segunda-feira, 6 de maio de 2013

Extremo!

 pouco antes da saída,
junto aos maravilhosos bungalows do Parque de Campismo de Oleiros - um must!
No passado Domingo fiz um dos mais duros treinos de ciclismo em estrada de que tenho memória.

Com base em Oleiros, saímos com destino à Sertã numa estrada nova, a estrear, ainda com alguns troços inacabados. Um sobe e desce permanente onde predominavam os troços a descer. A partir da Sertã tomámos a mítica N2 - a estrada que liga longitudinalmente Chaves a Faro, com destino a Pedrógão Grande. O rompe pernas foi também uma constante mas, desta feita, essencialmente a subir.
Já numa das últimas subidas do dia,
perto de Unhais-o-Velho

O destino seguinte era Góis, alcançado também pela N2, depois da primeira subida longa do dia - com cerca de 10Km, a que correspondeu uma brutal descida, por uma estrada muito sinuosa, de curva e contra curva mas onde raramente era necessário tocar nos travões. Soberbo! Chegados a Góis rumámos a Arganil,  num falso plano que o calor forte tornava mais difícil, localidade esta onde nos detivemos para comer e comprar água.

Estávamos então no sopé da Serra do Açôr que iríamos começar a subir a partir de Folques. A íngreme estrada, que em tempos constituía o segmento de ciclismo do Triatlo de Cepos, levava-nos encosta acima, com passagem em Torrozelas - terra natal da minha bisavó Assunção, com vista para, na encosta oposta, Monte Redondo, também terra natal do meu avô Baptista.


Chegados ao topo cometeríamos um erro de navegação que nos faria perder mais de 30', cerca de 10Km e que acabaria por nos comprometer o sucesso no trajecto. Esperavam-nos estreitas e íngremes estradas de montanha, com passagens no fundo de vales, dos quais tínhamos de arrancar as nossas bicicletas à custa de muito esforço. Os andamentos 39X23 eram, definitivamente, curtos para tanta inclinação, mais propícia a máquinas de BTT. Contudo, acabaríamos por levar de vencidas todas estas rampas até alcançarmos Unhais-o-Velho.

Foi aqui que, algo desapontados, decidimos abortar a jornada. Estávamos a cerca de 40Km do destino, era tarde e já não tínhamos comida. Mesmo pesando o facto de cerca de 75% do percurso ser a descer de forma muito generosa, mandou o bom-senso arrumar as bicicletas no carro e regressar por este meio.
É mesmo montanha... o esplendor da Serra do Açôr

Foi uma pena não termos concluído este troço final, mas há que saber reconhecer quando a montanha é mais forte que nós.

Foi também um dia em que a electrónica me virou costas. Os dois GPS que levei decidiram não colaborar. O etrex HTC não me mostrava o track - a indicação do caminho a percorrer definido previamente. O 910Xt ficou cego e não via satélites, motivo pelo qual não permitia a navegação nem registava outros dados que não tempo e frequência cardíaca.

Mesmo assim, um excelente treino de quase 10h de ciclismo na companhia, excelente, do Barbosa, Conde, Serôdio, David e Isabel - estes dois quem afinal devem ter desfrutado mais, graças ao sábio by-pass que efectuaram, pouco depois de Pedrógão Grande.

Fotos da Rita Ramos

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Ai aguentas, aguentas!


Depois de muitos receios sobre as condições de mar permitirem, ou não, a realização do segmento de natação do Triatlo do Estoril, o mar apresentava-se chão, mesmo apesar do vento gelado que soprava de Norte. Dessa forma, não havia dúvidas, e perto de 300 atletas lançaram-se à água para o Triatlo do Estoril, que regressava assim ao Calendário Nacional. Ainda bem!

Apesar do mar estar chão, a água estava gelada. Nos primeiros 100m tive vontade de voltar para trás, tal era o aperto que sentia nos malares, devido ao frio. Ao fim desse tempo entrei no ritmo e cumpri a distância sem grandes dificuldades, apesar de forma algo lenta e um pouco distante da minha expectativa. Gastei um pouco mais de 28', para os 1500m. Afinal o Fernando Ulrich é que está certo: - Ai aguentas, aguentas!


Uma transição menos bem conseguida - o frio não ajudou, alguma demora para enfiar os sapatos em andamento, mas lá segui, em busca de grupos com bons andamentos. Ninguém parecia muito interessado em fazer andar as coisas a sério e em dar o peito ao vento, pelo que lá fomos seguindo, com umas acelerações de quando em vez.

A excitação da competição leva a que, por vezes, se confunda o segmento de ciclismo no Triatlo, com uma prova de ciclismo em pista. Pois é. À mínima aceleração todos querem responder ao eventual ataque, algo que gera situações perigosas nos grupos. O meu grupo não saiu incólume de uma dessas situações, tendo acontecido uma queda que envolveu alguns atletas mas que, felizmente, não me afectou.

Depois de mais uma transição fraca - os pés ainda estavam enregelados pelo que tive dificuldades em calçar as sapatilhas, lá segui para os 10Km finais de corrida, às voltas pelos jardins do Casino do Estoril. É uma corrida bonita, mas muito dura, em sobe e desce constante, com curvas a 180º ao qual se juntava o impiedoso vento.

Consegui entrar num ritmo agradável, após a primeira de quatro voltas e recuperar assim mais umas quantas posições na geral.

No final 02:23:10, correspondente ao 67º da geral e um ingrato 4º lugar no Escalão, ainda que a quase 2' do pódio. Sem grandes motivos de satisfação mas consciente de que, actualmente, não valho muito melhor do que isto.

Nota negativa para a ausência de alcatifas nos Parques de Transição. A única explicação aceitável será a de não terem sido colocadas devido ao vento que se fazia sentir. Não quero acreditar que as medidas de austeridade tenham chegado à modalidade por esta via... :-)

No próximo fim-de-semana estarei em Oleiros, no estágio de ciclismo da minha equipa e voltarei à competição daqui por 3 semanas, em S. Jacinto, para mais um Triatlo, mas desta vez na distância half-Ironman.

Fotos de Carlos Maia, Triatlo Associação de Praças da Marinha e vídeo de Bruno Grilo.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Torres Vedras - a abrir a época 2013 com um duatlo Standard!

E pronto! Ontem abri a época de Triatlo 2013.

A prova escolhida foi o duatlo de Torres Vedras, na distância Standard (10, 40, 5)Km. O duatlo é, já de si, uma prova dura, bem mais dura que o triatlo. Na distância Standard as coisas são ainda mais complicadas e, como se tudo isto não bastasse, o circuito desenhado em Torres Vedras é também ele muito exigente. A corrida com muitas curvas fechadas, sobe e desce, variedade de pisos. O ciclismo com diversas quebras de velocidade e um topo que se tinha de ultrapassar por 6 vezes. Encarei a prova como um treino de qualidade. Por isso, desloquei-me para Torres Vedras de bicicleta - 42 Km, em ritmo tranquilo, na companhia dos meus colegas de equipa João Lourenço e Luís Barbosa.

A prova não foi muito diferente daquilo que esperava, mas foi bem pior daquilo que tinha feito no ano passado, naquele mesmo local - cerca de mais 10'.

Os 2 primeiros quilómetros da primeira corrida feitos a 3'35"/Km. Sabia que aquele não era, de todo, o meu andamento nesta fase da época, pelo que abrandei para perto dos 3'55"/Km, perdendo desde logo as minhas principais referências no meu escalão.

O ciclismo foi feito num grupo de cerca de 15 unidades que entretanto se foi formando. Tentei resguardar-me o mais possível mas, na aproximação à zona mais rápida e estreita do circuito, fazia questão de me colocar à frente, a fazer as despesas do grupo para, dessa forma, poder abordar esse troço mais protegido das consequências de eventuais incidentes. Acabámos por ser apanhados por outro grupo que nos sucedia. Esses atletas, mais rápidos, partiram o grupo mas acabei por conseguir seguir com eles.

Chegavam os últimos 5Km de corrida. Saí lento, desde logo. Mesmo assim, a cada quilómetro que passava via o meu ritmo cair, perdendo diversas das posições que entretanto havia conquistado. Fiz o último quilómetro perto dos 5'/Km, o que é algo de miserável. Acabei a prova na posição 57ª - 6º do escalão V2.

Em termos de balanço, julgo que o resultado demonstra bem a minha condição actual. Se o ano passado havia afinado o planeamento para conseguir, desde logo, competir a um nível aceitável, este ano o foco está em Outubro, pelo que tudo se estende mais no tempo. Mesmo assim, o objectivo definido foi cumprido, se bem que é sempre algo amargo ficar distante da nossa melhor prestação.


A minha próxima participação será a 28 de Abril, no Triatlo do Estoril (1,5; 40; 10) Km.

A foto estava no Facebook e ilustra uma fase da primeira corrida.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Próximo objectivo: Iberman


Dei, na passada segunda-feira, o primeiro passo rumo a um novo objectivo. Desta vez, uma experiência nova: Ironman - a distância mítica para todos os triatletas.

Serão 3,8Km a nadar, seguidos de um passeio de bicicleta de 180Km, feitos antes de correr a maratona - 42,195 Km. O destino foi escolhido, sobretudo, pelos custos reduzidos que esta prova apresenta face à concorrência. Será o Iberman, em Isla Cristina, em Huelva, Espanha, a 05 de Outubro.

Quando, o ano passado, desenhei a minha passagem desportiva pelo escalão Veteranos II [45-49 anos] no Triatlo, um dos objectivos então traçados foi a realização de uma prova nesta distância durante o corrente ano. Trata-se de uma distância na qual nunca tive qualquer experiência e onde a preparação assumirá uma importância fulcral no sucesso.

Talvez esta prova em concreto não fosse a minha primeira escolha. Mas, atento o buraco para onde a classe política nos empurra será (ainda) uma possibilidade, uma vez que a inscrição é lowcost (€200 com hotel incluído para 2 pessoas em duas noites) e relativamente perto de Portugal.

Recorri aos serviços do novo parceiro da minha equipa de Triatlo - o CAFPT, para realizar um bikefit à minha bicicleta de contra-relógio e irei apostar, em força, no segmento de ciclismo. Relativamente ao planeamento pedi ajuda aos mais experientes nesta área, nomeadamente na longa distância. Para já, a aposta, possível a esta distância será qualquer coisa como nadar em 1h13', 5h00 para o ciclismo e 3h15' para correr a maratona. A ver vamos que ajustamentos introduziremos aqui pelo meio.

segunda-feira, 4 de março de 2013

379,750 Km

Esta é a distância que percorri nas nove maratonas que já completei. Todas as que me propus terminar fi-lo abaixo das 3h00' e mais de metade abaixo das 2h45'. Portanto, já dá para fazer uma estatística e tirar umas conclusões engraçadas.

Vamos a isso:

E daqui surgem algumas conclusões interessantes:
  • Melhor marca - Londres
A corrida perfeita, com duas meias em tempos praticamente iguais. Se consideramos o tráfego da partida, podemos mesmo considerar que a fiz em "negative split". Valeu a companhia do saudoso António Jourdan com quem percorri, ombro a ombro, a última dezena de quilómetros.
  • Pior marca - Sevilha 10
Lesionado. Durante a preparação e com dores limitativas após o Km15. Foi pura sobrevivência e treino mental para chegar ao final abaixo das 3h00.
  • Melhor primeira meia - Hamburgo
Primeiros 10Km em 36', uma meia a 1h18' e um estoiro que se ouviu em Lisboa. Estava a voar, mas abordei mal a prova.
  • Melhor segunda meia - Londres
Foi a melhor Maratona da minha vida... Tudo saía bem. Bem que paguei o esforço, a vomitar já no quarto do hotel.
  • Pior primeira meia - Roma
Menos bem treinado e com falta de treinos longos decidi ser conservador para não haver disparates. Depois, a Cidade Eterna é bela e merece ser apreciada. Para quê pressas?
  • Pior segunda meia - Sevilha 10
Lesionado, já disse.
  • Prova mais equilibrada - Londres
Pois :-)
  • Maior peido - Hamburgo
Duas metades feitas por "duas pessoas diferentes". Catorze minutos de diferença é muita coisa. Portanto o maior incremento percentual de tempo entre a primeira e a segunda metades.
  • Melhor classificação absoluta - Lisboa
Em terra de cegos... Mesmo assim, o meu segundo melhor registo de sempre, com o Paulo Lamego e o Pedro Amaral a darem uma ajuda preciosa nos quilómetros finais.
  • Melhor classificação no escalão - Sevilha 12
Outra boa corrida, com uma chegada muito disputada e que me valeu a terceira posição por escassos segundos. Um pódio no escalão, numa maratona de nível internacional é digno de destaque.

Agora, venho o Tri-Iberman para a estreia na distância mítica do Triatlo.