos à competição, como sejam furos ou avarias.

Após algumas semanas de descanso com bastante BTT pelo meio, o treino regressa já no próximo dia 4. Serão 11 meses de caminho até ao grande objectivo da época: Ironman Emilia-Romagna, Itália. Pelo caminho haverá outras competições, sendo que a primeira está agendada para Setúbal e para a magnífica Arrábida, em Abril.