Aproveitando o facto da Helena ir jogar Pólo Aquático a Évora, engendrei um treino longo, rolante, para encaixar mais uns quilómetros na Specialized Transition. Contei ainda com a preciosa ajuda do Paulo Lamego, que me acompanhou do Barreiro a Vendas Novas e, também, do Cláudio Nogueira, que fez o mesmo entre Vendas Novas e Évora. Obrigado a ambos pela amizade.
Saí de casa direito à estação fluvial do Terreiro do Paço, que alcancei em menos de uma hora, mas com o senão de, algures pelo caminho, ter perdido um dos meus preciosos bidãos da Camelbak. Felizmente o dia não estava assim tão quente.
No Barreiro tinha o Lamego à minha espera. Ultrapassada a zona urbana e entrados na N4 demos-lhe bem. No longo falso plano onde, semanas antes, a descer, não havíamos passados dos 30Km/h, desta vez, a subir, fomos sempre acima dos 40Km/h. A Transition é de facto uma bicicleta impressionante, mesmo utilizando umas rodas tradicionais... Acho que acertei com o setup. O último ajustamento, na largura dos apoios dos cotovelos, revelou-se precioso. Houvesse melhores pernas, que aquilo ainda andaria mais depressa.
Parámos então em Pegões para reabastecer e seguimos para Vendas Novas a ritmos mais tranquilos. Aí tinha já o Cláudio à espera. Passado o testemunho (no caso, eu) o Lamego regressou a casa e eu segui na companhia do Cláudio. Primeiro, pondo a conversa em dia, depois, após Montemor-o-Novo, um pouco mais depressa, numa estrada de bermas generosas, com alcatrão imaculado, onde a velocidade chegou a passar dos 60Km/h, ajudada pelo vento.
No que respeita ao jogo do Pólo, só posso dizer que me cansei mais a assistir à generosidade da Helena dentro de água, do que com a viagem de bicicleta. Golos, entradas, assistências, não deixar o pivot adversário "cheirar a borracha"... Aos 45 anos e menos treinada é impressionante. Valeu a pena a viagem, para ter o privilégio de assistir ao perdurar de rotinas, de algumas das antigas jogadoras da selecção nacional, mesmo com mais uns anitos no cartão de cidadão.
Para a história: 150Km, 4h44', 32Km/h de média. O trajecto entre o Terreiro do Paço e o Barreiro foi realizado de barco.
domingo, 17 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
Desempenho sofrível em Oeiras
O triatlo de Oeiras é, por muitos, considerado um dos mais belos do circuito nacional. O enquadramento paisagístico é realmente notável e, o muito público que a prova atrai ajuda à festa. Oeiras é também uma prova onde a natação tem um peso muito grande, já que o ciclismo propicia a formação de grupos grandes e não existem grandes dificuldades para transpor.
Depois de em anos anteriores ter conseguido boas prestações nesta prova, este ano as coisas não correram pelo melhor. A natação foi, como habitualmente, demasiado fraca, prejudicada ainda por uma má escolha da posição de saída e pela batalha aquática que foi a passagem da primeira bóia.
No ciclismo andei muito rápido até conseguir apanhar um grupo. A partir dessa altura o andamento refreou, fruto do vento de frente após o retorno e da pouca colaboração dos restantes elementos para fazer mexer as coisas.
A corrida foi insuficiente para as necessidades de recuperação resultando num 123º lugar final e 8º do escalão.
Foto do Carlos Maia
Depois de em anos anteriores ter conseguido boas prestações nesta prova, este ano as coisas não correram pelo melhor. A natação foi, como habitualmente, demasiado fraca, prejudicada ainda por uma má escolha da posição de saída e pela batalha aquática que foi a passagem da primeira bóia.
No ciclismo andei muito rápido até conseguir apanhar um grupo. A partir dessa altura o andamento refreou, fruto do vento de frente após o retorno e da pouca colaboração dos restantes elementos para fazer mexer as coisas.
A corrida foi insuficiente para as necessidades de recuperação resultando num 123º lugar final e 8º do escalão.
Foto do Carlos Maia
segunda-feira, 4 de junho de 2012
A tareia, a carícia e a lesma!
Domingo foi dia de meter quilómetros. Não tantos como os inicialmente previstos, mas mesmo assim foram 130Km, pelas estradas da margem Sul do Tejo, local ao qual, há poucos anos, um ilustre (des)governante apelidou, carinhosamente, como "o deserto".
Foi pois no tal "deserto" que rolámos, diga-se, a ritmos pouco extravagantes. Destaque apenas para uma recta, na N5, com mais de 8Km de extensão. Pudemos também ver que, no tal "deserto" existem pessoas, edifícios, animais, culturas agrícolas... Estranho!
A saída foi de Cacilhas, onde chegámos de barco. O primeiro destino foi o alto da Serra da Arrábida, de onde contemplámos o Sado, o Atlântico e a península de Tróia. Sempre bonito de ver. Rumámos depois a Setúbal, Praias do Sado, Águas de Moura e Poceirão. Face ao horário, alterámos o trajecto, que inicialmente passava por Alcochete e rumámos ao Montijo. Alterámos também o destino e parámos no Barreiro, onde apanhámos o barco de regresso a Lisboa.
Aquilo que estava previsto no "Tareão no deserto" acabou por não passar de uma suave carícia. Não por culpa do Paulo Lamego e dos seus amigos, que bem se esmeraram para nos acompanhar pelas mais rolantes estradas do "deserto", mas antes pela "lesmice" instalada de alguns elementos... Ou seja, há entre nós uma lesma vertebrada!
Até breve!
Foi pois no tal "deserto" que rolámos, diga-se, a ritmos pouco extravagantes. Destaque apenas para uma recta, na N5, com mais de 8Km de extensão. Pudemos também ver que, no tal "deserto" existem pessoas, edifícios, animais, culturas agrícolas... Estranho!
A saída foi de Cacilhas, onde chegámos de barco. O primeiro destino foi o alto da Serra da Arrábida, de onde contemplámos o Sado, o Atlântico e a península de Tróia. Sempre bonito de ver. Rumámos depois a Setúbal, Praias do Sado, Águas de Moura e Poceirão. Face ao horário, alterámos o trajecto, que inicialmente passava por Alcochete e rumámos ao Montijo. Alterámos também o destino e parámos no Barreiro, onde apanhámos o barco de regresso a Lisboa.
Aquilo que estava previsto no "Tareão no deserto" acabou por não passar de uma suave carícia. Não por culpa do Paulo Lamego e dos seus amigos, que bem se esmeraram para nos acompanhar pelas mais rolantes estradas do "deserto", mas antes pela "lesmice" instalada de alguns elementos... Ou seja, há entre nós uma lesma vertebrada!
Até breve!
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Longo em S. Jacinto
Dois objectivos me moviam no Triatlo Longo de S. Jacinto: chegar a um dos lugares do pódio e fazer um registo abaixo das 4h30'.
Concretizei o primeiro deles ao alcançar a segunda posição no escalão e a tornar-me Vice-Campeão Nacional de Triatlo Longo, no escalão V2, na época 2012. A vitória foi para o Miguel Fragoso, que se tem mostrado inalcançável.
A natação continua a ser um problema. Persisto em não transpor as evidentes melhorias, verificadas em piscina, para as águas abertas. Aliás, consegui mesmo a "proeza" de fazer pior, em cerca de 1'30" do que no ano anterior!!! Confesso que isto me irrita... Se fosse do tipo depressivo já tinha cortado os pulsos! :-)
No segmento de ciclismo, estreava em competição a minha bicicleta de contra-relógio. A Specialized Transition permitiu cumprir os 90Km do percurso de forma muito confortável e mais rápida do que no ano passado. Mesmo não estando com o nível de ciclismo de então. Fiz a esmagadora maioria do percurso sobre os aerobars, sempre confortável. Comparativamente à edição de 2011 melhorei cerca de 3'.
Da corrida esperava melhor. Apenas na quarta das cinco voltas do percurso consegui correr com alguma qualidade. Fi-lo no sentido de apanhar um atleta - o Paulo Canário, que me antecedia e que julgava ser do meu escalão. Afinal ele é V1 pelo que não contava para as minhas contas. Paguei o facto na quinta volta, onde baixei o andamento de forma significativa. Mesmo assim, um minuto mais rápido do que no ano anterior.
Volto a sair de S. Jacinto bastante satisfeito mas também com a confirmação de algumas ideias. O ciclismo carece de alguma melhoria e deverei ser um pouco mais conservador naquele segmento, se quiser correr ao meu melhor nível. Fi-lo no Longo de Lisboa 2011 e, muito provavelmente, as contas sairão beneficiadas dessa forma.
Tenho de ser mais rigoroso no cumprimento da estratégia de nutrição e hidratação. Meio bidão a menos no ciclismo significou menos água e menos energia. Talvez daí os sinais de alguma desidratação evidenciados.
Palavra para os meus companheiros de equipa que tornaram ainda mais agradável este fim-de-semana. Obrigado Lamego, Machado, Lourenço e Santos.
A primeira foto é do Paulo Lamego e mostra o pódio: Miguel Fragoso, eu e o espanhol Alfredo Sierra.
A segunda é minha e ilustra os preparativos da véspera.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Uma bosta!
Domingo fiz o meu segundo triatlo da época. Aliás, devia ter feito pois, um furo, cerca do Km13, levou-me à desistência.
De qualquer forma as sensações não foram boas. Sentia-me cansado antes da prova e senti-me cansado durante a mesma.
A estratégia passava por não me desgastar em demasia, pensando no Triatlo Longo de Aveiro, que será já no próximo Domingo. Assim, tentaria apenas cumprir, garantindo a posição para a equipa no Campeonato Nacional de Clubes. Se no decorrer da prova houvesse oportunidade para algo melhor, no plano individual, logo tentaria não desperdiçar a oportunidade.
Apesar de ter tentado nadar descontraído, não o consegui fazer de forma efectiva. Bati os 1500m em 29'48" sem grande conforto. A transição demorou uma eternidade e saí para o ciclismo debaixo de chuva e com algum vento. A foto ilustra bem o desconforto sobre a bicicleta...
A minha performance desportiva e o frio não se dão bem. Quezílias antigas. As pernas frias e o piso escorregadio não ajudavam. As zonas técnicas eram feitas de forma lenta sem correr qualquer risco. Pouco depois de iniciar a terceira de seis voltas, sinto a frente da bicicleta rija. Olho para o pneu e verifico que a corrida, para mim, acabava ali. Um furo!
Estranhamente eram muitos os atletas com a bicicleta pela mão. Foram mais de vinte furos e quatro correntes partidas. Algo completamente invulgar numa prova de Triatlo. A chuva havia arrastado o lixo da berma para a estrada e as pequenas pedras, vidros, pedaços de metal, arrasaram o pelotão.
Fiquei desapontado com o sucedido mas, no plano estritamente pessoal, talvez não tenha sido assim tão mau. Afinal, vou enfrentar o Longo de Aveiro mais descansado. Mas também vou sem ainda ter experimentado boas sensações nesta época de Triatlo. Depois da Maratona de Sevilha ainda não tive um registo digno de nota.
A foto é do Carlos Maia. Um fervoroso adepto da modalidade que acompanha o seu filho David, também ele atleta da modalidade. As fotografias do Carlos conseguem captar a alma dos atletas. Isso não está ao alcance de qualquer um. Obrigado Carlos!
De qualquer forma as sensações não foram boas. Sentia-me cansado antes da prova e senti-me cansado durante a mesma.
A estratégia passava por não me desgastar em demasia, pensando no Triatlo Longo de Aveiro, que será já no próximo Domingo. Assim, tentaria apenas cumprir, garantindo a posição para a equipa no Campeonato Nacional de Clubes. Se no decorrer da prova houvesse oportunidade para algo melhor, no plano individual, logo tentaria não desperdiçar a oportunidade.
Apesar de ter tentado nadar descontraído, não o consegui fazer de forma efectiva. Bati os 1500m em 29'48" sem grande conforto. A transição demorou uma eternidade e saí para o ciclismo debaixo de chuva e com algum vento. A foto ilustra bem o desconforto sobre a bicicleta...
A minha performance desportiva e o frio não se dão bem. Quezílias antigas. As pernas frias e o piso escorregadio não ajudavam. As zonas técnicas eram feitas de forma lenta sem correr qualquer risco. Pouco depois de iniciar a terceira de seis voltas, sinto a frente da bicicleta rija. Olho para o pneu e verifico que a corrida, para mim, acabava ali. Um furo!
Estranhamente eram muitos os atletas com a bicicleta pela mão. Foram mais de vinte furos e quatro correntes partidas. Algo completamente invulgar numa prova de Triatlo. A chuva havia arrastado o lixo da berma para a estrada e as pequenas pedras, vidros, pedaços de metal, arrasaram o pelotão.
Fiquei desapontado com o sucedido mas, no plano estritamente pessoal, talvez não tenha sido assim tão mau. Afinal, vou enfrentar o Longo de Aveiro mais descansado. Mas também vou sem ainda ter experimentado boas sensações nesta época de Triatlo. Depois da Maratona de Sevilha ainda não tive um registo digno de nota.
A foto é do Carlos Maia. Um fervoroso adepto da modalidade que acompanha o seu filho David, também ele atleta da modalidade. As fotografias do Carlos conseguem captar a alma dos atletas. Isso não está ao alcance de qualquer um. Obrigado Carlos!
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