segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Carmo vs Carmo


Após 15 dias condicionado acabei por decidir adiar o meu final de época. O motivo foi, tão só, o facto do meu filho Gonçalo pretender competir na prova do Campeonato Nacional de Juvenis - Triatlo, que decorreu em Abrantes este domingo. Assim, já que ia com ele até lá, faria também a prova, em ritmo de gestão, naquele que seria o nosso segundo confronto familiar na modalidade.

De facto, para além da mais fraca preparação neste momento da já longa época, aquela não é de todo a minha distância, ainda para mais quando ao lado de um bando de putos enfurecidos que anda nas horas.

Cumpri os 350m de natação em 5'53" a nadar de fato, longe dos 4'04" do Gonçalo, 3º a sair da água (1º sem fato). A diferença estava desde logo feita, pois neste segmento as suas semelhanças comigo são... nenhumas. No ciclismo andei o possível, sempre a passar gente, num percurso sem dificuldades de maior, cumprido com 12º tempo do dia e ganhando 21" ao Gonçalo. Ele viu-se envolvido num pequeno incidente, num dos retornos e acabou por perder o grupo da liderança. No final, uma corrida mal medida, onde geri as minhas mazelas musculares, num ritmo moderado e onde perdi mais 10" para o Gonçalo.

Nenhum de nós regressou de Abrantes satisfeito com o desempenhos, mas fomos essencialmente para desfrutar e isso foi alcançado.

Fica o tempo de cuidar as mazelas e de começar a preparar os próximos grandes desafios de 2012: a Maratona de Sevilha e uma aposta mais forte no Triatlo de Longa Distância.

A foto foi sacada pela Rita Ramos ou pelo João Serôdio... Duas máquinas, a mesma equipa!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

No público...


Terminou, prematuramente, a minha época de 2011!

No sábado participei no Campeonato Nacional de Clubes - em duatlo, integrando uma das equipas do CN CVG que disputavam aquela prova. Logo nos primeiros metros da primeira corrida as coisas correram mal e contraí uma lesão muscular. Se é aborrecido quando contamos só para nós próprios, é pior quando sabemos que um colega de equipa espera por nós para fazer o percurso seguinte. Por isso, lá cumpri em retracção o resto do percurso tendo a nossa equipa encerrado no sempre indesejado 4º lugar da classificação de Veteranos...

Assim, fiquei afastado da participação no Triatlo de Lisboa, que aconteceu no dia seguinte, e, consequentemente da Grande Final de Abrantes, pois precisando de dois resultados em três provas, apenas consegui pontuar numa delas - Montemor-o-Velho, já que em Aveiro também fiquei de fora por lesão.

Restou-me pois, assistir ao desempenho da família (Helena e Gonçalo) e dos amigos, colegas de equipa ou adversários dos outros dias.

O balanço da época, apesar destas duas lesões, foi francamente positivo. Especialmente no que respeita ao Triatlo, onde acredito ter feito duas das minhas melhoras provas de sempre: primeiro, no Triatlo Longo de Lisboa e, depois, no Triatlo de Oeiras. Para além disso estive envolvido até final na disputa do título nacional de Triatlo Longo - no escalão V1, competição que, devido a vicissitudes conjunturais, não foi concluída na presente época. Pena!

Para a minha equipa - Clube de Natação do Colégio Vasco da Gama, foi também uma época excelente: pelo ambiente que vivemos, pelo crescimento que tivemos e pela equipa feminina que, pela primeira, vez formámos. Tivemos ainda excelentes prestações, com destaque para um atleta na Selecção Youth e um Top 10 na Taça de Portugal, essa aguerrida competição que decorre ao longo da época, envolvendo todas, as já bastantes equipas nacionais.

Mas, está feito. Para o ano há mais. Será o ano de estreia no escalão V2, com uma maratona de permeio - possivelmente em Sevilha, e, quem sabe, com outras estreias aliciantes. Veremos!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

No mar do Oeste


Depois de umas férias com umas quantas corridas, umas poucas voltas de bicicleta - especialmente para testar a Transition de contra-relógio, e um par de travessias de mar, foi altura de fazer algo mais a sério. Assim, no passado domingo alinhei no desafio do Paulo Renato Santos, do Peniche A.C., para um treino longo na zona de Peniche que é, tão só, o berço do triatlo em Portugal.

Passava pouco das 9h30 quando 23 triatletas se lançaram ao mar no Baleal. O objectivo era percorrer os cerca de 3km entre aquela localidade e Peniche. Contudo o mar tinha alguma ondulação e corrente, que nos afastava da margem e tornava mais difícil a tarefa. Valeram os caiaques de apoio, que nos serviram de referência e nos permitiram orientar, ainda que com algumas dificuldades de navegação. Lá consegui chegar à praia após 1h09 de natação.

Com calma, vesti um equipamento seco e seguimos em grupo pelas estradas que ligam Peniche a Caldas da Rainha. Era aí o ponto combinado para o retorno. Se o ritmo tinha sido vivo até lá, o regresso foi de doidos. Tentei comer uma barra mas o ciclómetro marcava 53 Km/h, pelo que decidi deixar a refeição para depois, agarrar o guiador, baixar a cabeça e entrar no ritmo. A média para os 60Km pedalados foi de 34Km/h... Nada mau!

Por fim, para terminar, uma corrida de 6Km, pela ciclovia que liga Peniche ao Baleal. Sem grande história, para além da pouca vontade que tinha então para correr...

Este acontecimento explica o porquê de o Triatlo ser uma modalidade tão especial. Em que outra modalidade se juntam cerca de 30 atletas, de mais de meia dúzia de clubes diferentes, para treinar em conjunto? Adversários nas provas, companheiros no treino. Este que teve ainda a particularidade de terminar com uma magnífica sardinhada. Em suma, uma manhã de domingo muito bem passada! Obrigado.

Obrigado ainda a todos aqueles que de caiaque facilitaram a nossa progressão na água. Bem-hajam!

A foto, cujo autor desconheço, ilustra os participantes no evento.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

De regresso


A semana que passou foi a da retoma da actividade física. Primeiro com a natação e, já durante este fim-de-semana, com uns quilómetros solitários de bicicleta. Agarrei em minha e fui até à bela praia de S. Julião, subindo de seguida a ingrata rampa até Assafora.

Foi também altura de experimentar pedalar na nova máquina de contra-relógio. Sensações estranhas, a precisar ainda de uns ligeiros ajustamentos e de muitos quilómetros de consolidação.

As competições vão de férias... como eu. Altura para desfrutar de outras coisas e de retomar o treino, o que terá de acontecer para já, em virtude da paragem forçada.

Para já, na mente, fervilham alguns planos. Vamos ver como os conseguiremos concretizar nos meses que se avizinham.

A foto é minha, sacada ontem de manhã na praia de S. Julião

segunda-feira, 11 de julho de 2011

DNF [NOT]


Desde que, no ano passado, competi no Triatlo de Vila Viçosa esta é uma das minhas provas de eleição. Natação em barragem, enquadrada pela magnífica povoação de Terena, um ciclismo selectivo e sem roda e uma corrida dura.

Apesar de lesionado há 3 semanas e sem treinar desde então, tentei, contra toda a razoabilidade, encontrar formas de estar presente. Tal passou por ligaduras funcionais e anti-inflamatórios... Sabia que estaria longe de poder andar ao nível que pretendia, mas estaria lá e poderia dar o meu contributo à equipa.

Arranquei tranquilo na natação, tentando evitar o surgimento das dores na região dorsal. Consegui. Mas o andamento era pior que o habitual, o que não era estranho após 3 semanas sem ir à água. Lá concluí, no minuto 31, o que de facto é um registo sofrível. No ciclismo estava mais confiante. Pelo menos tinha conseguido fazer uns quantos treinos de spinning e era o segmento onde a lesão era menos incómoda. Andei bem, ainda que não tão bem com no ano passado. Fiz média de 32Km/h num percurso bastante exigente e registei o 21º tempo dia.

Chegado à corrida, juntamente com os meus colegas de equipa Lamego e Pedro Machado, é que as coisas se complicaram. Fiquei de imediato para trás. Parado! Pensei logo em desistir, mas lá iniciei a corrida de forma lenta. Decidi que correria até ao retorno, junto à meta e que abandonaria aí.

E lá fui, em ritmo de trote, até chegar ao retorno onde abandonei a prova. Fui logo confrontado com umas "bocas" do Presidente da Federação, José Luís Ferreira e de outros amigos. Não escondo que essas bocas, o pensar na classificação da equipa e o imaginar a folha de tempos com DNF - o acrónimo de "Did not Finished", à frente do meu nome, me espicaçaram o orgulho. E assim, num ímpeto, lá cerrei os dentes e segui, minimizando os estragos e as dores.

Lá acabei por fazer os 10Km num modesto tempo de 48'. Contudo, o bom desempenho no segmento de ciclismo permitiu que fechasse a equipa, e que o fizéssemos à frente dos mais directos adversários. Registo final de 2h33'35", 56º da geral e 6º dos Veteranos 1, ao que me recordo, o meu pior tempo de sempre na distância olímpica.

Agora é tempo de descansar e curar as maleitas, para que em breve possa começar a preparar a segunda parte da época.

A foto é do Carlos Maia