segunda-feira, 2 de julho de 2007

O Primeiro Mundo é cá!


Neste fim-de-semana tive oportunidade de me deslocar a Copenhaga, capital da Dinamarca. É uma cidade bonita, ainda que não monumental como outras que conheço. É uma cidade organizada, onde a opção da bicicleta como meio de transporte é avassaladora. É também uma cidade caríssima, imprópria para o nosso poder de compra. A língua é incomprensível, mas a esmagadora maioria dos dinamarqueses expressa-se também em inglês.

Aproveitei a realização de uma corrida de 10Kms, integrada no programa do Campeonato da Europa de Triatlo, para voltar à competição. Julguei que, pese embora os €20,00 do custo de inscrição, seria uma interessante forma de conhecer a cidade. Erro crasso! Com cerca de 70 atletas à partida, 6 dos quais da delegação portuguesa da Federação de Triatlo de Portugal, a corrida resumiu-se a copiar o percurso da competição de triatlo: 4 idas e voltas na mesma avenida... Uma pobreza a todos os níveis... Acabei por perder o segundo lugar a cerca de 2,5Kms do fim e o terceiro nos últimos 500m. O pouco treino não me permitiu aguentar o andamento e acabei na 4ª posição com 36'14".

Enfim, senti-me enganado pelo que me ofereceram pelo meu pagamento; valeu a festa dos tugas nas ruas de Copenhaga e um treinito de qualidade em época de defeso!
A corrida esteve ao nível dos Campeonatos: muito mau! De facto, podemos ser mais pobres, temos os nossos defeitos, mas cada vez gosto mais da alma lusitana e do meu país!

FC

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Triathlon time!




Havia cerca de um ano que não participava numa prova de Triatlo. Regressei ao convívio da tribo este fim-de-semana, no triatlo de Oeiras.

Sempre considerei esta prova um triatlo para nadadores. O percurso de ciclismo não é selectivo pelo que os bons nadadores rapidamente integram grupos fortes sendo bastante difícil recuperar terreno naquele segmento. De qualquer forma, tarta-se de uma prova disputada num cenário bastante bonito, bastante participada e com algum público.

Depois de Londres não mais competi, nem tão pouco, treinei em intensidadesde de qualidade que me permita grandes aspirações na modalidade. Assumi treinar de forma moderada e participar nuns quantos triatlos como fogachos de intensidade, para estar em condições quando abordar outra maratona.

O dia amanheceu instável com alguns aguaceiros. Mau tempo nem seria novidade em Oeiras, mas de um mar assim, não me recordo. Mas para quem há 3 anos enfrentou as marés vivas do Estoril, qualquer coisa estava bem.

Com muita gente à partida (cerca de 230 atletas) e com o mar mexido, a natação foi complicada. Poucas vezes consegui nadar sem ser abalroado por alguém, por ter uns pés a bater à frente, ou alguém mais desnorteado a cruzar-se no caminho. Lá sai do molho passados cerca de 16' da buzina inicial; tempo para correr pela praia, subir a escadaria ao mesmo tempo que desapertava o fato. A transição foi relativamente boa e aproveitei logo uma roda para deixar um grupo para trás. Contudo, o meu parceiro de fuga não se aguentou e acabei sózinho, algo que também já estou habituado. Fiz a primeira volta completamente a solo. No início da segunda deixei-me absorver pelo grupo que me perseguia. Acabaria por sê-lo mais cedo ou mais tarde e assim lá me fui poupando para a corrida final.

Pés no chão e lá fomos... com o Rui Campos a morder-me os calcanhares, mas eu lá consegui resguardar a posição obtida pelo facto de ter feito a melhor transição naquele numeroso pelotão.

Sem história que não a do regresso e a estreia como atleta individual obtive o 67º a menos de 10' do primeiro.

Para asemana há mais... em Raiva, nas encostas do Douro!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Recordações londrinas


Sem nenhuma maratona num horizonte próximo, tenho treinado regularmente. Natação, ciclismo e umas coriidas, mas sempre num registo soft.

A próxima competição será o Triatlo de Oeiras, já a 10 de Junho. É uma prova que facilita sobretudo os nadadores, pois o ciclismo propicia-se a bons andamentos em pelotão. Logo quem sair à frente reunirá todas as condições para começar a correr à frente. Não será seguramente o meu caso.



Para já, e como este é um blog dedicado à corrida, fica a memória de alguns dos bons momentos de Londres, passados em boa companhia.

sábado, 19 de maio de 2007

Olhando o futuro!


Passadas que estão 4 semanas desde a maratona londrina é tempo de traçar novos planos para o futuro. A esmagadora maioria dos "Monstros" aponta agora baterias para Berlim ou ainda para Budapeste. Provavelmente estarei fora de ambas. Pretendo descansar, ou por outras palavras alterar um pouco o grau de exigência da minha actividade desportiva. Quero andar de BTT, nadar um pouco mais e fazer uns quantos triatlos.

Por outro lado, tenho de sarar por completo a tendinite da inserção do vasto externo na rótula. Algo que não me incapacita, mas que me vai incomodando. Uma situação que julgo resultar de um desiquilíbrio muscular, provocado pela forte redução do pedaleio motivado por esta grande focalização na corrida e que carretou consequências, visíveis e significativas, na tonicidade e volume do vasto interno. Seguramente, o aliviar da carga de corrida ajudará ao processo.

A ver vamos... ainda tenho uns quantos dias para a decisão.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Marco histórico


BG Lisbon Triathlon Worlcup. Foi este o nome oficial da etapa da Taça do Mundo de Triatlo, que passou por Lisboa no fim de semana de 05 e 06 de Maio, e em cuja organização tive o privilégio de estar envolvido (ou enterrado até à raiz dos cabelos!!!) enquanto vice-presidente da FTP.

O evento constituiu um marco histórico para a modalidade. Sem dúvida que o facto de a prova ter sido desenhada numa das mais belas zonas urbanas que conheço, de ter tido como centro nevrálgico a Pavilhão Atlântico, de ter tido transmissão televisiva em directo e de a Vanesa ter de novo arrasado a concorrência, foram determinantes para o sucesso.

A empatia entre público e atletas (quaisquer que eles fossem) foi notável e todos puderam celebrar, in loco, com aquela que se afigura ser (ou que é, indubitavelmente) a atleta nacional do momento, mais uma conquista.

Para o ano, naquele mesmo local, organizaremos o Campeonato da Europa. Este evento, tem associada à prova de Elites uma competição denominada Age-groups. Os Age-groups não são mais do que atletas amadores, escalonados por grupos de idades. Seria interessante que todos os amantes de corrida pudessem aceitar o desafio e correr com as cores nacionais. Informem-se em http://www.federacao-triatlo.pt

Todo o empenho vai agora no sentido de capitalizar a oportunidade em desenvolvimento da modalidade. Assim tenhamos engenho para tal!