segunda-feira, 2 de julho de 2012

Boas sensações em Pedrógão Grande

Finalmente voltei a ter boas sensações numa prova de Triatlo. A primeira vez esta época. Depois de alguns desempenhos menos conseguidos nas provas anteriores em que participei, o treino parece ter começado a encaixar.


Contudo o início não foi fácil. A natação continua a não sair. Apesar de, na piscina, a evolução ter sido notória, o desempenho nas águas abertas tem mostrado o contrário. Em todas as provas em que participei este ano tive desempenhos piores do que em edições anteriores das mesmas provas.


Já o ciclismo correu pelo melhor. Consegui encaixar num grupo com excelente andamento, com os atletas Pedro Pinheiro, Délio Ferreira e o atleta da foto à minha frente, creio que António Fortuna. Fomos sempre conquistando posições, no selectivo percurso de Pedrógão, com um ritmo muito vivo e onde me resguardei permanentemente - até porque tinha pouco como contribuir para aquele andamento. Foi o 24º melhor registo do dia.


A transição não foi tão rápida quanto o que eu gostaria mas a corrida final satisfez-me. Ganhei mais uns quantos lugares e, mais importante, passei de terceiro para segundo do escalão. O primeiro lugar, estava infelizmente algo longe, comprometido pelo desempenho na água.


Em suma, fiquei imensamente satisfeito com o desempenho, até porque, ainda consegui fechar a equipa na sétima posição, em parceria com os dois internacionais, já medalhados internacionalmente, do CN CVG: o Francisco Machado e o Rúben Costa. O segundo lugar no escalão V2 foi o prémio final, numa prova onde fui o 60º em 188 atletas.


O Campeonato do Mundo de Triatlo Longo, em Vitoria-Gasteiz, está apenas a 4 semanas de distância. Até lá, apenas competirei no meu triatlo olímpico preferido: Vila Viçosa. Será, seguramente, um excelente teste. Veremos se as boas sensações perduram ou, quiçá, melhoram até lá...


A foto é da Rita Ramos, sacada em plena rotunda, antes de começar a descer para a Barragem do Cabril

domingo, 17 de junho de 2012

É já ali

Aproveitando o facto da Helena ir jogar Pólo Aquático a Évora, engendrei um treino longo, rolante, para encaixar mais uns quilómetros na Specialized Transition. Contei ainda com a preciosa ajuda do Paulo Lamego, que me acompanhou do Barreiro a Vendas Novas e, também, do Cláudio Nogueira, que fez o mesmo entre Vendas Novas e Évora. Obrigado a ambos pela amizade.


Saí de casa direito à estação fluvial do Terreiro do Paço, que alcancei em menos de uma hora, mas com o senão de, algures pelo caminho, ter perdido um dos meus preciosos bidãos da Camelbak. Felizmente o dia não estava assim tão quente.


No Barreiro tinha o Lamego à minha espera. Ultrapassada a zona urbana e entrados na N4 demos-lhe bem. No longo falso plano onde, semanas antes, a descer, não havíamos passados dos 30Km/h, desta vez, a subir, fomos sempre acima dos 40Km/h. A Transition é de facto uma bicicleta impressionante, mesmo utilizando umas rodas tradicionais... Acho que acertei com o setup. O último ajustamento, na largura dos apoios dos cotovelos, revelou-se precioso. Houvesse melhores pernas, que aquilo ainda andaria mais depressa.


Parámos então em Pegões para reabastecer e seguimos para Vendas Novas a ritmos mais tranquilos. Aí tinha já o Cláudio à espera. Passado o testemunho (no caso, eu) o Lamego regressou a casa e eu segui na companhia do Cláudio. Primeiro, pondo a conversa em dia, depois, após Montemor-o-Novo, um pouco mais depressa, numa estrada de bermas generosas, com alcatrão imaculado, onde a velocidade chegou a passar dos 60Km/h, ajudada pelo vento.


No que respeita ao jogo do Pólo, só posso dizer que me cansei mais a assistir à generosidade da Helena dentro de água, do que com a viagem de bicicleta. Golos, entradas, assistências, não deixar o pivot adversário "cheirar a borracha"... Aos 45 anos e menos treinada é impressionante. Valeu a pena a viagem, para ter o privilégio de assistir ao perdurar de rotinas, de algumas das antigas jogadoras da selecção nacional, mesmo com mais uns anitos no cartão de cidadão.


Para a história: 150Km, 4h44', 32Km/h de média. O trajecto entre o Terreiro do Paço e o Barreiro foi realizado de barco.

domingo, 10 de junho de 2012

Desempenho sofrível em Oeiras

O triatlo de Oeiras é, por muitos, considerado um dos mais belos do circuito nacional. O enquadramento paisagístico é realmente notável e, o muito público que a prova atrai ajuda à festa. Oeiras é também uma prova onde a natação tem um peso muito grande, já que o ciclismo propicia a formação de grupos grandes e não existem grandes dificuldades para transpor.


Depois de em anos anteriores ter conseguido boas prestações nesta prova, este ano as coisas não correram pelo melhor. A natação foi, como habitualmente, demasiado fraca, prejudicada ainda por uma má escolha da posição de saída e pela batalha aquática que foi a passagem da primeira bóia.


No ciclismo andei muito rápido até conseguir apanhar um grupo. A partir dessa altura o andamento refreou, fruto do vento de frente após o retorno e da pouca colaboração dos restantes elementos para fazer mexer as coisas.

A corrida foi insuficiente para as necessidades de recuperação resultando num 123º lugar final e 8º do escalão.



Foto do Carlos Maia 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A tareia, a carícia e a lesma!

Domingo foi dia de meter quilómetros. Não tantos como os inicialmente previstos, mas mesmo assim foram 130Km, pelas estradas da margem Sul do Tejo, local ao qual, há poucos anos, um ilustre (des)governante apelidou, carinhosamente, como "o deserto".


Foi pois no tal "deserto" que rolámos, diga-se, a ritmos pouco extravagantes. Destaque apenas para uma recta, na N5, com mais de 8Km de extensão. Pudemos também ver que, no tal "deserto" existem pessoas, edifícios, animais, culturas agrícolas... Estranho!


A saída foi de Cacilhas, onde chegámos de barco. O primeiro destino foi o alto da Serra da Arrábida, de onde contemplámos o Sado, o Atlântico e a península de Tróia. Sempre bonito de ver. Rumámos depois a Setúbal, Praias do Sado, Águas de Moura e Poceirão. Face ao horário, alterámos o trajecto, que inicialmente passava por Alcochete e rumámos ao Montijo. Alterámos também o destino e parámos no Barreiro, onde apanhámos o barco de regresso a Lisboa.


Aquilo que estava previsto no "Tareão no deserto" acabou por não passar de uma suave carícia. Não por culpa do Paulo Lamego e dos seus amigos, que bem se esmeraram para nos acompanhar pelas mais rolantes estradas do "deserto", mas antes pela "lesmice" instalada de alguns elementos... Ou seja, há entre nós uma lesma vertebrada!

Até breve!



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Longo em S. Jacinto

Dois objectivos me moviam no Triatlo Longo de S. Jacinto: chegar a um dos lugares do pódio e fazer um registo abaixo das 4h30'.

Concretizei o primeiro deles ao alcançar a segunda posição no escalão e a tornar-me Vice-Campeão Nacional de Triatlo Longo, no escalão V2, na época 2012. A vitória foi para o Miguel Fragoso, que se tem mostrado inalcançável.

A natação continua a ser um problema. Persisto em não transpor as evidentes melhorias, verificadas em piscina, para as águas abertas. Aliás, consegui mesmo a "proeza" de fazer pior, em cerca de 1'30" do que no ano anterior!!! Confesso que isto me irrita... Se fosse do  tipo depressivo já tinha cortado os pulsos! :-)

No segmento de ciclismo, estreava em competição a minha bicicleta de contra-relógio. A Specialized Transition permitiu cumprir os 90Km do percurso de forma muito confortável e mais rápida do que no ano passado. Mesmo não estando com o nível de ciclismo de então. Fiz a esmagadora maioria do percurso sobre os aerobars, sempre confortável. Comparativamente à edição de 2011 melhorei cerca de 3'.

Da corrida esperava melhor. Apenas na quarta das cinco voltas do percurso consegui correr com alguma qualidade. Fi-lo no sentido de apanhar um atleta - o Paulo Canário, que me antecedia e que julgava ser do meu escalão. Afinal ele é V1 pelo que não contava para as minhas contas. Paguei o facto na quinta volta, onde baixei o andamento de forma significativa. Mesmo assim, um minuto mais rápido do que no ano anterior.

Volto a sair de S. Jacinto bastante satisfeito mas também com a confirmação de algumas ideias. O ciclismo carece de alguma melhoria e deverei ser um pouco mais conservador naquele segmento, se quiser correr ao meu melhor nível. Fi-lo no Longo de Lisboa 2011 e, muito provavelmente, as contas sairão beneficiadas dessa forma.

Tenho de ser mais rigoroso no cumprimento da estratégia de nutrição e hidratação. Meio bidão a menos no ciclismo significou menos água e menos energia. Talvez daí os sinais de alguma desidratação evidenciados.

Palavra para os meus companheiros de equipa que tornaram ainda mais agradável este fim-de-semana. Obrigado Lamego, Machado, Lourenço e Santos.

A primeira foto é do Paulo Lamego e mostra o pódio: Miguel Fragoso, eu e o espanhol Alfredo Sierra.

A segunda é minha e ilustra os preparativos da véspera.