segunda-feira, 17 de junho de 2013

São Pedro da Cadeira

Praia da Assenta, in http://historiapatrimonio.blogspot.pt
São Pedro da Cadeira é uma localidade e freguesia do concelho de Torres Vedras.

É uma localidade que aqui destaco, devido ao seu nome interessante, do qual não consegui encontrar a origem. Apenas que se trata de uma paróquia que remonta ao século XIV... Mas, destaco também, de forma simbólica. Sendo uma freguesia confinante com o concelho de Mafra, alberga estradas que muito gosto de utilizar nos meus treinos de ciclismo. É a vantagem de morar na zona norte do concelho de Sintra: Mafra e Torres Vedras estão relativamente próximos, com uma rede viária vasta e de menor tráfego.

Ontem, uma vez mais fui pedalar para aqueles lados. O destino inicial era a praia de Areia Branca, na Lourinhã, mas acabámos por nos deter em Santa Cruz, beber um café e regressar pela Ericeira. Foram mais 115Km para o "saco de quilómetros", que tanto jeito me dará no Ironman agendado para 05 de Outubro.

A ida e volta a Peniche - que rondará os 200Km, continua nos planos e será concretizada brevemente.

A semana que hoje entra será para regenerar das três anteriores, todas elas bem durinhas, com treinos longos na bicicleta, na corrida, mas também, com exigência na natação.

Proximamente, irei competir em Pedrógão Grande - talvez o meu triatlo sprint preferido, e, depois, em Caminha, novamente na distância Half Ironman (1,9Km; 90Km; 21Km).




segunda-feira, 10 de junho de 2013

Triatlo de Oeiras

A recuperar mais umas posições na corrida final
Ontem foi dia de Triatlo em Oeiras. Já fui muito feliz em Oeiras, mas ontem não se pode dizer que tenha sido um desses dias.

uma vez mais a natação a comprometer o resultado final. Senti-me muito confortável, apesar dos 15ºC da água mas, a corrente afastou-me da melhor trajectória e acabei com 912m nadados, em vez dos 750m previstos. Só aí estarão uns 2' a mais...

No ciclismo, a fundo, até conseguir juntar um grupo de várias unidades, entre os quais os meus colegas de equipa João Serôdio e Paulo Conde. O grupo cresceu, as preocupações estratégicas sobrevieram e poucos quiseram dar o peito ao vento.

Babando...


Corrida final a bom ritmo e com facilidade, mostrando que o treino está lá. no final, nada digno de grande registo: 88 da geral e 6 do escalão.

Fica ainda um abraço para o meu amigo Paulo Lamego. Depois de uma lesão no tendão de Aquiles o ter impedido de estar em Oeiras, uma mancha de gasóleo no pavimento atirou-o para o chão enquanto treinava ciclismo e a clavícula não gostou do impacto... Votos de rápidas melhoras.

Foto do João Luís Serôdio e Vitor Bastos

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Tomar café em Areia Branca


A região Oeste está na rota dos meus treinos longos de ciclismo de preparação para o Iberman. Ontem foi mais um desses dias e o destino foi a praia de Areia Branca, ali para os lados da Lourinhã.

Esta é uma zona do país que conheço mal, apesar da proximidade. Vá-se lá perceber porquê... Desta vez optámos por realizar o caminho de ida pela EN 247 - via Ericeira, até chegarmos a Santa Cruz. Daí rumámos à Lourinhã e, um nadinha à frente estávamos a tomar um café, com vista para o Oceano.

No regresso fizemos uma má opção de trajecto. Deslocámo-nos para Este para depois tornar a Oeste sem ganhar distância para Sul, que era o nosso objectivo. Acabámos por passar em A-dos-Cunhados e voltar a Santa Cruz.

A partir daí rumámos a S. Pedro da Cadeira e Picanceira. Sempre a subir até atingirmos Mafra. Faltavam ainda as simpáticas subidas de Cheleiros e Sabugo para acabar de moer as pernas.

A gestão nutricional foi prejudicada pelo acrescento de quilómetros, pelo que terminei algo desgastado. A vontade de continuar a explorar as estradas do Oeste litoral continua. Peniche será o próximo destino para ir tomar café e, eventualmente, o limite para uma viagem de ida e volta em bicicleta. Ou quem sabe, Caldas da Rainha. A ver vamos.

Este era um fim-de-semana no qual havia previsto, há longos meses atrás, estar em Belfort - França, na disputa do Campeonato do Mundo de Triatlo Longo. Até tinha hotel marcado! Tal não foi possível. Em grande parte, essa dificuldade decorreu das condições de participação e dos critérios de qualificação impostos pela Federação de Triatlo de Portugal, assunto sobre o qual oportunamente escrevi aqui.

O ano passado, em Vitoria, a representação nacional de Agegroups teve cerca de 80 atletas - a mais numerosa representação nacional de sempre. Este ano, em Belfort teve 5. Factos...

Volvidos menos de seis meses constato, com tristeza, que tinha razão.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Regenerando


Naquela que foi  semana de regeneração do mesociclo do Triatlo de S. Jacinto, nem por isso deixou de haver um treino longo de ciclismo. Desta vez, por caminhos inabituais. O destino Setúbal onde, depois dos 106 Km de ciclismo, tivemos oportunidade de nos desafiar nas máquinas de remo do ginásio da CBSS, entre outras actividades.

Com saída de Sabugo, em Sintra, o percurso prometia não ter subidas dignas desse nome, sendo recheado de longas rectas. Só o vento, que soprava forte, podia constituir obstáculo.

Assim foi, sem novidade. Essencialmente a descer até Loures. A partir daí essencialmente plano. Em Alverca o João Serôdio esperava-nos e seguimos, em toada tranquila, até Vila Franca de Xira, onde cruzámos o Tejo. Entrávamos então na zona a que um tipo, na altura ministro, apelidou de "Deserto".

Ora bem, fizemos a conhecida recta do Cabo, até Porto Alto - 10 Km em recta, virando depois à direita, para outra infindável recta, na EN 118 - 15 Km em recta. Posto isto, Alcochete, Montijo, Pinhal Novo, Palmela e Setúbal, onde chegámos após 106 Km, percorridos em 3h17'.
Uma grande dupla da Ginástica Acrobática nacional...

Seguiram-se as competições de remo in-door. Apesar de ter melhorado o meu tempo nos 2.000 m em pouco mais de 3', acabei por voltar a perder com o meu adversário directo - o João Lourenço. É o que faz pôr-me a competir com tipos fortes, com mais de 190 cm...

Chega agora o tempo de voltar a bombar, com o objectivo focado no Campeonato Nacional de Triatlo Longo - Grupos de Idade, que se disputará em Caminha, em meados de Julho. Pelo caminho competirei nos Triatlos de Oeiras e de Pedrógão Grande.

Foto da Rita Ramos ilustrando uma brincadeira gímnica com a Mariana Barbosa

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Há dias assim: Fantásticos!

No pódio com o Miguel Fragoso e Paulo Margarido
Ontem, S. Jacinto - Aveiro, recebeu mais uma etapa do Campeonato Nacional de Triatlo Longo. Foi a terceira da presente temporada, mas apenas a primeira em que participei.


São Jacinto localiza-se no extremo da península que se estende desde Ovar, limitada a poente pelo oceano Atlântico e a nascente por um dos braços da ria de Aveiro, onde se realizou o segmento de natação. É um local bastante aprazível e um cenário fantástico para esta prova que cresce de popularidade ano após ano, especialmente junto dos atletas espanhóis - pena a FTP ter decidido duplicar o preço da inscrição.

Ia especialmente motivado para S. Jacinto devido às boas sensações recentes, tanto na bicicleta, como na pista de atletismo. Mesmo assim as coisas não começaram bem. Na água, tranquilo e sem grande esforço, mas também sem velocidade e, diz o meu Garmin, com mais 220m nadados - quem me manda andar ao esses! Logo aí fiquei com um atraso considerável relativamente aos meus principais adversários do escalão e também, com menos margem para o almejado registo final abaixo das 4h30'.
Segmento de ciclismo feito a fundo, em busca dos minutos perdidos na água

Esse atraso fez-me, desde logo, dar o meu melhor em cima da bicicleta, bem encaixado, a retirar os benefícios do bike fit que fiz há poucos meses com a CAFPT. As sensações eram muito boas e ia ganhando posições sucessivamente. Quando nos retornos me cruzava com os meus adversários, lá ia controlando o nosso posicionamento relativo. As coisas não estavam fáceis. Havia pelo menos seis dos mais fortes à minha frente, alguns com cerca de 7' de avanço...

Mesmo assim, consegui, ao longo dos 90Km de ciclismo, alcançar e ultrapassar alguns deles e ganhar terreno para os restantes. Entrei no Parque de Transição com um registo de 2h22' para os 90Km de ciclismo, cerca de 3' mais rápido daquilo que havia projectado inicialmente.

Chegava o momento da verdade, altura de checar as pernas e perceber como estariam elas para enfrentar os 21Km que faltavam. E as sensações foram perfeitas. Nos primeiros 10 Km, apenas num deles corri acima de 4'00/Km, para além de uma paragem para um xixi estratégico que me terá custado uns 30".

Alcancei o Rui Ferreira e chegava assim à segunda posição do escalão. À minha frente apenas o Miguel Fragoso com cerca de 3' de vantagem. Sabia que teria de estar muito bem e ele passar por algumas dificuldades, para que fosse possível alcançá-lo. A cerca de 5 Km do fim percebi que tal não iria acontecer e, como tal, limitei-me a manter o ritmo o mais vivo possível, para descolar o espanhol que me acompanhou durante boa parte do percurso e, também, para registar a minha melhor marca de sempre na distância.

Passados poucos minutos lá me esperava o pórtico de meta. Registava o tempo final de 4h24'04", que passa a ser o meu melhor na distância. Alcançava também o segundo lugar no escalão V2. Mas havia mais boas notícias, algumas das quais só me apercebi pouco depois. Era o 13º da geral e registava o terceiro melhor segmento de ciclismo do dia - o melhor de entre todos os atletas nacionais.

Chegava o tempo do merecido descanso. Tempo para fazer o tratamento às onze (!!!) feridas de cortes e/ou bolhas que tinha nos pés - foi o meu último half a correr sem meias, mais a massagem de recuperação, a cerimónia de pódio e o
almoço na companhia dos magníficos companheiros de equipa do CNCVG, que tornam estas andanças momentos ainda mais fantásticos: Paulo Lamego, Paulo Conde, João Lourenço, João Serôdio, Pedro Machado e Rita Ramos - o Miguel zarpou mais cedo.

Conto actualizar o post com fotos em competição, logo que tenha as mesmas disponíveis.