A última vez que competi num Duatlo Standard (10Km, 40Km, 5Km) foi em 2005, na Azambuja. Já não me lembrava do quão duro é este formato de competição. De tal forma, que para acrescentar mais uns quilómetros, decidi deslocar-me de bicicleta até Torres Vedras. Ficou feito o aquecimento com 42Km ondulados realizados previamente.
Iniciei os primeiros 10Km de corrida num bom ritmo. Contudo, a partir da terceira de quatro voltas reduzi um pouco um ritmo e fui incapaz de me manter num grupo que integrava bons ciclistas e que antevia um bom andamento no ciclismo. Cumpri a primeira corrida (9500m) em 34'04". O percurso de corrida era difícil. Um misto de terra e alcatrão, curvas a 90º, subidas, descidas.
O percurso de ciclismo era também ele bastante duro. Topos e rotundas a obrigarem a relançamentos do andamento. Perdi, logo ao início, um primeiro grupo de 4 unidades. Fui pouco depois, absorvido por um outro grupo, este já mais numeroso. Acabámos por alcançar o tal grupo que eu havia perdido antes e assim nos mantivemos até final. Bom andamento, com média de 35,5Km/h, com as rotundas a serem passadas com velocidade. No final, consegui destacar-me e ser o primeiro a entrar no Parque de Transição.
Comecei a correr a sentir o peso do treino, menos aprimorado, nas pernas. Mesmo assim encontrei um ritmo razoável para o estado em que me encontrava mas, na última das duas voltas finais entrei em perda e deixei afastar os meus adversários mais próximos. Fiz um registo sofrível de 19'26" em 4800m.
Acabei por perder o primeiro lugar do escalão V2 na última volta de corrida. Mesmo assim, pela primeira vez baixei das 2h00 numa prova desta distância. Fiz 1h59'36" o que deu para o 52º lugar da geral e o segundo do escalão V2 ganho, muito justamente, pelo António Calafate. Ele fartou-se de trabalhar no ciclismo, eu não tive condições para o fazer.
Ainda há bastantes quilómetros para percorrer para afinar a máquina. Continuemos!
A tragédia abalou-se sobre aquilo que seria um fim-de-semana de festa de triatlo em Quarteira. A notícia, chocante e inesperada, do falecimento do antigo seleccionador nacional, António Jourdan, durante a noite, marcou fortemente o segundo dia de provas, transfigurando os rostos de todos aqueles que com ele tiveram o privilégio de privar.
Minutos depois, o meu colega de equipa, o "puto" júnior Francisco Machado conquistava uma medalha de bronze na Taça da Europa, com as cores da selecção nacional. As minhas emoções ficavam perfeitamente baralhadas.
A vontade de competir esvaía-se com o pensamento no sucedido. Mas recordar Jourdan é forçosamente recordar as incontáveis horas que deu ao Triatlo. A forma de melhor o homenagear seria, seguramente, dar continuidade às sementes que ajudou a lançar, e dessa forma engrossar o pelotão que partiria para o campeonato Nacional de Clubes.
Optei por nadar por fora, longe do contacto, mesmo que tal significasse uns metros a mais. Cumpri os 750m em pouco mais de 13'. O ciclismo ressentiu-se da falta de quilómetros, fruto do treino para a Maratona que realizei nos últimos meses. Não pude por isso espevitar o andamento do meu grupo da forma que tanto gosto. A corrida final foi cumprida sem notas dignas de registo. No final, o sempre sensaborão 4º lugar no escalão (70º da geral), com um registo de 1h05'.
Agora é tempo de deixar que o tempo apague a amargura...
Aproveitando uma estada na Póvoa de Varzim, decidi dar um saltinho até à bela Viana do Castelo, assim só para a apreciar da margem esquerda do Lima. Pelo caminho cruzei o Cávado, ali junto a Esposende e a partida foi junto ao Ave, entre Vila do Conde e a Póvoa.
A N13, estrada que liga o Porto a Vila Nova de Cerveira, junto à fronteira com a Galiza e que constitui parte do Caminho de Santiago, cruza inúmeras povoações e é maioritariamente plana com piso aceitável. Foi por isso relativamente fácil cobrir os 82 Km do percurso a uma média de 35 Km/h.
No regresso, na povoação de Darque entrei num café para me abastecer de água. Infelizmente só havia garrafas das pequenas, pelo que o dono do café sugeriu: - Vá ali ao lado, ao talho, que têm de certeza. - No talho? - questionei eu. - Sim... No talho. E pasme-se, comprei uma garrafa de 1,5l de água, fresca, por €0,50! Só mesmo no Norte tal é possível.
A foto foi sacada com o meu telemóvel e ilustra uma obra de arte rodo-ferroviária: a Ponte Eiffel. Substituiu em 30 de Junho de 1878, uma primitiva ponte de madeira, sendo um projecto da Casa Gustave Eiffel. Este rapaz fazia umas coisas duradouras... :-)
A prática de actividade física e, no caso, uma das suas formas mais simples - a corrida, está, definitivamente a ganhar cada vez mais adeptos.
Uma população mais educada e sabedora dos benefícios da actividade física, procura, cada vez mais, que a mesma faça parte das suas rotinas diárias.
Surgem assim novas perspectivas e novos desafios pessoais. O simples terminar uma corrida de 10Km, uma meia-maratona, ou "sacar" aquela marca que nos deixa orgulhosos perante nós e os nossos amigos.
Aliados a esta mudança vão surgindo diversos eventos, que promovem a participação em grupo e orientam a prática dessa actividade. Este Domingo está agendado o Running Day, um programa de assessoria e treino em grupo orientado para quem pretenda participar na Meia de Lisboa.
Será, seguramente, um bom programa!
Depois de ver as fotografias e o video da chegada da Maratona de Sevilha constatei que estava mal classificado. Expus a situação à organização com as evidências dos factos e a classificação foi rectificada. Fui assim 58ª da geral e 3º do escalão. Nada mal... :-)
Melhor mesmo só os gráficos comparativos disponibilizados na net, dias após a prova. Uma coisa muito simples que enriquece o produto que se vende. Fica a minha folha...