domingo, 18 de novembro de 2012

Um novo brinquedo - garmin 910XT



Depois de vários anos de bons serviços, decidi vender o meu Polar S625X e adquirir um Garmin 910XT. Falo de cardiofrequencímetros que, nos dias que correm, são muito mais que isso. São autênticos treinadores de pulso que, constantemente, nos dão informação e alertas para cumprirmos o treino planeado.

Obviamente que os anos que separam o lançamento destes dois modelos, à escala tecnológica, representam, diria, algumas décadas. Apesar de gostar muito do Polar e do julgar uma magnífica ferramenta de treino, o Garmin apresenta uma panóplia de funcionalidades que constituem uma enorme mais valia.


Acresce que, o Garmin foi projectado a pensar no Triatlo e, como tal, reúne funcionalidades para a natação, ciclismo e corrida, permitindo ainda seleccionar o modo "Triatlo", incluindo as respectivas transições, onde um simples premir de tecla faz com que mude entre os diferentes segmentos.

O Garmin oferecer também um conjunto de 4 ecrãs de visualização da informação, programáveis com até 4 tipos diferentes de dados. Ou seja, podemos navegar entre 16 tipos diferentes de dados - ainda que tal seja um exagero.

Outra da mais valias que o Garmin oferece é na programação dos treinos. O céu é o limite. Ao contrário, no Polar, não podíamos combinar diferentes tipos de intervalos, com diferentes repetições, durações e descansos. Aqui sim, uma enorme vantagem do Garmin. Ah, e o GPS claro. Aqui não há paralelo com o Polar.

Do meu ponto de vista, o Polar leva vantagem em dois aspectos. Por um lado, consegue ser um relógio do dia-a-dia, sem necessidade de recarga da bateria com corrente eléctrica a cada 20h. Lembro-me de uma prova de BTT, com as características de um Ironbike, onde não há assim pontos de energia em qualquer lado... Talvez seja complicado ter o relógio funcional para todas as etapas.

A banda - eu tenho a Premium, é também muito mais ligeira e confortável. Contudo só é fidedigna se colocada devidamente humedecida.

A favor do Polar, o software próprio que acompanha o pacote, não obstante se poder utilizar também o portal da marca na Internet. Já o Garmin está confinado ao seu portal na rede - batsnte bom e completo, diga-se, ou à utilização de software de outros fabricantes.

Em suma, não será por falta de dados que não melhorarei o meu desempenho. :-)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

+1 na Nazaré

Partida na marginal da Nazaré...
Uma vez mais a Meia Maratona da Nazaré foi a primeira prova do planeamento para a Maratona. A marca foi muito semelhante à do ano passado, pese embora, ter menos tempo de preparação, ter saído da parte de trás do pelotão e o vento ser muito e forte.

Os primeiros 2Kms foram feitos a pinchar de um lado para o outro, na busca de espaço e de ritmo para correr à velocidade a que me tinha proposto: 3'50"/Km. As coisas lá se encaixaram e assim o fiz até Famalicão, localidade na qual é feito o retorno, perto do Km 13. A partir daí o vento passou a ser frontal e a dificultar imenso a progressão. O grupo desmembrou-se e acabei por me tentar resguardar junto do único atleta que restava. Apanhámos mais um e formámos um trio, mas por pouco tempo. Perto do Km 17 acabei por me isolar e, aproveitando um troço mais abrigado, fui em busca de melhores posições.  

Quem conhece a prova nazarena, conhecerá bem aquela malfadada recta final de 2Km, onde se vê a meta, relativamente perto, mas à qual nunca mais chegamos, especialmente em dias de muito vento. Era isso que me estava a acontecer. Acabei absorvido pelo grupo que trazia, protegida mas em grande esforço, a primeira mulher. Aproveitei e resguardei-me eu também no seio do grupo. A probre moça estava mesmo no limite e assomou-se-lhe um vómito... Bem! Era um sinal para mim, para me por dali a andar rapidamente e lá fiz os últimos 300m a andar mais forte concluindo na 82ª posição, com 1h23'37", cerca de meio minuto mais lento do que no ano passado.

Sem dúvida que a parte muscular foi a menos apta para fazer frente ao desafio. Temos muito tempo para a afinar. Para já, não há projectos no horizonte, apenas a minha décima presença no Tróia-Sagres, mas isso será de bicicleta!

Foto de http://www.portugalis.pt/a.asp?reg=1203



terça-feira, 6 de novembro de 2012

Memórias recentes

Comecei ontem a minha preparação para a Maratona de Sevilha. Vamos ver como corre e em que condições estarei daqui por 16 semanas.

Para já, ficam as recordações, recentes, de um evento extraordinário, no qual tive o privilégio de participar. Falo do Sky Road - Aldeias de Xisto, do qual vos deixo vídeo de resumo, já publicado no site oficial do evento.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Acção na Marginal

A Corrida do Tejo é uma das minhas provas preferidas. Por nada de especial. Tão só pelo cenário, magnífico, da Marginal, e pela boa organização que lhe é habitual.

Assim, ontem lá marquei presença em mais uma edição. Desta vez, depois de dois fins-de-semana contínuos de grande exigência física - Triatlo de Lisboa e SkyRoad Grand Fondo, pelo que fui completamente despreocupado, sem relógios e sem objectivos desportivos.

Depois da partida procurei um ritmo confortável e um grupo onde me pudesse encaixar. Ao longe vi o Miguel Fragoso, uma das minhas referências no Triatlo - se bem que ele seja uma fasquia elevadíssima, e acabei por o apanhar.

Bem encaixado no grupo, ritmo aparentemente confortável, via os quilómetros a passar rapidamente. Contudo, à passagem do Km 7, coincidente com a subida junto à Escola Náutica, as sensações alteravam-se. O ritmo quebrava um pouco e perdia uns metros para o grupo. A última subida, desde Stº Amaro de Oeiras, veio a agravar um pouco mais as coisas e a fadiga sobreveio.

Mesmo assim, passagem na meta com o tempo de 37'09", com um ritmo de 3'43"/Km, que deu a 97ª posição final. Acaba por ser o meu segundo melhor registo de sempre nesta prova, só superado pelos 36'40" obtidos em 2008. A juntar a isso, fui o melhor dos "Carmo" em prova - cerca de 30... Ou seja... o melhor da rua!!! lol

A prova marcou ainda o regresso da Helena a estas lides, depois de mais de um ano a debelar uma bursite. Como saiu da cauda do numeroso pelotão, viu-se e desejou-se até conseguir, efectivamente, correr no seu ritmo.

A foto é do Vitor Bastos e foi sacada na Cruz-Quebrada.

domingo, 14 de outubro de 2012

Estradas do céu - SkyRoad

Desfrutando o sol da Lousã...
Uma organização com o dedo do António Queirós tem, desde logo, uma garantia: estar um passo à frente da excelência. Creio que todos, entre as centenas de participantes no evento, sairam da Lousã com a mesma certeza.

O SKY ROAD Aldeias do Xisto (SRAX) é um evento de bicicleta de estrada, vocacionado para todos os praticantes de ciclismo e cicloturismo. É uma prova de resistência, dada a sua distância (aproximadamente 150 km) e o seu desnível acumulado (aproximadamente 3.500m), simulando uma etapa de montanha de uma qualquer grande volta ciclista (Tour de France, Vuelta a España ou Volta a Portugal).

Eram 08h00 quando foi dada a partida para o Sky Road. Depois de uns quilómetros, com velocidade controlada, pelas ruas da Lousã, passámos então a andamento livre. Esperáva-nos a primeira subida do dia, com cerca de 20Km, até aos 990m de altitude, segundo os dados do meu GPS.

Nunca me senti verdadeiramente confortável. As pernas estavam rijas e doridas, mostrando que ainda não estavam totalmente recuperadas do Triatlo Olímpico realizado seis dias antes. De qualquer forma, forcei para me manter num grupo com andamento simpático e onde seguiam as duas primeiras senhoras da competição feminina.

No topo, o vento, o frio e o nevoeiro marcavam presença. No alto das montanhas, mesmo em dias solarengos, as coisas são forçosamente diferentes. Ontem, uma vez mais, pode constatar-se isso.

Por lá andámos durante vários quilómetros até descermos, vertiginosamente, para a barragem de Santa Luzia. Vertiginosamente mesmo, com o ciclómetro a marcar 80Km/h... Geralmente, quando se desce desta maneira, sobe-se de forma idêntica. Assim, na encosta oposta uma subida ao mesmo nível. As minhas sensações a subir continuavam más e descolei do grupo. A relação 39*27, que montei propositadamente para este evento, parecia curta para tamanha inclinação.

Acabei por ter de ir atrás do prejuízo e forcei o andamento na aproximação à Pampilhosa da Serra para voltar a colar. Nesta localidade, o mesmo filme. Nova rampa insana, desta vez com um salpico de maldade, pois era em empedrado. E uma vez mais, lá tive de ir em perseguição do grupo, que voltei a integrar poucos quilómetros depois.

Nessa altura estabeleci como objectivo pessoal manter-me com eles até Castanheira de Pêra,  localidade que marcava o início da última subida do dia.

Aí estava ela. Treze quilómetros, com pouco desnível, preciosamente marcados, um a um. Não encerrava grandes dificuldades, mas a minha condição não era a melhor. Meti o ritmo constante e possível serra acima, associando a cada número do quilómetro marcado nas placas a ideia de um acontecimento, uma data ou uma pessoa. Enfim, um jogo mental para aligeirar as dificuldades.

Finalmente, o topo. Numa das placas sinalizadoras, a imagem de uma marreta partida. Belo simbolismo. Se não levámos com ela na subida, então tínhamo-la destruído. Faltavam apenas 20Km para a Lousã, sempre, sempre a descer.

Mas a descida trazia mais dificuldades. Por estranho que pareça, mais ainda do que a subida que acabava de transpor. Estava com frio e muscularmente dorido, pelo que não conseguia adoptar a posição ideal para descer. Optei assim por descer mais devagar e fui mesmo obrigado a uma paragem para me esticar um pouco.

A descida mostrava também os cuidados extremos colocados pela organização na construção do evento. Todas as curvas que envolvessem qualquer risco (mais fechadas, com areia no piso ou com irregularidades)  estavam devida e previamente assinaladas.

Pouco depois chegava à Lousã, após 5h34' a pedalar, com média de 28Km/h, com a memória recheada de boas vistas e bons momentos. Pena as pernas não estarem em condições para desfrutar, devidamente, dos últimos 35Km.

A foto, da Ana Serôdio, ilustra o guerreiro no seu descanso, aguardando pela restante armada do CNCVG presente no evento.