quarta-feira, 4 de abril de 2012

O estranho dia em que o triatlo não interessou...

A tragédia abalou-se sobre aquilo que seria um fim-de-semana de festa de triatlo em Quarteira. A notícia, chocante e inesperada, do falecimento do antigo seleccionador nacional, António Jourdan, durante a noite, marcou fortemente o segundo dia de provas, transfigurando os rostos de todos aqueles que com ele tiveram o privilégio de privar.


Minutos depois, o meu colega de equipa, o "puto" júnior Francisco Machado conquistava uma medalha de bronze na Taça da Europa, com as cores da selecção nacional. As minhas emoções ficavam perfeitamente baralhadas.


A vontade de competir esvaía-se com o pensamento no sucedido. Mas recordar Jourdan é forçosamente recordar as incontáveis horas que deu ao Triatlo. A forma de melhor o homenagear seria, seguramente, dar continuidade às sementes que ajudou a lançar, e dessa forma engrossar o pelotão que partiria para o campeonato Nacional de Clubes.


Optei por nadar por fora, longe do contacto, mesmo que tal significasse uns metros a mais. Cumpri os 750m em pouco mais de 13'. O ciclismo ressentiu-se da falta de quilómetros, fruto do treino para a Maratona que realizei nos últimos meses. Não pude por isso espevitar o andamento do meu grupo da forma que tanto gosto. A corrida final foi cumprida sem notas dignas de registo. No final, o sempre sensaborão 4º lugar no escalão (70º da geral), com um registo de 1h05'.


Agora é tempo de deixar que o tempo apague a amargura...

sábado, 24 de março de 2012

N13 - Do Ave ao Lima

Aproveitando uma estada na Póvoa de Varzim, decidi dar um saltinho até à bela Viana do Castelo, assim só para a apreciar da margem esquerda do Lima. Pelo caminho cruzei o Cávado, ali junto a Esposende e a partida foi junto ao Ave, entre Vila do Conde e a Póvoa.

A N13, estrada que liga o Porto a Vila Nova de Cerveira, junto à fronteira com a Galiza e que constitui parte do Caminho de Santiago, cruza inúmeras povoações e é maioritariamente plana com piso aceitável. Foi por isso relativamente fácil cobrir os 82 Km do percurso a uma média de 35 Km/h.



No regresso, na povoação de Darque entrei num café para me abastecer de água. Infelizmente só havia garrafas das pequenas, pelo que o dono do café sugeriu: - Vá ali ao lado, ao talho, que têm de certeza. - No talho? - questionei eu. - Sim... No talho. E pasme-se, comprei uma garrafa de 1,5l de água, fresca, por €0,50! Só mesmo no Norte tal é possível.


A foto foi sacada com o meu telemóvel e ilustra uma obra de arte rodo-ferroviária: a Ponte Eiffel. Substituiu em 30 de Junho de 1878, uma primitiva ponte de madeira, sendo um projecto da Casa Gustave Eiffel. Este rapaz fazia umas coisas duradouras... :-)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Decididamente, na moda!



A prática de actividade física e, no caso, uma das suas formas mais simples - a corrida, está, definitivamente a ganhar cada vez mais adeptos.


Uma população mais educada e sabedora dos benefícios da actividade física, procura, cada vez mais, que a mesma faça parte das suas rotinas diárias.


Surgem assim novas perspectivas e novos desafios pessoais. O simples terminar uma corrida de 10Km, uma meia-maratona, ou "sacar" aquela marca que nos deixa orgulhosos perante nós e os nossos amigos.
Aliados a esta mudança vão surgindo diversos eventos, que promovem a participação em grupo e orientam a prática dessa actividade. Este Domingo está agendado o Running Day, um programa de assessoria e treino em grupo orientado para quem pretenda participar na Meia de Lisboa.


Será, seguramente, um bom programa!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Estatística de uma Maratona

 Depois de ver as fotografias e o video da chegada da Maratona de Sevilha constatei que estava mal classificado. Expus a situação à organização com as evidências dos factos e a classificação foi rectificada. Fui assim 58ª da geral e 3º do escalão. Nada mal... :-)


Melhor mesmo só os gráficos comparativos disponibilizados na net, dias após a prova. Uma coisa muito simples que enriquece o produto que se vende. Fica a minha folha...



terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

2h43'20"



Ontem concluí uma maratona pela oitava vez. Todos os anos, desde 2006, tenho, anualmente, realizado pelo menos uma destas provas. Desta vez, foi em Sevilha, cidade onde também já havia corrido em 2010.




No video, o Vasco chega perto das 2h43'20 oficiais, eu, de vermelho, uns segundos depois, do lado direito da imagem, na frente de um grupo.


Depois de 16 semanas de preparação, sem qualquer percalço, considerava-me em condições e estava disposto a fazer melhor do que os meus últimos desempenhos na distância. Estava bem treinado, havia feito uma abordagem correcta à prova, nos dias que a antecederam, as condições atmosféricas eram excelentes, especialmente para mim que não gosto de frio.


Tinha pensado correr sempre na companhia daquele que foi o meu principal parceiro de treino neste planeamento: o Vasco Rodrigues. Contudo, um desencontro de última hora fez com que acabasse por partir numa má posição, o que resultou num primeiro quilómetro muito mais lento do que o desejável.
A partir daí entrei finalmente no ritmo que tinha previsto, aproximadamente a 3'45"/Km. Cheguei mesmo a fazer um quilómetro a bater nos 3'30", sempre na expectativa de apanhar o Vasco, que sabia seguir mais à frente.


Tendo resultado infrutífera essa tentativa, acabei por me manter num grupo que alcancei perto do km 11. Era um grupo que rodava na casa dos 3'/50", com cerca de 7 unidades. Foi aí que me integrei a espreitar o grupo do Vasco que levava cerca de 100m de avanço.


O grupo foi perdendo unidades, acabando só por ficar eu e um atleta espanhol. Acabámos por alcançar o Vasco apenas ao Km 37. Ele preferiu não nos acompanhar e acabou por se atrasar cerca de 25m. Contudo, ao km 39 começo a entrar em perda e sou alcançado pelo Vasco ao Km 40. Fizemos um quilómetro juntos e, na derradeira aproximação ao Estádio descolo. Já dentro do estádio perco mais uma posição. Mas ainda tinha uma réstia de energia para "sprintar" nos últimos 200m e assim, não só desfazer a ultrapassagem de que havia sido alvo, como também, ganhar mais uma posição.


Registo final de 2h43'20", 60º da geral entre 5.500 atletas e 4º no meu escalão. Aqui foi a parte amarga. Fiquei a um miserável segundo do pódio com um tempo real (o tempo de chip) melhor do que o meu adversário que, por sinal, era também português.


Agradecimentos:

  • Ao Vasco e ao Salvador. Especialmente ao Vasco, com quem partilhei a quase totalidade dos 1500 Km, de preparação mesmo aqueles que fizemos às 6h30.
  • Ao Miguel, ao Luís Santos e de novo ao Salvador meus companheiros de viagem a Sevilha.
  • Ao João Luís e a Ana Serôdio, à Rita Ramos, ao Victor, Gonçalo, Helena e Gabriel Vicente, à Ivana Coimbra, à Ivone e ao Hugo, à Isabel, ao David e à Susana, à Sandra e à Leitão, pelo incansável apoio em cada esquina do percurso.
  • Ao Vasco, ao Salvador, Nuno Dias, João Serôdio, Luís Santos, Miguel, Silva e Leitão, por terem alinhado em enfrentar a mítica distância.



Notas:

  • Alojámo-nos num hotel gay friendly para que Salvador pudesse passar despercebido. Quem é amigo? Quem é? lol
  • Combinámos com os Vicentes à porta do estádio de futebol. Nós estávamos no do Bétis, eles esperavam-nos no do Sevilla. lol
  • Na véspera, O Miguel preparou cuidadosamente, o seu cinto de abastecimentos com várias embalagens de gel. Quase a chegarmos ao estádio deu conta de que o tinha deixado no quarto do hotel. Lá fizemos um peditório de geis para o desenrascar. lol



Agora os objectivos passam a estar focados no Triatlo, apontados para o evento do ano: o Campeonato do Mundo de Distância Longa em Vitoria-Gasteitz, onde nadarei 4Km, pedalarei durante 120Km e terminarei com uns saborosos 30Km de corrida.


Peço-vos que vão ao meu ao meu Facebook e, no video que partilhei em  http://www.facebook.com/profile.php?id=658488165 , façam GOSTO. Estou num concurso para ganhar uma inscrição para o Lisboa Triathlon.