Nas últimas semanas tenho dado mais algum ênfase ao treino de ciclismo, aproveitando os últimos feriados e fins-de-semana. Este Domingo não foi excepção e o destino foi, o já há muito prometido: Oleiros.
A equipa de Triatlo do CN CVG com alguns convidados. O alojamento foi nos magníficos bungalows do Parque de Campismo de Oleiros, disponíveis para nós durante todo o fim-de-semana.
O percurso antevia-se de grande exigência. Quem conhece a zona sabe que, por ali, não há zonas planas. Ou se sobe ou se desce. Assim, começámos logo a subir, saindo de Oleiros na direcção da Pampilhosa da Serra, onde fomos beber um café.
Retornámos ao alto e seguimos na direcção de Pedrógão Grande, numa estrada recortada no sopé da Serra da Lousã.
Chegados a este concelho leiriense apontámos à Sertã, percorrendo a mítica estrada N2, a tal que liga Chaves a Faro. O destino seguinte foi Proença-a-Nova, que alcançámos por uma estrada exigente, em parte devido ao piso menos cuidado.
Agora sim. Ia começar a subida mais agressiva do dia, tanto pela distância como pela inclinação de alguns troços. Valia que podíamos desfrutar de spots fantásticos, como a Praia Fluvial do Malhadal, a localidade de Ermida, ou as vistas do Cabeço Raínho.
Tinha algum receio de, ao fim de 110Km, ter de abordar as ditas subidas com uma desmultiplicação 39-23, mas a coisa acabou por se fazer sem novidade de maior, atingindo o ponto de cota mais elevada, com 836m.
Fica o registo de 154Km, pedalados em 6h32', com um desnível acumulado de 4010m. A foto ilustra os participantes à partida e é da Rita Ramos. A outra foto, em movimento, foi sacada pelo Ricardo Silva.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
Havia 7 anos que não fazia isto...
Iniciei os primeiros 10Km de corrida num bom ritmo. Contudo, a partir da terceira de quatro voltas reduzi um pouco um ritmo e fui incapaz de me manter num grupo que integrava bons ciclistas e que antevia um bom andamento no ciclismo. Cumpri a primeira corrida (9500m) em 34'04". O percurso de corrida era difícil. Um misto de terra e alcatrão, curvas a 90º, subidas, descidas.
O percurso de ciclismo era também ele bastante duro. Topos e rotundas a obrigarem a relançamentos do andamento. Perdi, logo ao início, um primeiro grupo de 4 unidades. Fui pouco depois, absorvido por um outro grupo, este já mais numeroso. Acabámos por alcançar o tal grupo que eu havia perdido antes e assim nos mantivemos até final. Bom andamento, com média de 35,5Km/h, com as rotundas a serem passadas com velocidade. No final, consegui destacar-me e ser o primeiro a entrar no Parque de Transição.
Comecei a correr a sentir o peso do treino, menos aprimorado, nas pernas. Mesmo assim encontrei um ritmo razoável para o estado em que me encontrava mas, na última das duas voltas finais entrei em perda e deixei afastar os meus adversários mais próximos. Fiz um registo sofrível de 19'26" em 4800m.
Acabei por perder o primeiro lugar do escalão V2 na última volta de corrida. Mesmo assim, pela primeira vez baixei das 2h00 numa prova desta distância. Fiz 1h59'36" o que deu para o 52º lugar da geral e o segundo do escalão V2 ganho, muito justamente, pelo António Calafate. Ele fartou-se de trabalhar no ciclismo, eu não tive condições para o fazer.
Ainda há bastantes quilómetros para percorrer para afinar a máquina. Continuemos!
quarta-feira, 4 de abril de 2012
O estranho dia em que o triatlo não interessou...
A tragédia abalou-se sobre aquilo que seria um fim-de-semana de festa de triatlo em Quarteira. A notícia, chocante e inesperada, do falecimento do antigo seleccionador nacional, António Jourdan, durante a noite, marcou fortemente o segundo dia de provas, transfigurando os rostos de todos aqueles que com ele tiveram o privilégio de privar.
Minutos depois, o meu colega de equipa, o "puto" júnior Francisco Machado conquistava uma medalha de bronze na Taça da Europa, com as cores da selecção nacional. As minhas emoções ficavam perfeitamente baralhadas.
A vontade de competir esvaía-se com o pensamento no sucedido. Mas recordar Jourdan é forçosamente recordar as incontáveis horas que deu ao Triatlo. A forma de melhor o homenagear seria, seguramente, dar continuidade às sementes que ajudou a lançar, e dessa forma engrossar o pelotão que partiria para o campeonato Nacional de Clubes.
Optei por nadar por fora, longe do contacto, mesmo que tal significasse uns metros a mais. Cumpri os 750m em pouco mais de 13'. O ciclismo ressentiu-se da falta de quilómetros, fruto do treino para a Maratona que realizei nos últimos meses. Não pude por isso espevitar o andamento do meu grupo da forma que tanto gosto. A corrida final foi cumprida sem notas dignas de registo. No final, o sempre sensaborão 4º lugar no escalão (70º da geral), com um registo de 1h05'.
Agora é tempo de deixar que o tempo apague a amargura...
Minutos depois, o meu colega de equipa, o "puto" júnior Francisco Machado conquistava uma medalha de bronze na Taça da Europa, com as cores da selecção nacional. As minhas emoções ficavam perfeitamente baralhadas.
A vontade de competir esvaía-se com o pensamento no sucedido. Mas recordar Jourdan é forçosamente recordar as incontáveis horas que deu ao Triatlo. A forma de melhor o homenagear seria, seguramente, dar continuidade às sementes que ajudou a lançar, e dessa forma engrossar o pelotão que partiria para o campeonato Nacional de Clubes.
Optei por nadar por fora, longe do contacto, mesmo que tal significasse uns metros a mais. Cumpri os 750m em pouco mais de 13'. O ciclismo ressentiu-se da falta de quilómetros, fruto do treino para a Maratona que realizei nos últimos meses. Não pude por isso espevitar o andamento do meu grupo da forma que tanto gosto. A corrida final foi cumprida sem notas dignas de registo. No final, o sempre sensaborão 4º lugar no escalão (70º da geral), com um registo de 1h05'.
Agora é tempo de deixar que o tempo apague a amargura...
sábado, 24 de março de 2012
N13 - Do Ave ao Lima
Aproveitando uma estada na Póvoa de Varzim, decidi dar um saltinho até à bela Viana do Castelo, assim só para a apreciar da margem esquerda do Lima. Pelo caminho cruzei o Cávado, ali junto a Esposende e a partida foi junto ao Ave, entre Vila do Conde e a Póvoa.
A N13, estrada que liga o Porto a Vila Nova de Cerveira, junto à fronteira com a Galiza e que constitui parte do Caminho de Santiago, cruza inúmeras povoações e é maioritariamente plana com piso aceitável. Foi por isso relativamente fácil cobrir os 82 Km do percurso a uma média de 35 Km/h.
No regresso, na povoação de Darque entrei num café para me abastecer de água. Infelizmente só havia garrafas das pequenas, pelo que o dono do café sugeriu: - Vá ali ao lado, ao talho, que têm de certeza. - No talho? - questionei eu. - Sim... No talho. E pasme-se, comprei uma garrafa de 1,5l de água, fresca, por €0,50! Só mesmo no Norte tal é possível.
A foto foi sacada com o meu telemóvel e ilustra uma obra de arte rodo-ferroviária: a Ponte Eiffel. Substituiu em 30 de Junho de 1878, uma primitiva ponte de madeira, sendo um projecto da Casa Gustave Eiffel. Este rapaz fazia umas coisas duradouras... :-)
A N13, estrada que liga o Porto a Vila Nova de Cerveira, junto à fronteira com a Galiza e que constitui parte do Caminho de Santiago, cruza inúmeras povoações e é maioritariamente plana com piso aceitável. Foi por isso relativamente fácil cobrir os 82 Km do percurso a uma média de 35 Km/h.
No regresso, na povoação de Darque entrei num café para me abastecer de água. Infelizmente só havia garrafas das pequenas, pelo que o dono do café sugeriu: - Vá ali ao lado, ao talho, que têm de certeza. - No talho? - questionei eu. - Sim... No talho. E pasme-se, comprei uma garrafa de 1,5l de água, fresca, por €0,50! Só mesmo no Norte tal é possível.
A foto foi sacada com o meu telemóvel e ilustra uma obra de arte rodo-ferroviária: a Ponte Eiffel. Substituiu em 30 de Junho de 1878, uma primitiva ponte de madeira, sendo um projecto da Casa Gustave Eiffel. Este rapaz fazia umas coisas duradouras... :-)
quarta-feira, 14 de março de 2012
Decididamente, na moda!
A prática de actividade física e, no caso, uma das suas formas mais simples - a corrida, está, definitivamente a ganhar cada vez mais adeptos.
Uma população mais educada e sabedora dos benefícios da actividade física, procura, cada vez mais, que a mesma faça parte das suas rotinas diárias.
Surgem assim novas perspectivas e novos desafios pessoais. O simples terminar uma corrida de 10Km, uma meia-maratona, ou "sacar" aquela marca que nos deixa orgulhosos perante nós e os nossos amigos.
Aliados a esta mudança vão surgindo diversos eventos, que promovem a participação em grupo e orientam a prática dessa actividade. Este Domingo está agendado o Running Day, um programa de assessoria e treino em grupo orientado para quem pretenda participar na Meia de Lisboa.
Será, seguramente, um bom programa!
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