quarta-feira, 7 de setembro de 2011

No mar do Oeste


Depois de umas férias com umas quantas corridas, umas poucas voltas de bicicleta - especialmente para testar a Transition de contra-relógio, e um par de travessias de mar, foi altura de fazer algo mais a sério. Assim, no passado domingo alinhei no desafio do Paulo Renato Santos, do Peniche A.C., para um treino longo na zona de Peniche que é, tão só, o berço do triatlo em Portugal.

Passava pouco das 9h30 quando 23 triatletas se lançaram ao mar no Baleal. O objectivo era percorrer os cerca de 3km entre aquela localidade e Peniche. Contudo o mar tinha alguma ondulação e corrente, que nos afastava da margem e tornava mais difícil a tarefa. Valeram os caiaques de apoio, que nos serviram de referência e nos permitiram orientar, ainda que com algumas dificuldades de navegação. Lá consegui chegar à praia após 1h09 de natação.

Com calma, vesti um equipamento seco e seguimos em grupo pelas estradas que ligam Peniche a Caldas da Rainha. Era aí o ponto combinado para o retorno. Se o ritmo tinha sido vivo até lá, o regresso foi de doidos. Tentei comer uma barra mas o ciclómetro marcava 53 Km/h, pelo que decidi deixar a refeição para depois, agarrar o guiador, baixar a cabeça e entrar no ritmo. A média para os 60Km pedalados foi de 34Km/h... Nada mau!

Por fim, para terminar, uma corrida de 6Km, pela ciclovia que liga Peniche ao Baleal. Sem grande história, para além da pouca vontade que tinha então para correr...

Este acontecimento explica o porquê de o Triatlo ser uma modalidade tão especial. Em que outra modalidade se juntam cerca de 30 atletas, de mais de meia dúzia de clubes diferentes, para treinar em conjunto? Adversários nas provas, companheiros no treino. Este que teve ainda a particularidade de terminar com uma magnífica sardinhada. Em suma, uma manhã de domingo muito bem passada! Obrigado.

Obrigado ainda a todos aqueles que de caiaque facilitaram a nossa progressão na água. Bem-hajam!

A foto, cujo autor desconheço, ilustra os participantes no evento.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

De regresso


A semana que passou foi a da retoma da actividade física. Primeiro com a natação e, já durante este fim-de-semana, com uns quilómetros solitários de bicicleta. Agarrei em minha e fui até à bela praia de S. Julião, subindo de seguida a ingrata rampa até Assafora.

Foi também altura de experimentar pedalar na nova máquina de contra-relógio. Sensações estranhas, a precisar ainda de uns ligeiros ajustamentos e de muitos quilómetros de consolidação.

As competições vão de férias... como eu. Altura para desfrutar de outras coisas e de retomar o treino, o que terá de acontecer para já, em virtude da paragem forçada.

Para já, na mente, fervilham alguns planos. Vamos ver como os conseguiremos concretizar nos meses que se avizinham.

A foto é minha, sacada ontem de manhã na praia de S. Julião

segunda-feira, 11 de julho de 2011

DNF [NOT]


Desde que, no ano passado, competi no Triatlo de Vila Viçosa esta é uma das minhas provas de eleição. Natação em barragem, enquadrada pela magnífica povoação de Terena, um ciclismo selectivo e sem roda e uma corrida dura.

Apesar de lesionado há 3 semanas e sem treinar desde então, tentei, contra toda a razoabilidade, encontrar formas de estar presente. Tal passou por ligaduras funcionais e anti-inflamatórios... Sabia que estaria longe de poder andar ao nível que pretendia, mas estaria lá e poderia dar o meu contributo à equipa.

Arranquei tranquilo na natação, tentando evitar o surgimento das dores na região dorsal. Consegui. Mas o andamento era pior que o habitual, o que não era estranho após 3 semanas sem ir à água. Lá concluí, no minuto 31, o que de facto é um registo sofrível. No ciclismo estava mais confiante. Pelo menos tinha conseguido fazer uns quantos treinos de spinning e era o segmento onde a lesão era menos incómoda. Andei bem, ainda que não tão bem com no ano passado. Fiz média de 32Km/h num percurso bastante exigente e registei o 21º tempo dia.

Chegado à corrida, juntamente com os meus colegas de equipa Lamego e Pedro Machado, é que as coisas se complicaram. Fiquei de imediato para trás. Parado! Pensei logo em desistir, mas lá iniciei a corrida de forma lenta. Decidi que correria até ao retorno, junto à meta e que abandonaria aí.

E lá fui, em ritmo de trote, até chegar ao retorno onde abandonei a prova. Fui logo confrontado com umas "bocas" do Presidente da Federação, José Luís Ferreira e de outros amigos. Não escondo que essas bocas, o pensar na classificação da equipa e o imaginar a folha de tempos com DNF - o acrónimo de "Did not Finished", à frente do meu nome, me espicaçaram o orgulho. E assim, num ímpeto, lá cerrei os dentes e segui, minimizando os estragos e as dores.

Lá acabei por fazer os 10Km num modesto tempo de 48'. Contudo, o bom desempenho no segmento de ciclismo permitiu que fechasse a equipa, e que o fizéssemos à frente dos mais directos adversários. Registo final de 2h33'35", 56º da geral e 6º dos Veteranos 1, ao que me recordo, o meu pior tempo de sempre na distância olímpica.

Agora é tempo de descansar e curar as maleitas, para que em breve possa começar a preparar a segunda parte da época.

A foto é do Carlos Maia

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Clubes na Ria


Depois de 15 dias incapacitado para o treino, consegui, apesar de tudo, dar o o meu contributo à equipa de veteranos do Vasco da Gama no Campeonato Nacional de Equipas. Uma ligadura funcional na região dorsal protegia-me de movimentos de maior amplitude e tentava preservar o músculo afectado.

Na estratégia que montámos para a prova, cabia-me efectuar o primeiro percurso, para depois passar o testemunho ao Manuel Gonçalves, terminando o Paulo Lamego a competição. Assim, lá saltei, ao soar da buzina, para a ria de Aveiro, nadando os 350m do percurso da forma mais descontraída que consegui. Nem me saí mal de todo, considerando o impacto negativo de duas semanas sem mexer na água.

No ciclismo fui a fundo. Passei alguns adversários, descolei outros que vinham comigo e não colaboravam no andamento, mas só apanhei o grupo à entrada do PT. A minha transição acabou por não ser tão rápida como pretendia, em luta com uma sapatilha. Na corrida sim, as dores voltaram. Nada de insuportável, mas uma dor limitativa, pois impedia-me de encher a caixa torácica em toda a sua amplitude. E como o oxigénio é necessário para esforços desta duração, a corrida final ficou um nadinha limitada. Fiz o meu percurso em 30'06", gastando mais 12" que no ano anterior.

Os meus colegas de equipa foram um pouco mais lentos, possivelmente por estarem a pagar o esforço que despenderam na véspera, durante a prova na distância olímpica, a contar para o campeonato nacional individual e na qual não participei. Assim, frustraram-se as nossas expectativas de pódio na categoria. A prova haveria de ser ganha pelo Golegã, seguido do Clube TAP e Tri-Oeste. Logo a seguir o Galitos e depois a nossa equipa. A justiça marcou o resultado final e pesou o equilíbrio entre os atletas que constituíam cada equipa. Nós questionamos a nossa estratégia, nomeadamente o facto de não termos colocado o melhor nadador - o Paulo Lamego, no primeiro segmento. Tal ter-lhe-ia permitido ir num grupo de ciclismo e ganhar posições na corrida final, passando-me o testemunho com algum avanço. Mesmo perdendo tempo na natação, teria o grupo de ciclismo mais próximo, evitando que tivesse de fazer, como fiz, um contra-relógio danado à caça do prejuízo.

Como as coisas me correram de forma satisfatória e da participação não resultaram danos de agravamento da lesão, conto poder participar na próxima prova. A fisioterapeuta tem o veredicto. É no Alentejo, em Vila Viçosa, e é a que actualmente mais aprecio, devido ao exigente percurso de ciclismo, durante o qual é proibido andar na roda. Ou seja, cada um mostra aquilo que vale sobre a bicicleta.

A foto é da Rita Ramos



quinta-feira, 23 de junho de 2011

44<>20


Quarenta e quatro diferente de vinte foi a grande aprendizagem do passado domingo! 44 anos de idade não são exactamente 20. Matematicamente já sabia, biologicamente fiquei agora convencido.

A fazer um "renhido" de basquetebol 1X1, numa penetração para o cesto acabei estendido no chão. Nada de extraordinário, mas o romboide direito e uma costela não acharam graça à brincadeira. Logo eu, que evito tantos os desportos colectivos, por achar que já não me dão grande saúde em termos musculares e articulares.

Portanto, estou a 1/3 do gás. Nadar nem pensar. Pernas com barbatanas e é uma sorte. Correr, só em "Snail Pace". Pedalar, ainda é a actividade que menos mossa me causa. Ando a carregar nos anti-inflamatórios, orais e tópicos, a ver se consigo ir a Aveiro. Uma prova que aprecio, ainda para mais com as estafetas de equipas no dia seguinte. Enfim... aguardemos.

Estou assim, completamente, nas mãos do rombóide. Bem antes dele do que nas do Sócrates.