sábado, 11 de abril de 2009

Já tinha saudades de um recorde pessoal...


Desde Fevereiro de 2008, então nos 20Km de Cascais, que não conseguia melhorar nenhum dos meus tempos, em provas de atletismo standard. Foi hoje, e logo por mais de 1'...

Hoje estabeleci uma nova melhor marca nos 10Km, com 34'36", no Grande Prémio de Constância. Saindo um pouco do ritmo de treino que estava prescrito (Zona 4 em vez de Marathon Pace), lá fui, a um ritmo muito homogéneo com a maioria dos quilómetros corridos entre 3'28" e 3'27". Tecnicamente talvez tenha sido uma opção desajustada mas, sentia-me bem e necessitava de saber quanto. Afinal, estas coisas também incrementam os níveis de confiança.

O percurso, de ida e retorno, praticamente plano, cheio de arvoredo, por uma belíssima estrada que bordeja o Zêzere, rio que desagua no Tejo, juntinho a Constância. Algum vento prejudicou o percurso de ida, nos primeiros 5 quilómetros, pois impediu-me de chegar ao grupo que seguia cerca de 50m à minha frente. Podia ter corrido bem mais confortável se lá tivesse encaixado. No retorno, consegui ganhar umas quantas posições para terminar em 21º da geral e 4º do escalão (isto de ficar à porta do pódio começa a ser uma triste sina).

Quanto a Constância, é uma vila lindíssima, repleta de ruelas com o casario muito bem cuidado. No encontro do Zêzere com o Tejo nasceu a antiga Punhete, terra cuja história está intimamente ligada aos rios e às actividades que eles proporcionavam: o transporte fluvial, a construção e a reparação naval, a travessia e a pesca.

D. Sebastião elevou-a a vila e criou o Concelho, em 1571, reconhecendo o desenvolvimento que já então alcançara. D. Maria II, em 1836, mudou-lhe o nome para Constância, em atenção à constância que os seus habitantes demonstraram no apoio à causa liberal, e pelo facto de abominar o nome
em causa. Com tantos filhos ela não seria mulher dessas coisas... :-D

a foto de Constância é da autoria de Carla Pinto

domingo, 22 de março de 2009

Meia de Lisboa


A meteorologia nacional previa uma catástrofe. Ventos ciclónicos e chuva torrencial. Afinal, nada disso aconteceu (aliás, como quase sempre acontece). A manhã fria, com algum nevoeiro e humidade, mas nada mais que isso.

Acordei com pouca vontade, pois no Sábado estive bastante indisposto. Mas a coisa estava planeada e tudo combinado, ainda por cima com dorsal VIP o que permitia a viagem para o tabuleiro de autocarro e o acesso a uma tenda com umas sandochas e bebidas frescas no final. Mordomias que sabem sempre bem... o mal é habituarmo-nos a elas.

Tinha como estratégia fazer a prova com o Mário Chaves, o meu potencial parceiro em Hamburgo. Contudo a partida foi demasiado rápida, pois saí da primeira fila da ponte. O primeiro quilómero em 3'22", o Mário a achar, e bem, que íamos demasiado rápido e eu a querer aproveitar um pequeno grupo, logo à minha frente. Na altura da decisão de me atrasar um pouco para esperar pelo Mário ou seguir com o grupo, optei pela segunda solução.
O ritmo era vivo e o grupo protegia-me do vento. À passagem do Km7 houve um ataque e eu fiquei. O ritmo era ainda mais forte e superior à minha capacidade. Passava aos 10Km em 35'33", melhor que o meu recorde pessoal na distância, mas começava a sentir-me algo vazio.

Estava sozinho e o meu ritmo ia descendo, ainda que de forma muito ténue. No retorno, a cerca de 4Km do fim, percebi que o Salvador vinha muito perto. Acabaria por me alcançar 2Km mais tarde e daí até ao fim colou-se bem coladinho, para voar para um novo recorde pessoal, pulverizado por mais de 3'. Fez uma grande prova; está de parabéns!

A restante malta mostrou que os quilómetros do Sérgio estão a fazer efeito. Boas marcas para o nível competitivo em questão. Eu fiz 80ª posição, com 1h16'43", a 3'38"/Km.

Pessoalmente, fiquei convicto que, se mantiver o nível de treino das duas últimas semanas, terei um bom desempenho em Hamburgo.

As fotos foram tiradas pelo Ricardo Silva. O atleta/fotógrafo que ilustra as provas pelo lado de dentro.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Equinócio!



É hoje e com ele se assinala a chegada da prima Vera! A moçoila para além de tornar os campos mais bonitos, este ano antecipou-se. Vai daí as alergias também. Mas entre fungadelas e espirros parece que as coisas, de vez, entraram na linha.

Nas duas semanas que terminaram treinei bastante bem, com 123Km numa e 130Km noutra. Para além disso, o trabalho intervalado correu também bastante bem, com 10 X 400m na casa de 1'15", conforme o prescrito.

Domingo estarei presente na Meia de Lisboa, que constituirá um importante teste com vista ao ritmo possível em Hamburgo, ainda que estejamos a 5 semanas do evento. Parece que o tempo não ajudará a grandes marcas, mas irei andar tão rápido quanto o que consiga.

Já vão batendo umas saudades de subir para cima da bike e retomar o triatlo. Mas isso está prometido para o mês de Maio... Está prometido para o Triatlo de Setúbal...

segunda-feira, 9 de março de 2009

Positive split



Sendo a minha área principal de formação, as coisas do treino desportivo encantam-me. Gosto, sobretudo, dos métodos e das inovações introduzidas, depois de muitos estudos científicos, no sentido de provocar adaptações a esta máquina fenomenal e quase perfeita que é o corpo humano.


A silly season também chegou aqui ao blogue. Já que as minhas limitações físicas não me andam a permitir muito mais que umas simples corridas continuas e que tal não dá sumo nem notícia, há que explorar alguns factos relevantes, como sejam a capa de revista SEXY, com o Salvador em destaque, ou o novo método AGT, na TRULOVE. LOL Este fim-de-semana deparei-me com uma nova forma de correr.

Muitos sabem que o
negative split é um conceito bastante usado, como referência nas provas, ou como caracterização de algumas tarefas no treino. Significa fazer a segunda metade de uma prova, ou de uma tarefa, com um tempo de passagem inferior ao primeiro.

Por oposição, o termo positive split, significa precisamente o contrário. Ou seja, fazer a segunda parte a ritmo mais lento do que a primeira. Ora foi precisamente isso que o meu parceiro de treino e amigo, Bruno Salvador, quase Mestre em treino de Alto-Rendimento, introduziu na sua última prova. Nas 3 léguas do Nabão, o rapaz voou em 3'30"/Km até aos 10Km... Depois, a partir daí, arrastou-se nos últimos 5Km, a 4'00"/Km. Parece que a meta estava instalada no Castelo Medieval de Tomar, perto dos 1500m de altitude... Assim, se explica (explicou ele com umas médias esquisitas!!!! LOL) a súbita quebra de ritmo. Para ele foi uma corrida em positive split; para mim, que serei mais básico nestas coisas, acho que o termo popular "PEIDO" se ajustará melhor à descrição dos factos.

Ah... e desta troca de argumentos, já ganhei a promessa de uma sova num treino... Sim... Num treino, que nisso das provas à séria, ele deixa que eu continue a chegar antes...

sexta-feira, 6 de março de 2009

AGT - Um novo método de treino


O empreendedorismo e a inovação estão na ordem do dia. E nisso a malta do triatlo segue na frente...

Estes meus dois amigos desenvolveram um inovador método de treino em altitude, que se caracteriza pela perfeita gestão dos parcos recursos existentes, possibilitando assim a todos, poder usufruir desta importante ajuda.

O carácter empreendedor e inovador do método AGT foi notícia na última edição da revista Trulove. Com destaque nas páginas centrais, os dois atletas falam-nos dos benefícios dos "treininhos em altitudezinha e da pernoita na tendinha". AGT é o acrónimo de Altitude Gay Training. LOL

Nota do editor: nada me move contra os atletas em questão ou contra a comunidade gay.