segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Boas sensações


Depois das emoções fortes na Almirante Reis, o incremento da carga continuou a bom ritmo. Teve o seu epílogo este Domingo, com 30Km corridos a solo, onde pelo meio havia 6 repetições de 3Km a ritmo de maratona. As sensações foram boas, mesmo com algumas subidas e pouco comida. As sensações do dia seguinte foram ainda melhores, pois pude constatar que o treino longo não deixou grandes estragos.

Está assim concluído metade do caminho para Sevilha. Depois desta semana, que será de regeneração, continuaremos a aumentar a carga. Estou expectante sobre a forma como a irei assimilar. Para já, as sensações são muito boas.

Muito boa foi também a Festa do Triatlo, que decorreu no passado fim-de-semana em Montemor-o-Velho. Já há alguns que estou presente nesta festa, que junta a família do triatlo, para o reconhecimento pelos feitos desportivos realizados durante o ano. Mas desta vez foi diferente e especial pois, fruto do resultado do Campeonato Nacional de Triatlo de Distância Longa, acabei por me juntar aos homenageados do dia. E nada melhor do que receber a medalha da foto das mãos daquela que foi, e ainda é, a melhor triatleta mundial de sempre - Vanessa Fernandes.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Tentativa de assassinato na Almirante Reis

Podia ser um bom título para um policial, agora que voltaram às páginas dos jornais as histórias de serial killers estripadores e prostitutas. Mas não, este post é, tão só, sobre a Maratona de Lisboa que no passado Domingo decorreu em Lisboa.

Eu sei que o Estádio 1º de Maio fica numa zona alta da cidade e, consequentemente, para o alcançar será necessário subir. Contudo, não é de todo simpática aquela subida de 5 km no final de uma meia Maratona. E, pior um pouco, se for no final da Maratona, como foi para alguns. Mas pronto, lá se fez.

Saí apostado para uma marca na casa da 1h19'/20'. Depois de 7 Km de aquecimento arranquei nuns confortáveis 3'45"/Km. O ritmo foi possível até cerca doKm 12, altura onde decaiu ligeiramente, para perto dos 3'50"/Km. Chegado ao Terreiro do Paço, foi quase sempre a trepar até Alvalade, com o passo acima dos 4', chegando mesmo aos 4'28".

Contudo, acabo por fazer um balanço positivo do meu desempenho, especialmente pelas boas sensações iniciais, numa semana em que o volume superou os 100Km de corrida, incluindo séries de limiar anaeróbio, rampas, bi-diário, um treino um pouco mais longo, e 7Km de corrida a antecederem a prova.

Balanço final: 1h23'17", 17º classificado (5º no escalão) entre 1515 atletas.

A foto é da Rita Ramos (sempre a Rita... :-) e a satisfação patente no meu rosto resulta do facto da subida da Almirante Reis ter, finalmente, terminado!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Triatlo Longo


A época de Triatlo acabou. Mesmo com o infortúnio de algumas lesões, foi, talvez, a minha melhor época, desde que pratico a modalidade. A explicação reside em diversos factores. Por um lado, mesmo ténues, os progressos na natação. Por outro, um aumento da consistência no ciclismo, fruto de mais horas dedicadas a este segmento e, por fim, a importante bagagem aeróbica que a preparação anual das maratonas confere. A isto temos de juntar o grupo. Cada vez mais acredito que um bom grupo de treino é fundamental para o sucesso e aqui cabe a menção, muito especial e sentida, a todos os meus companheiros do Clube de Natação do Colégio Vasco da Gama.

Foi uma época onde a prestação no Campeonato Nacional de distância longa merece relevo. No Longo de Lisboa, as coisas correram-me, mesmo, muito bem, vindo a ser a segundo português do meu escalão. Esta classificação, mas sobretudo o desempenho, motivaram-me para a prova longa seguinte, que se disputou em Aveiro, mais precisamente em S. Jacinto. Voltei de novo a ser segundo do escalão, mesmo passando por dificuldades na corrida final, a pagar a factura dos excessos então cometidos no segmento de ciclismo.

Associado a este clima de motivação surgiu-me um negócio imperdível e acabei por adquirir uma bicicleta de contra-relógio, própria para este tipo de eventos. Contudo, aquela que poderia ser a minha terceira prova do ano acabou por ser cancelada, afastando, definitivamente, a hipótese de amealhar mais uns preciosos pontos, na disputa de outros lugares do pódio. E a dita bicicleta ainda não competiu...

Acabo o Campeonato Nacional em terceiro lugar do meu escalão, apenas com duas de três classificações possíveis, já que não fui à abertura da época, em Porto Santo. Foi uma pena.

De qualquer forma julgo que, desde que consiga preparar-me minimamente, esta ser-me-á a distância mais favorável. Veremos o que será possível fazer em 2012, já no escalão V2, com fortíssima concorrência e com o Campeonato do Mundo no País Basco, em Vitoria.

Para já, fica uma saudação especial para o Paulo Canário e para o João Lucas Coelho, campeão e vice-campeão nacional de Triatlo Longo 2011, no escalão V1.

Até breve!

domingo, 13 de novembro de 2011

A onda estava no céu!


Hoje estive na tão recentemente mediatizada Nazaré, pela onda gigante surfada, e de que maneira, pelo Garret Macnamara.

Mas desta vez não havia ondas e o motivo não era o surf, mas antes, a meia maratona local, prova onde em 2006 estabeleci a minha melhor marca pessoal na distância, então 1h15'13". Desta vez sabia que nem lá perto podia chegar. Queria apenas cumprir a distância, sem maleitas físicas, na casa da 1h21/22, qualquer coisa perto de 3'55"/Km.

Não tinha o melhor dos lugares à partida mas isso também não interessava muito. De qualquer modo saí com relativa facilidade para o ritmo pretendido, depois da partida abençoada pelo Sol, e pela Rosa Mota, um dos nossos grandes ícones desportivos que, anualmente, dá a partida na emblemática prova nazarena.

As condições de corrida não estavam fáceis. Os primeiros 5Km com a tradicional volta à Nazaré e, os 7Km seguintes, com o vento no nariz e ligeiramente a subir. Acrescia também uma rampa assassina, para acesso à nova variante, que constitui a parte nova do percurso.

Fui sempre conservador, em busca do meu objectivo, o qual consegui concretizar com sucesso. A total ausência de dores musculares e um tempo de 1h22'50" deixaram-me bastante satisfeito.

No regresso, a tal onda do Macnamara caiu do céu. Foi uma viagem em que o carro mais parecia um... submarino.

Vamos continuar. Sevilha está a 14 semanas de distância.

domingo, 30 de outubro de 2011

A meia de Almeirim que só teve 6Km


Esta história começa a irritar-me e merece uma análise cuidada sobre as causas desta sequência de "toques" musculares. Uma vez mais os isqueotibiais claudicaram.

Saí tranquilo, a rolar a 3'45". À passagem dos 6Km um "caranguejo" agarrado à coxa. Como a meta era ali mesmo, decidi ficar, não forçando e agravando a situação.

Enfim, amanhã começa o treino para a Maratona de Sevilha. Há que começar de forma tranquila e ver se não há mais estragos pelo caminho! Este ano tem sido demais!