terça-feira, 14 de abril de 2026

X Setúbal Triathlon

Há números marcantes. O número dez é um deles e assinala efemérides de vária ordem. Este ano o Setúbal Triathlon marcou a sua décima edição. Cresceu de forma sustentada, adaptou-se às dificuldades. Umas vezes foi o mau tempo, outras uma estrada cortada, outras ainda as restrições que o COVID trouxe às nossas vidas.

Não fez este caminho sozinho. Fê-lo com o Município de Setúbal, com os voluntários e com os atletas, que soube conquistar a cada prova.

Este ano homenageou os totalistas - éramos 35 - com uma T-shirt e uma medalha, ambas exclusivas e personalizadas. Gesto simples mas, um detalhe tão gratificante e importante, que ilustra o porquê do Setúbal Triathlon ser uma referência na comunidade. Grato HMS!


Desportivamente posso dizer que as coisas correram bastante bem. A natação teve alguma complexidade, porque o vento arrastou uma bóia da sua posição inicial, obrigando muita gente a fazer mais distância do que a prevista. Mas, ainda que indesejáveis, são contingências da prova. O registo de 42', um bom bocado acima do que habitualmente gasto neste segmento, é explicado por esse facto.

O ciclismo foi extremamente exigente devido ao vento muito forte que soprava. Havia zonas - especialmente na Luísa Todi - em que pedalar nos aerobars era algo demasiado arriscado.

 Ainda assim, consegui um bom desempenho - 2h33' - tendo recuperado da posição 299 para a 67 neste segmento.

A corrida final, feita em 1h30', trouxe-me excelentes sensações, ainda que a luta contra o vento se tenha mantido. Não consegui acercar-me da liderança do Agegroup mas, ainda assim, fiquei satisfeito com o desempenho e com boas perspetivas para o que se segue na agenda - o Ironman Kalmar - Suécia, em Agosto.

Em suma, uma prova bem conseguida, alinhada com o definido com o meu treinador Paulo Conde - Ironconde: 4h52; 2º AG 55-59; 71º à geral (em cerca de 800 atletas).

Obrigado a todos os que encheram as ruas de Setúbal e, de uma forma ou outra, deram o seu apoio.

As fotos são da Rita Ramos, Carlos Maia, Pedro Machado e revista Triatl3ta.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Agadir - o reino da luz

Ontem cumpria-se um ano da queda feia no Ironman Hawaii, que me deixou com 7 costelas fraturadas e a bacia partida em 3 sítios. Era portanto uma boa data para me por à prova no 70.3 Agadir.

Agadir era a nova localização e aposta da prova marroquina, depois de alguns problemas com o local original - Tanger. Para quem tivesse dúvidas sobre esta localização nenhuma restou no final do dia de ontem. Em todas as ações era visível o empenho da organização em dar o melhor de si em prol dos atletas. Algo amplamente conseguido, com destaque especial para a qualidade das estradas - as melhores onde alguma vez competi - e para a zona pós-prova que mais parecia uma tenda para uma festa de casamento.

Agadir é uma cidade voltada para o turismo, com boas infraestrturas e um custo de vida barato para nós portugueses. Ah... e sabem fazer café espresso, ainda que seja, talvez, o único bem alimentar mais caro do que em Portugal.

Quanto à prova, a natação saiu-me invulgarmente bem. O percurso, rectangular, bem marcado, desenhado numa baía abrigada, com água a 22C. Fiz 33' saindo em 8º do meu Agegroup.

Ciclismo em estradas imaculadas, num percurso ondulado, que chegava bem perto do aeroporto. Fiz o melhor segmento do dia no meu escalão com média superior a 37 Km/h, o que me permitiu começar a correr na segunda posição e rapidamente liderar a prova.

No entanto, algo estranhamente, quebrei perto do Km 12. O avanço de cerca de 4' de que dispunha desapareceu e fui ultrapassado por um atleta alemão, vindo a terminar com 4h38, depois de uma corrida em 1h39, bem longe do que o que consigo fazer.

No que respeita a slots para o Campeonato do Mundo de 2026, a Ironman alterou as regras. Criou o que chama Performance Pool, que não é mais do que uma lista geral de todas as marcas dos atletas que, no entanto, são ponderadas em função da idade dos mesmos. Deste modo, surgia como o segundo da lista, sendo as slots disponíveis mais do que suficientes para me abranger.

Na véspera da prova tinha decidido, convictamente, de que não aceitaria a slot, caso tal viesse a acontecer. No dia D, ontem... Vacilei! :-)

Já tenho assim a época 2026 definida: Setúbal Triathlon, IM Kalmar, e o Mundial de 70.3 em Nice. Para já venham uns dias de descanso, no que ao treino diz respeito.







domingo, 19 de outubro de 2025

70.3 Cascais | Relay

Já por diversas vezes tenho passado ao lado do Ironman Cascais sem nunca nele ter conseguido participar. Umas vezes, pela proximidade temporal de outras competições - como IM Hawaii ou IM Malaysia - outra, devido à pandemia, então no ano em que estive efetivamente inscrito.

Mas, foi desta!

Já não me recordo do motivo - a idade não perdoa - que nos levou, à minha mulher Helena, ao Pedro Machado e a mim próprio, desafiar-nos a fazer isto numa estafeta. O que é certo é que lá nos inscrevemos, sob o nome Team Bullets Relay, ainda que, de balas não tenhamos muito.

A minha única experiência em estafetas nestas andanças havia sido há anos. Ainda no século passado, no Triatlo de Oeiras, onde então fiz uma estafeta com a Helena - ela na natação e eu no resto - a qual acabaríamos mesmo por ganhar.

Agora as coisas eram diferentes. Ela nadaria, eu teria a meu cargo o ciclismo e o Pedro asseguraria a corrida final.

Posto isto, Sábado lá nos apresentámos à partida, sob um ambiente magnífico e uma meteorologia a prever um dia de excelência.

A Helena fez uma natação muito competente em 30'29" - o que era o 3º melhor registo entre todas as estafetas presentes.

Recebi assim o testemunho num cenário incomum para mim, pois tinha muito poucos atletas na minha frente. Andei o possível, sem grandes preocupações de me preservar para o que quer que fosse, uma vez que não teria de correr a seguir. Fiz um registo de perto de 2h25', com uma média de cerca de 37 Km/h - O 2º melhor tempo entre as estafetas.

Entregava assim o testemunho ao Pedro na liderança da competição das Estafetas Mistas e apenas com uma estafeta masculina à nossa frente. Ele acabaria por manter essa posição, fruto de uma meia maratona corrida em 1h26'.

Fica uma experiência diferente, divertida, numa outra forma de viver por dentro a magia do triatlo de longa distância.

A próxima prova será já para a semana e marcará o encerramento da época de 2025. O destino será África, no 70.3 Agadir.


Fotos: João Serôdio e Beatriz Carmo

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Regresso

Ontem foi dia de retomar a competição. Esta foi uma época focada na recuperação da forma desportiva, afetada por um período de paragem forçada e, portanto, com pouca acção competitiva.

Havia feito o Setúbal Triathlon apenas com o fito de terminar e assim manter a minha condição de totalista. Todavia, então as sensações foram melhores do que o esperado e, não fosse um furo, teria tido uma classificação mais interessante.

Ontem estive na segunda etapa da HMS Sports Series - o Sines Triathlon, na distância T100. O dia estava muito ventoso, o que trouxe um acréscimo de dificuldade, tanto no ciclismo como na corrida. Na natação apenas o largo número de atletas presente aumentou a complexidade do segmento.

A natação correu dentro do esperado, com cerca de 37' para cumprir os 2 Km do percurso.

No ciclismo marquei o melhor registo do dia no meu Agegroup [55-59], o que me permitiu ganhar bastantes posições e entrar na discussão pelo pódio. Não do primeiro lugar, onde o nivel foi altíssimo, mas com alguma esperança pelos restantes dois.


Mas, para que tal acontecesse, na corrida final, teriam de surgir quebras nos meus adversários diretos, ou eu fazer um registo acima da minha capacidade atual.

Acabei por garantir a terceira posição do pódio com um minuto de vantagem sobre a quarta posiçao.

Relativamente à edição do ano passado gastei mais 12'. No entanto as provas não são comparáveis, atentos factores como o vento forte; o número de atletas (1100 aproximadamente); a extensão do Parque de Transição, o meu nivel desportivo e, também, o condicionamento que ontem levava no meu plano de prova.

Em suma, saio deveras satisfeito de Sines, a olhar já para o 70.3 Agadir e para o "aquecimento" que será a minha participação numa estafeta, uma semana antes, no 70.3 de Cascais.

Fotos da Rita Ramos

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Time Trial | Coimbra


Depois de em 2024 ter acolhido as provas do Campeonato da Europa de Triatlo, alguns constrangimentos comprometeram a edição de 2025 do Triatlo de Coimbra. Em alternativa, o organizador Multisports ofereceu diversas eventos de corrida e também um contrarrelógio de ciclismo, com a peculiaridade do mesmo se disputar naquilo que será, em breve, o trajeto do Metro de Superfície de Coimbra.

Assim, com partida de Serpins e chegada à antiga estação de caminho de ferro de Coimbra, lá nos apresentámos para cumprir um percurso de cerca de 35Km, essencialmente plano, com curvas ligeiras mas algum vento frontal.


O treino de ciclismo que faço não é de todo focado para este tipo de esforço. Ainda assim, acabou por ser um estímulo interessante fazer 51'10" de prova, à média de 42 Km/h, e com a frequência cardíaca média a tocar nos 180 bpm.


A alta intensidade deu para fazer 27º à geral e 17º na categoria, que aqui tinha uma amplitude de 20 anos, a meu ver demasiado exagerada: 40-59 anos. De qualquer modo, foi uma experiência nova e deveras interessante.




A próxima competição será o T100 de Sines, daqui a cerca de 3 meses. 

fotos de Helena Barros, Nuno Nobre e Rita Ramos

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Oeiras Open Water Race



Num ano de recuperação das incidências de 2024, as provas de águas abertas parecem uma excelente opção para manter a competitividade sem grandes impactos no corpo. 


Foi a segunda edição deste evento e também a minha segunda participação.

Os resultados em provas de água abertas dependem muito das condições externas, ainda mais quando disputadas em mar e junto à foz de um rio com a dimensão do Tejo.

Ao contrário da edição do ano passado a corrente este ano estava bem mais favorável. Ainda assim, a viragem das primeiras duas boias foi algo difícil, tendo sido necessário corrigir a trajetória.


Em suma, retirei 20' ao tempo realizado em 2024, cumprindo os 3.000m da prova em cerca de 50', o que me deixou bastante satisfeito.

Destaque para a Helena, que para além de fazer 10º na geral absoluta, ganhou a competição feminina, com cerca de 41'... Brutal!

fotos da Rita Ramos


segunda-feira, 7 de abril de 2025

E vão 9!

O desenrolar do Setúbal Triathlon remonta ao dia 26 de outubro quando, no Ironman Hawaii, sofri uma queda séria que me condicionou os últimos 5 meses. Foi uma prova que marcou também a minha estreia com as cores de um novo clube, o S. U. Colarense, o 4º clube que represento na modalidade.

Assim, o primeiro objetivo para este evento passava por garantir as condições mínimas para conseguir alinhar à partida da prova em que sou totalista, para assim poder concluí-la e manter esse estatuto.

A natação, seguramente, não iria ser um problema. Mesmo com o mar picado e, por isso, desconfortável, mais minuto ou menos minuto, a coisa fazer-se-ia.

A estratégia para o segmento de ciclismo era a da moderação. Andar dentro de uma janela de intensidade consentânea com a minha condição atual, sem cometer excessos que comprometessem a corrida final. A corrida sim, era onde residiam todos os meus receios, pela quase ausência de treino neste segmento, devido às limitações recentes.

O ciclismo acabaria por me surpreender muito positivamente, pois o seu impacto foi reduzido e o andamento teria até dado para um registo, não bom, mas, ainda assim, bem razoável. E digo teria, pois, um furo, a cerca de 15Km do fim, obrigou-me a uma paragem de cerca de 40'. O selante não funcionou devido ao tamanho do furo, pelo que tive de recorrer a diversas soluções alternativas até chegar à tradicional câmara de ar no interior do pneu. Não fosse a assistência mecânica - obrigado Pedro Monteiro - e não sei se teria resolvido o assunto.

Posto isto, era tempo de concluir o ciclismo e começar a correr. Uma vez mais, não sendo brilhante, também a corrida superou as minhas expectativas, tendo mesmo de me forçar a reduzir o ritmo na primeira metade da distância, para a coisa não dar asneira no final. Este segmento foi também marcado pela chuva, forte em alguns momentos, que veio dar um maior romantismo à coisa.

Concluí o Setúbal Triathlon pela nona vez. Continuo totalista. Pela primeira vez nestes 9 anos fiquei fora do pódio. Algo que havia descartado, logo, desde início, mas que com o desenrolar da prova, teria sido possível de, pelo menos, lutar por ele, não fosse o tal furo que já referi.

Para memória futura, ficam os registos de uma natação cumprida em 36'40"; ciclismo em 3h19' (com 40' parado); corrida em 1h38'. Fui 460º à geral e 21º no AG 55-59.

Next... TBD!

 


domingo, 24 de novembro de 2024

Resumo da época de 2024

A época acabou mais cedo do que o esperado e de forma abrupta. Quando esperava poder acabar em celebração na meta da Ali'i Drive, acabei em dor, no chão da Queen K., com 7 costelas partidas e 3 fracturas na bacia.

Caí com violência perto do Km 20 do segmento de ciclismo do Ironman Hawaii. Por respeito a todas as horas que dediquei ao treino; por respeito ao trabalho do meu treinador; por respeito aos patrocinadores e parceiros; por respeito à prova e a todos os que gostariam de estar no meu lugar, ainda tentei prosseguir. Fiz mais 40Km, mas logo percebi que não tinha condições para ir mais além. Aliás, os exames feitos posteriormente, já em Lisboa comprovaram o porquê dessa incapacidade.

Mas pronto! Infelizmente estas coisas fazem parte do jogo e a viagem acabou por valer por toda a experiência vivida na semana da prova e por todo o processo que lá nos conduziu.

Não foi das melhores épocas. Uma lesão crónica, já com uns sete anos, decidiu dar poucas tréguas. Por isso mesmo, o treino de corrida não foi o desejado, e foi necessária uma constante gestão da mesma.

Ainda assim, a época abriu muito bem, com uma vitória no Agegroup no Setúbal Triathlon, com um segmento de ciclismo bastante forte, que então me permitiu gerir a parte final da prova.

Seguiu-se uma visita a Sevilha, também para uma competição na distância Half. Uma prova de que gosto, realizada durante a tarde. Infelizmente, fiz uma abordagem péssima à mesma e iniciei a corrida completamente vazio e destruído a nível muscular. A opção foi encostar, logo à passagem do primeiro km.

Coimbra foi o destino seguinte. Desta vez a correr com as cores da equipa nacional e com ambições no Age Group, de novo na distância Half. Mas mais uma vez, a prova a não correr como desejado, com o segmento de corrida a ficar curto para a minha ambição. Acabei na 8ª posição, a cerca de 13' do pódio.

O último teste antes do Campeonato do Mundo do Hawaii foi o Sines Triathlon. Uma prova nova, organizada pela HMS Sports, na distância T100 (2; 80; 18)Km. Esta prova soma os tempos com a prova de Setúbal, obtendo assim um tempo acumulado para a classificação da HMS Series. O meu objectivo primeiro, passava por fazer com que os cerca de 8'15" que levava de margem desde Setúbal me permitissem vencer o troféu. Isso acabou por acontecer e acabei também por conseguir vencer o meu Agegroup, uma vez mais suportado nm segmento de ciclismo de excelente qualidade. Tanto assim, que acabei por ficar em 2º lugar absoluto, na conjugação dos melhores segmentos de ciclismo entre Setúbal e Sines

Cheguei por isso com elevados níveis de motivação a Kona e abordámos a prova da melhor forma possível. Muito bem hidratado e com o plano nutricional bastante rigoroso. Infelizmente, acabou de forma inglória.

Resta-me mesmo tentar recuperar o melhor possível para tentar ter condições de alinhar à partida no Setúbal Triathlon de 2025. Até lá, este será o único objectivo definido para o próximo ano.

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

O regresso à Ilha Mágica

Mesmo que tentemos encontrar defeitos no Ironman Hawaii - e há-os - esta é uma prova sempre rodeada de uma atmosfera incrível, que faz valer cada momento que lá vivemos.

Tendo feito a minha estreia em 2018, esta foi a minha terceira participação no evento. Nenhuma das três vezes foi igual à anterior. Desta vez, o formato incluía apenas a prova masculina e, só vos posso dizer que as mulheres fazem lá imensa falta.

A semana anterior à prova foi abordada com treinos de recuperação, afazeres próprios destes eventos e, também, alguns passeios turísticos nas proximidades. Guardo com particular emoção a proximidade com as tartarugas gigantes e o ter estado a nadar no meio de um grupo de golfinhos, no seu habitat natural.

Relativamente à prova, sentia-me em excelente momento e todos os indicadores apontavam nesse sentido. Estávamos a controlar muito bem os índices de hidratação e de nutrição, tudo apontando para sair um dia bom na competição.

A minha vaga [55-59] foi a última a partir, eram 07h40' da manhã. Optei por uma trajetória mais afastada das boias, para fugir à confusão inicial, o que não se veio a revelar a melhor das estratégias. Ainda assim passei imensos atletas, tanto do meu Agegroup como da vaga anterior. No entanto, o registo de 1h23' ficou bem aquém da minha expectativa inicial e da forma em que me sentia a nadar.

Chegava ao segmento de ciclismo com vontade de recuperar tempo e lugares. Contudo, sem entrar em excessos pois o inclemente ambiente do Hawaii não perdoa veleidades. Assim foi: ritmo forte, no entanto sempre controlado.

No entanto, cedo, o infortúnio aparecia no meu caminho. Na primeira zona de abastecimento apanhei uma garrafa e ao desviar-me de um atleta mais lento coloquei a roda numas depressões da via, usadas como sinalizadores sonoros, junto ao eixo da estrada. Com o guiador agarrado apenas com uma mão a queda foi inevitável. Foi seca e violenta, deixando-me combalido durante cerca de 10'.

Após este período decidi retomar a prova. Iria tentar concluir o segmento de ciclismo e depois tentar correr. No entanto, 40Km depois verifiquei que tal não seria possível. Os danos físicos causavam dor e desconforto e estava irremediavelmente fora da mais desejada prova do mundo!

A minha décima primeira experiência nesta distância acabava precocemente, ao Km 60, na Aid Station #3, instalada perto de Hapuna Bay! A primeira observação foi realizada por 2 médicas da prova e, posteriormente, por outros dois, já na Tenda Médica, instalada no centro nevrálgico da prova. As lesões possíveis de identificar consistiam num forte traumatismo no ilíaco, traumatismo da grelha costal e um estiramento no adutor da coxa, essa a mais grave, que me impedia de caminhar. 

Lá consegui contactar o Paulo e o Pedro, que vieram ao meu encontro e levaram-me para casa e levantaram o meu material.

O desporto é, como sabemos, uma excelente escola, quando o tema é lidar com a desilusão e frustração. Sábado, para mim, foi um desses dias.

Agora, tempo de lamber as feridas, de recuperar as lesões, e face a isso organizar a agenda de 2025!


Fotos do Pedro Machado












segunda-feira, 30 de setembro de 2024

T100

 

T100? Sim. É triatlo, num formato de distância algo recente e diferente do habitual. São 100Km distribuídos por 2Km de natação; 80Km de ciclismo; e uma corrida final de18Km.


Sines recebeu no passado Domingo a sua prova nesta distância - Sines Triathlon, a qual, juntamente com o Setúbal Triathlon, cria uma competição com duas etapas denominada HMS Series.

Procurava o meu último estímulo competitivo antes do Ironman Hawaii - já no próximo dia 26 de Outubro, e também garantir, no meu Agegroup, a vitória no HMS Series, já que trazia 8'15" de vantagem da etapa anterior, disputada em Setúbal.

O cenário e o dia estavam de eleição para a modalidade: água a 17C, mar calmo, estradas com bom piso e sem vento.

Natação cumprida em cerca de 35' sem qualquer stress ou dificuldade. A partir de aqui era acelerar atrás dos líderes do escalão. Fiz o meu melhor segmento de ciclismo de sempre, com média de 39,2Km/h, em 2h02'. Durante a segunda volta sinto uns salpicos nas pernas. Era o selante colocado no interior do pneu dianteiro, a cumprir a sua função e a tapar um furo, sem sequer haver uma perda de pressão que me obrigasse a parar para a repor.


Tinha conseguido apanhar o António Calafate antes da T2. Contudo, ele foi mais rápido e começou a correr à minha frente. Ainda mais adiantado seguia o José Rui Galvão. Estes são dois dos "ossos mais duros de roer" do meu Agegroup, que me obrigam a dar sempre o máximo para poder discutir a classificação.

Ontem, as coisas correram bem para o meu lado e pude, durante a corrida, assumir a liderança da prova a mantê-la até final, com um registo de 4h00'06... (sim... eu sei que podia ter sido 7" mais rápido nas transições...) :-)

Como se imagina, saio imensamente satisfeito de Sines. Para além da classificação, as sensações em competição. A jornada, ao lado do meu amigo e treinador Paulo Conde, tem sido fantástica a vários níveis e o seu resultado está à vista. Grato!


Como balanço final:

  • Um excelente ensaio para o dia 26 de Outubro, em Kona;
  • Vitória no Sines Triathlon, no AG 55-59, e 26º à geral;
  • Vitória no HMS Series, no AG 55-59
  • 2º melhor ciclista absoluto no HMS Series - sim, absoluto... pasme-se!



A seguir... Ironman World Championship Hawaii 2024, já a 26 de Outubro.

Fotos da Rita Ramos


segunda-feira, 24 de junho de 2024

Representando a equipa Triatlo Portugal

Passam 20 anos desde que, pela primeira vez, alinhei num triatlo com as cores da equipa Triatlo Portugal. Foi então na Madeira, corria o ano de 2004 e competi no Campeonato do Mundo de distância standard, no qual alcancei a 47ª posição. Quatro anos depois era a vez de Lisboa receber a mesma competição. Voltei a competir, tendo então ficado em 33º lugar.

Há 12 anos surgia a distância longa (4; 120; 30)Km, em Vitoria-Gasteitz - Espanha. Um dia duríssimo para mim, no qual terminei classificado em 56º. 

Vitoria foi um marco importante na minha história na modalidade, pois percebi que seria determinante ter um treinador, e no dia seguinte iniciei o meu caminho com o meu amigo Paulo Conde.


O passado Sábado marcou mais uma etapa neste caminho, com a minha quarta competição com as cores de Portugal, numa prova de média distância (1,9; 90; 21,1)Km, disputada em Coimbra, onde se atribuía o título de campeão europeu de média distância.

Segmento de natação cumprido em 37' - o possível e ao nível habitual. O segmento de ciclismo foi forte -2h20' para os 90Km - o que me permitiu recuperar terreno. No entanto, os mais rápidos do Agegroup também tiveram excelentes desempenhos neste segmento, pelo que as decisões finais ficariam mesmo para os 21,1Km de corrida, entre as margens do Mondego e a mata do Choupal.

Não tinha expectativas elevadas para este segmento, pelas vicissitudes que a minha preparação tem atravessado, no que à corrida diz respeito. Mas, o desempenho conseguiu ser ainda mais fraco do que eu poderia antever, com um registo de 1h39', desde logo impeditivo de lutar por algo melhor do que o 8º lugar na classificação M 55-59, em 4h43'.

Em suma, tempo de assestar o foco para a prova de outubro, na desejada ilha grande do Pacífico Norte. Faltam 124 dias!

  • O equipamento da equipa Triatlo Portugal é bom e bem conseguido em termos visuais. Fabricado pela EM3, que me tem equipado desde há uns anos a esta parte, era de modelo diferente daquele que tenho elegido. Como tal, comprimia-me um nadinha demasiado.
  • A organização implementou boas alterações ao percurso de ciclismo - as questões de segurança com muita gente no percurso assim o exigia.


Fotos da Helena e Rita Ramos 


 

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Half de Setúbal | 8 em 8

A época de 2024 abriu em Setúbal. Vou-me repetir, mas gosto de Setúbal e gosto muito, muito mesmo, do Half de Setúbal. Participei e concluí todas as 8 edições da prova realizadas e, em todas, consegui um lugar no pódio.

A prova de ontem servia para testar a optimização da minha posição em cima da bicicleta, depois de um estudo biomecânico realizado pelo Orbis Lab. Queria também avaliar o impacto do treino de natação na prestação na água, e ainda, determinar como uma pequena debilidade física me poderia condicionar a corrida. Isto, obviamente, depois de fazer o principal, que nestas coisas é andar o mais depressa possível.


A natação foi feita de forma tranquila, sem qualquer sinal de fadiga - nem de velocidade, infelizmente... Partida limpa e um percurso sem dificuldades de maior, concluído em menos de 33'.


Foco na transição, onde na ´época passada havia perdido demasiado tempo para o António Calafate, que põe sempre a fasquia do escalão a um nível altíssimo. Esses detalhes, a somar ao fosso que ele cava na natação, dificultam imenso as coisas.

Sabia que tinha feito um bom Inverno no treino de ciclismo e estava muito confiante para este segmento. Mantive a intensidade dentro das zonas definidas pelo meu Treinador Paulo Conde e o registo foi conforme o esperado: um excelente registo de 2h25', sem hipotecar o estado físico para a corrida final.

Aqui residia a grande dúvida. Conseguiria correr sem dor? E, até que ponto o menor nível de treino deste segmento condicionaria o desempenho final?

Felizmente, desta vez, a diferença para os principais competidores encerrava algum conforto para o meu lado. Não havia que tentar apanhar ninguém nem, tão pouco, evitar ser apanhado por quem quer que fosse. Foi assim possível manter a corrida dentro de algum equilíbrio e chegar à frente relativamente saudável, gastando 1h32 para cumprir os 21,1Km finais. No final, 4h36, com vitória no AG 55-59 e 69º à geral em 817 atletas.


O plano de hidratação/nutrição funcionou em pleno. O trabalho da Orbis Lab, na avaliação biomecânica e alterações introduzidas nas configurações da bike, foi sublime. O controlo de treino da Get Ready é sempre de extremo rigor e com indicações preciosas.

E quando tens um treinador que consegue fazer com andes mais depressa aos 56 anos de idade não há muito mais a dizer. Apenas obrigado pela amizade e competência.


Próxima competição: Half de Sevilha

Fotos: Helena Barros, Rita Ramos, Setúbal Triathlon


domingo, 10 de dezembro de 2023

Tróia-Sagres 2024

O ano de 2023 assinala, para além do facto de ter concluído o meu 10º Ironman, também a minha 20ª participação na Clássica Tróia-Sagres.

Desta vez, feita com a bicicleta de contra-relógio, a testar uma nova posição com novas afinações. Por isso mesmo fez sentido fazer todo o caminho, de cabeça ao vento, na frente do trio - Machado, Serôdio e eu.

O trio acabou por se desfazer por altura do Km120, pelo que fiz os últimos quilómetros a solo.

Pela primeira vez fiz a Clássica fora da data oficial, o que até acabou por ser bom, pois as estradas estavam bem mais tranquilas. A temperatura foi amena, atenta a época do ano, mas ainda caíram uns borrifos até Santiago do Cacém.




O tempo, pouco relevante para quem não ia muito preocupado com isso, foi de 6h33, menos 2' do que no ano passado.

A primeira Epic Ride rumo ao Hawaii 2024 está feita.

O histórico foi este:

2023 - 6h33

2022 - 6h35

2021 - 6h03

2020 - 6h41

2019 - 6h00

2018 - 6h56

2017 - 6h39

2016 - 6h08

2015 - 5h45

2013 - 6h17

2012 - 6h49

2010 - 6h30

2004 - 5h45

2003 - 6h11

2002 - 6h17

2001 - 6h42

2000 - 6h23

1999 - 7h20

1998 - 6h32

1997 - 6h38  

domingo, 29 de outubro de 2023

Slot tropical

O Ironman Malaysia foi a minha escolha para competir na longa distância em 2023. Um destino diferente, num país com um povo fantástico e muito hospitaleiro, onde ser turista até sai barato. Correspondeu muito bem às elevadas expectativas que levava e dei a viagem por bem empregue.

Já no que respeita à prova, confesso que a temperatura da água me deixava algo apreensivo. Apreensão essa que aumentou depois de, nos dias prévios, ter nadado no mar. Apesar de ser uma autêntica piscina, 31C não é de todo confortável para nadar. Tudo isto acrescido por um mês de Setembro sem a minha habitual piscina para treinar, o que me levou a ter de encontrar alternativas, mas onde nunca me foi possível nadar com o volume e intensidade desejados. 

Os dias prévios na Malásia corriam de feição. Reconhecemos o percurso de ciclismo e de corrida, fizemos os procedimentos prévios à prova e até deu para reparar um pequeno dano na minha bicicleta, ocorrido durante a viagem.

No entanto, na véspera da prova acordei com cólicas e diarreia. Logo eu, pouco atreito a este tipo de coisas e onde tive particular cuidado com a alimentação. Apesar de ter comido o mesmo que toda a gente era o único com estes sintomas.


Mal-estar à parte lá fiz os procedimentos de check-in e, logo aí, outro disparate: guardei o gps da bicicleta no saco da corrida - ao qual não teria mais acesso, até iniciar o dito segmento, o que significou um percurso de ciclismo com pouca informação disponível.

Ora bem, com todos estes incidentes, havia que adaptar o mindset à nova realidade. Assim, ponto 1: conseguir cumprir o segmento de natação sem sair da água cozido. 

O percurso tinha 2 voltas, com saída australiana. Cumpriu-se à velocidade possível, mas de forma bastante confortável e, muito importante, sem cólicas. Saí da água com cerca de 1h22' de prova. Uma marca fraca mas, atentas as circunstâncias, acabava por não ser mau de todo, até porque ainda havia bastantes bicicletas no parque de transição.

O ciclismo foi feito sem as referências de potência nem de frequência cardíaca, pois apenas tinha o relógio de pulso, o qual, com a chuva que caía não era de fácil leitura. Com uma cólica aqui e outra acolá, ia passando atletas atrás de atletas. Perto do Km 70 cruzo-me com o support crew e a Rita diz-me que seguia em 6º lugar do Agegroup. 


Lá fui andando até ao Km 160, onde tive uma quebra pouco habitual, que me obrigou a reduzir o ritmo nos 20Km que faltavam até à transição. Mesmo assim, acabei o segmento algo desgastado.



Bem... a 2a fase estava cumprida. Fiz uma transição lenta, para tentar recuperar um pouco e arrefecer o corpo, já que estávamos dentro de um pavilhão climatizado. Agora é que ia doer, pois o sol estava exposto e no seu pico de maior intensidade.

Saí para a corrida em 2º lugar do Agegroup, mas com cerca de 15' de atraso do líder. Ia mais rápido do que ele e as minhas contas diziam que se assim nos mantivéssemos o apanharia antes do Km 40. Isto se não tivesse nenhuma quebra e se os intestinos aguentassem... ou ficava bom... ou ficava estendido na estrada! :-) 


Mas fui precisamente eu a ter uma nova quebra e a ter de caminhar a pé entre o Km 8 e o Km 10,  momentos em que aproveitei para arrefecer o corpo, para ingerir gel, coca-cola e sais, com fartura. A coisa melhorou, voltei ao ritmo pretendido, e sobretudo, queria tentar defender um lugar no pódio.

No entanto, pesem todos estes incidentes, as boas notícias chegavam perto do Km 12... Afinal seguia em primeiro, pois quem liderava anteriormente estava a passar mal... Isto foi um enorme boost motivacional, aliado ao facto de me estar, então, a sentir bem e capaz de ser consistente. 

As comunicações dos tempos que me iam passando eram sempre melhores notícias. A diferença aumentava e podia dar-me ao luxo de correr mais devagar e de passar nos abastecimento com calma, sobretudo para despejar água gelada em cima, para combater o enorme calor e humidade que se faziam sentir.


Daqui em diante, e até à meta, foi apenas o desfrutar da sensação de ir voltar a ser o primeiro do Agegroup, numa prova excelente, exigente, e superando várias adversidades. O fantástico ambiente de fim de tarde na rua mais movimentada da cidade jogava bem com as emoções do momento.

E pronto, não sendo a slot um objectivo acabei mesmo por a ir buscar e, assim, marcar viagem, pela terceira vez, à ilha mágica -Big Island, Hawai'i. Kona, aí vamos nós. 

Completei a minha décima prova na distância Ironman. Cinco dessas vezes no pódio, duas das quais em primeiro lugar. Acho que posso dizer que é um desempenho regular e consistente, sem dúvida fruto do trabalho de vários anos com o meu coach e amigo Paulo Conde.

Acho que o melhor agradecimento, mais do que qualquer palavra, é dedicar-me ao cumprimento do seu trabalho e partilhar todas as emoções deste processo. :-)

Relive 'IM Malaysia'





terça-feira, 13 de junho de 2023

O encanto de Coimbra

O Half de Coimbra, disputado no passado dia 10 de Junho, encerrou o primeiro ciclo da minha época 2023. Foi um ciclo com 4 competições na distância Half - Setúbal; Sevilha; Caminha e Coimbra, com outros tantos lugares de pódio mas, sobretudo, com uma boa evolução, especialmente no que respeita ao ciclismo e à corrida. 


Gostei da edição do ano passado e decidi voltar a Coimbra. Satisfaz-me ver uma Organização preocupada com o bem estar dos atletas, tentando melhorar de ano para ano de acordo com os feedbacks que vai obtendo. Neste ano, o mais notório foram as alterações ao percurso de corrida, alterações essas que o tornaram mais rápido e mais interessante.

A minha prova foi bastante consistente, pese embora a natação continuar a ser limitativa. O ciclismo foi forte e muito consistente, o que permitiu chegar à corrida com capacidade para correr aquilo que valho nesta altura.

Por pouco mais de 1'30" não deu para chegar ao lugar mais alto do pódio, mas a concorrência esteve forte. De relevar a melhoria relativa ao tempo do ano transacto, melhoria essa sustentada no segmento de corrida.

No final, um 28º lugar absoluto e o 2º no agegroup [55-59] com 4h33'.


Venha o próximo que, se tudo correr como planeado será na distância Ironman e na Ásia, daqui por 4 meses.

Tentaremos então reiterar a conquista de Afonso de Albuquerque há mais de 500 anos, naquela que será a minha X tentativa na distância mítica.

Vamooos!

domingo, 28 de maio de 2023

Medina, és o máior!

Num país em que Medinas e Azevedos fazem o que querem e nada acontece, parece-me normal o drafting, vergonhoso, que assolou o Triatlo Longo de Caminha este fim-de-semana. É proibido, é desleal, os árbitros viram e não quiseram actuar. Fica o registo, corroborado por centenas de fotos, inúmeros vídeos e testemunho de todos os que lá estiveram, a competir ou simplesmente a ver.

Posto isto, sobre o que posso efectivamente controlar, considero ter tido uma prestação deveras interessante, obtendo a minha segunda melhor marca de sempre na distância - 4h33', com o 2º lugar no AG 55-59, 103º à geral.

Uma natação esquisita, sempre com as supressas impostas pelo rio Minho. Partindo na zona mais central do rio, acabei por chegar a uma zona de profundidade mínima, onde era impossível nadar. Acabei por completar o segmento nuns miseráveis 38', o que comprometeu desde logo aspirações maiores.

O ciclismo foi cumprido em 2h20', a 38,1Km/h de média, sem nunca ter andado na roda de ninguém... Repito: sem nunca ter andado na roda de ninguém. Foi o meu melhor registo de sempre no segmento de ciclismo nesta distância, algo bastante positivo e de que retiro muita satisfação.


A corrida foi completada em 1h30'. Nada de extraordinário mas perfeitamente razoável para aquilo que ambicionamos por agora.

Fica o agradecimento ao Paulo Conde, meu treinador de há vários anos, pelo engenho que sempre revela para criar um desafio constante e uma evolução permanente, sem sucumbirmos ao ruído externo. :-)

Daqui por 15 dias, haverá mais, em Coimbra. Siga!

Fotos - Triatlo de Caminha.


quarta-feira, 19 de abril de 2023

Half Triatlón de Sevilla


Há dias li que Sevilha é uma das 10 cidades mais visitadas no mundo. Quanto a mim, é a cidade espanhola que mais vezes visitei, 9 das quais devido a eventos desportivos. Competi lá por 5 vezes na Maratona, com a marca de 2h43'20", em 2018, a dar-me o 3º lugar no escalão; e por 4 vezes em triatlo, na distância Half, a última das quais no passado fim-de-semana, num dia quentinho de Abril - 33ºC, na Andaluzia.

Ora é mesmo sobre esta prova que deixo aqui um breve resumo.


A organização implementou alterações aos percursos. Desde logo, na natação, distribuiu os 1900m por apenas uma volta, colocando mulheres a partir numa direção e homens noutra. Excelente medida, pois o contacto físico diminui substancialmente.

Tirando um toque ou outro na primeira boia, a coisa fez-se de forma muito tranquila e também lenta, como habitualmente. Foram 35' dentro do Guadalquivir a 21ºC.

O percurso de ciclismo também sofreu mexidas. Era um percurso do qual eu gostava bastante, de volta única. Passou a um percurso de 2 voltas com 2 tramos de ligação. Não por isso menos exigente, pois é bastante ondulado e, no Domingo, fez-se sentir um vento lateral, particularmente forte, que incrementou de forma significativa a dureza da coisa.

O segmento saiu-me particularmente bem, com o 30º melhor registo - 3º do Agegroup, o que me permitiu recuperar muitas posições e iniciar a corrida final a 50" do pódio do AG.

A corrida final manteve-se nas margens do rio, com apenas umas alterações de detalhe, para melhor. Aqui decidi ser algo conservador na primeira volta e deixar uma possível abordagem ao terceiro lugar para a segunda parte da corrida. As sensações foram positivas e o último lugar do pódio surgiu, com uma folga de mais de 2'.


De relevar que, nesta competição, os Agegrous têm uma amplitude de 10 anos, sendo que, assim, competi no AG [50-59] tendo sido batido por dois atletas que, nas condições habituais seriam [50-54]. Portanto, ainda mais satisfeito por este facto.


Esta seria aminha segunda melhor marca de sempre na distância. No entanto os segmentos estavam um pouco curtos, pelo que o 4h26' final é falacioso.

Fica para registo o 45º lugar à geral e o 3º V2 [50-59].

#ironconde

quinta-feira, 6 de abril de 2023

Boost motivacional!

São poucas as palavras para elogiar este evento. Já tive oportunidade de competir em grandes palcos da modalidade e só posso dizer que o Setúbal Triathlon é dos melhores, entre os melhores.

Uma Organização irrepreensível, uma cidade envolvida, voluntários disponíveis. Juntamos a isto um dia excelente e estavam reunidas as condições para mais uma edição de sucesso. 



Desta vez era sétima, e eram também sete o número de edições em que participava, bem como, as classificações de pódio que obtive, entre as quais dois primeiros lugares, nas edições de 2021 e 2022.

Acertada a estratégia de prova com o Coach Paulo Conde, foi tempo de nos fazermos à água. As coisas não começaram da melhor forma, logo com um pontapé numa rocha para deixar os dedos do pé a latejar. 

No entanto, no que respeita à prova, a natação foi feita de forma fácil mas, como habitualmente, de forma lenta, tendo o o percurso sido cumprido na casa dos 33'. 

O segmento de ciclismo tem sido a minha arma estratégica para entrar na discussão das provas. Uma vez mais foi assim, e após cerca de 2h30' de esforço consistente consegui recuperar posições posições até ao terceiro lugar do Agegroup.

A corrida final foi, desta vez, abordada de forma um pouco mais conservadora. Tentei resguardar-me ao máximo para evitar o possível desgaste provocado pelo vento, que em alguns troços era frontal, ao mesmo tempo que tentava ser consistente no ritmo imprimido. Assim, integrei um gruppetto no qual segui até cerca do Km18. Só por essa altura decidi abrir um pouco o andamento

E, em boa hora o fiz. Esta ligeira aceleração permitiu-me fazer o melhor registo no segmento dentro dos [55-59], e assim alcançar o segundo lugar, já dentro do Km 19.

Quanto à luta pelo lugar mais alto do pódio - ganho pelo inevitável Jorge Calafate, esta ficou desde logo comprometida com duas transições menos conseguidas, que vieram dificultar o que é, logo à partida, já bastante bastante difícil.

Regresso de Setúbal bastante satisfeito com a minha prestação, sobretudo face às expectativas que havia definido inicialmente.
A mira, essa, continua apontada à longa distância, desta vez para tentar, na Ásia, concluir o meu 10º triatlo na distância Ironman, daqui por uns meses. No entanto, já estou em pulgas, a pensar na inscrição para o Setúbal Triathlon 2024. 

Fotos:
#setúbaltriathlon
#triatl3ta
Helena Barros

#ironconde