segunda-feira, 21 de maio de 2012

Uma bosta!

Domingo fiz o meu segundo triatlo da época. Aliás, devia ter feito pois, um furo, cerca do Km13, levou-me à desistência.
De qualquer forma as sensações não foram boas. Sentia-me cansado antes da prova e senti-me cansado durante a mesma.


A estratégia passava por não me desgastar em demasia, pensando no Triatlo Longo de Aveiro, que será já no próximo Domingo. Assim, tentaria apenas cumprir, garantindo a posição para a equipa no Campeonato Nacional de Clubes. Se no decorrer da prova houvesse oportunidade para algo melhor, no plano individual, logo tentaria não desperdiçar a oportunidade.


Apesar de ter tentado nadar descontraído, não o consegui fazer de forma efectiva. Bati os 1500m em 29'48" sem grande conforto. A transição demorou uma eternidade e saí para o ciclismo debaixo de chuva e com algum vento. A foto ilustra bem o desconforto sobre a bicicleta...


A minha performance desportiva e o frio não se dão bem. Quezílias antigas. As pernas frias e o piso escorregadio não ajudavam. As zonas técnicas eram feitas de forma lenta sem correr qualquer risco. Pouco depois de iniciar a terceira de seis voltas, sinto a frente da bicicleta rija. Olho para o pneu e verifico que a corrida, para mim, acabava ali. Um furo!


Estranhamente eram muitos os atletas com a bicicleta pela mão. Foram mais de vinte furos e quatro correntes partidas. Algo completamente invulgar numa prova de Triatlo. A chuva havia arrastado o lixo da berma para a estrada e as pequenas pedras, vidros, pedaços de metal, arrasaram o pelotão.


Fiquei desapontado com o sucedido mas, no plano estritamente pessoal, talvez não tenha sido assim tão mau. Afinal, vou enfrentar o Longo de Aveiro mais descansado. Mas também vou sem ainda ter experimentado boas sensações nesta época de Triatlo. Depois da Maratona de Sevilha ainda não tive um registo digno de nota.


A foto é do Carlos Maia. Um fervoroso adepto da modalidade que acompanha o seu filho David, também ele atleta da modalidade. As fotografias do Carlos conseguem captar a alma dos atletas. Isso não está ao alcance de qualquer um. Obrigado Carlos!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pedaladas no Pedal Interior Sul

Nas últimas semanas tenho dado mais algum ênfase ao treino de ciclismo, aproveitando os últimos feriados e fins-de-semana. Este Domingo não foi excepção e o destino foi, o já há muito prometido: Oleiros.

A equipa de Triatlo do CN CVG com alguns convidados. O alojamento foi nos magníficos bungalows do Parque de Campismo de Oleiros, disponíveis para nós durante todo o fim-de-semana.



O percurso antevia-se de grande exigência. Quem conhece a zona sabe que, por ali, não há zonas planas. Ou se sobe ou se desce. Assim, começámos logo a subir, saindo de Oleiros na direcção da Pampilhosa da Serra, onde fomos beber um café.
Retornámos ao alto e seguimos na direcção de Pedrógão Grande, numa estrada recortada no sopé da Serra da Lousã. 


Chegados a este concelho leiriense apontámos à Sertã, percorrendo a mítica estrada N2, a tal que liga Chaves a Faro. O destino seguinte foi Proença-a-Nova, que alcançámos por uma estrada exigente, em parte devido ao piso menos cuidado.


Agora sim. Ia começar a subida mais agressiva do dia, tanto pela distância como pela inclinação de alguns troços.  Valia que podíamos desfrutar de spots fantásticos, como a Praia Fluvial do Malhadal, a localidade de Ermida, ou as vistas do Cabeço Raínho.


Tinha algum receio de, ao fim de 110Km, ter de abordar as ditas subidas com uma desmultiplicação 39-23, mas a coisa acabou por se fazer sem novidade de maior, atingindo o ponto de cota mais elevada, com 836m.


Fica o registo de 154Km, pedalados em 6h32', com um desnível acumulado de 4010m. A foto ilustra os participantes à partida e é da Rita Ramos. A outra foto, em movimento, foi sacada pelo Ricardo Silva.






domingo, 22 de abril de 2012

Havia 7 anos que não fazia isto...



A última vez que competi num Duatlo Standard (10Km, 40Km, 5Km) foi em 2005, na Azambuja. Já não me lembrava do quão duro é este formato de competição. De tal forma, que para acrescentar mais uns quilómetros, decidi deslocar-me de bicicleta até Torres Vedras. Ficou feito o aquecimento com 42Km ondulados realizados previamente.


Iniciei os primeiros 10Km de corrida num bom ritmo. Contudo, a partir da terceira de quatro voltas reduzi um pouco um ritmo e fui incapaz de me manter num grupo que integrava bons ciclistas e que antevia um bom andamento no ciclismo. Cumpri a primeira corrida (9500m) em 34'04". O percurso de corrida era difícil. Um misto de terra e alcatrão, curvas a 90º, subidas, descidas.


O percurso de ciclismo era também ele bastante duro. Topos e rotundas a obrigarem a relançamentos do andamento. Perdi, logo ao início, um primeiro grupo de 4 unidades. Fui pouco depois, absorvido por um outro grupo, este já mais numeroso. Acabámos por alcançar o tal grupo que eu havia perdido antes e assim nos mantivemos até final. Bom andamento, com média de 35,5Km/h, com as rotundas a serem passadas com velocidade. No final, consegui destacar-me e ser o primeiro a entrar no Parque de Transição.


Comecei a correr a sentir o peso do treino, menos aprimorado, nas pernas. Mesmo assim encontrei um ritmo razoável para o estado em que me encontrava mas, na última das duas voltas finais entrei em perda e deixei afastar os meus adversários mais próximos. Fiz um registo sofrível de 19'26" em 4800m.


Acabei por perder o primeiro lugar do escalão V2 na última volta de corrida. Mesmo assim, pela primeira vez baixei das 2h00 numa prova desta distância. Fiz 1h59'36" o que deu para o 52º lugar da geral e o segundo do escalão V2 ganho, muito justamente, pelo António Calafate. Ele fartou-se de trabalhar no ciclismo, eu não tive condições para o fazer.


Ainda há bastantes quilómetros para percorrer para afinar a máquina. Continuemos!







quarta-feira, 4 de abril de 2012

O estranho dia em que o triatlo não interessou...

A tragédia abalou-se sobre aquilo que seria um fim-de-semana de festa de triatlo em Quarteira. A notícia, chocante e inesperada, do falecimento do antigo seleccionador nacional, António Jourdan, durante a noite, marcou fortemente o segundo dia de provas, transfigurando os rostos de todos aqueles que com ele tiveram o privilégio de privar.


Minutos depois, o meu colega de equipa, o "puto" júnior Francisco Machado conquistava uma medalha de bronze na Taça da Europa, com as cores da selecção nacional. As minhas emoções ficavam perfeitamente baralhadas.


A vontade de competir esvaía-se com o pensamento no sucedido. Mas recordar Jourdan é forçosamente recordar as incontáveis horas que deu ao Triatlo. A forma de melhor o homenagear seria, seguramente, dar continuidade às sementes que ajudou a lançar, e dessa forma engrossar o pelotão que partiria para o campeonato Nacional de Clubes.


Optei por nadar por fora, longe do contacto, mesmo que tal significasse uns metros a mais. Cumpri os 750m em pouco mais de 13'. O ciclismo ressentiu-se da falta de quilómetros, fruto do treino para a Maratona que realizei nos últimos meses. Não pude por isso espevitar o andamento do meu grupo da forma que tanto gosto. A corrida final foi cumprida sem notas dignas de registo. No final, o sempre sensaborão 4º lugar no escalão (70º da geral), com um registo de 1h05'.


Agora é tempo de deixar que o tempo apague a amargura...

sábado, 24 de março de 2012

N13 - Do Ave ao Lima

Aproveitando uma estada na Póvoa de Varzim, decidi dar um saltinho até à bela Viana do Castelo, assim só para a apreciar da margem esquerda do Lima. Pelo caminho cruzei o Cávado, ali junto a Esposende e a partida foi junto ao Ave, entre Vila do Conde e a Póvoa.

A N13, estrada que liga o Porto a Vila Nova de Cerveira, junto à fronteira com a Galiza e que constitui parte do Caminho de Santiago, cruza inúmeras povoações e é maioritariamente plana com piso aceitável. Foi por isso relativamente fácil cobrir os 82 Km do percurso a uma média de 35 Km/h.



No regresso, na povoação de Darque entrei num café para me abastecer de água. Infelizmente só havia garrafas das pequenas, pelo que o dono do café sugeriu: - Vá ali ao lado, ao talho, que têm de certeza. - No talho? - questionei eu. - Sim... No talho. E pasme-se, comprei uma garrafa de 1,5l de água, fresca, por €0,50! Só mesmo no Norte tal é possível.


A foto foi sacada com o meu telemóvel e ilustra uma obra de arte rodo-ferroviária: a Ponte Eiffel. Substituiu em 30 de Junho de 1878, uma primitiva ponte de madeira, sendo um projecto da Casa Gustave Eiffel. Este rapaz fazia umas coisas duradouras... :-)