domingo, 8 de maio de 2011

Grand Fondo Eddy Merckx - Évora

Eddy Merckx, considerado o melhor ciclista do século XX, é o patrono da "GrandFondo Eddy Merckx", Circuito Mundial de ciclismo da UCI de amadores e veteranos, que se realizou hoje, em Évora, ao longo de 164 quilómetros (com passagens pela Serra d'Ossa, em Redondo, e por Monsaraz).

Pela primeira vez marquei presença num evento velocipédico do género, no qual o meu maior receio residia no andar num pelotão numeroso. Acabei por superar o desafio, evitando as quedas que ocorreram perto de mim, fruto de distracções ou toques entre os ciclistas.

O ritmo foi brutal. Os primeiros 80Km em menos de 2h e, até ali, tudo confortável. O pelotão proporciona velocidades inimagináveis. Eu só pensava: - Isto é com amadores. Como será um pelotão de ciclistas profissionais? Um comboio brutal!

A primeira dificuldade do dia foi a subida a Monsaraz. Curta mas íngreme (já a havia subido a Monsaraz no Transportugal, mas de BTT e por uma calçada medieval...). Passei por algumas dificuldades e perdi terreno para os mais rápidos. As pernas não estavam a 100%. Na descida consegui recuperar algumas posições e lá acabei por recolar, com o meu grupo, a outro, que nos antecedia, ao fim de poucos quilómetros. O ondulado alentejano ia criando dificuldades, mas o ritmo era bruto.

À passagem do km 100, estava instalado o prémio de montanha, na Serra d'Ossa. Pouco menos de 4Km mas, uma vez mais, difíceis. E, também uma vez mais, perdi o ritmo para me desviar de 4 ciclistas, que se embrulharam e se espetaram contra um carro estacionado na berma. Chegados ao topo, uma descida muito rápida, onde voltei a apanhar gente, que seguia na frente para entrar em mais um troço de montanha russa.

Os últimos 40Km, até Évora, foram um autêntico rompe pernas, numa estrada de piso imaculado. Foram feitos integrado num grupo de cerca de 20 unidades, no qual seguia a primeira mulher. Fui a poupar-me e desesperado por água. Devia ter consumido 1 bidão/hora e consumi um bidão em 4h22'. Isso foi fatal para o desempenho neste troço final de 40Km. Fibra muscular sem água não funciona. As leis da fisiologia não enganam.

A primeira mulher, inglesa, bem queria que andássemos mais depressa, mas o grupo não estava mesmo para aí virado. Todos levavam já a sua dose.

A chegada à meta, instalada junto ao Templo de Diana, foi feita através de uma subida íngreme e em calçada. Eu já não tinha potência para seguir mais depressa e nada tinha em jogo. Acabei na 75ª posição, em 4h22', a cerca de 15' do vencedor (37,6Km/h de média).

Na foto, o Eddy Merckx, nos seus tempos de atleta.

sábado, 30 de abril de 2011

Yes! :-D


Hoje, no Longo de Lisboa, chegaram ao fim 530 atletas. Eu fui o 38º. Fiquei contente! Contente não só pelo resultado mas, sobretudo, pelo desempenho e pelo facto de ter conseguido correr com facilidade os 21Km finais, depois de tudo aquilo.

O segmento de natação não podia ter começado pior. Poucos metros após o arranque levei logo um pontapé, bem assente, nos ditos. Foi muito bom! Logo depois, um pontapé na cabeça e mais uma cotovelada. Acabei por cumprir os 1900m em cerca de 35'. Montei a bike motivado pelo o último treino que fiz na passada 2ª feira. Tinha como objectivo andar mais do que os tipos das bicicletas de contra-relógio. Poucos me passaram e a média foi cerca de 35 Km/h, mesmo sendo muito conservador nos retornos, por causa do piso molhado. Iniciei o segmento de corrida algo amassado das pernas, mas a partir da segunda volta soltei-me e fui buscar algumas das minhas referências do pelotão. Corri para 1h21, o que me parece bom.

Registo final de 04:32:13, com a Natação em 00:35:11, T1 em 00:02:20, Ciclismo em 02:31:25, T2 em 00:01:42 e Corrida final em 01:21:35.
Final, massagem, comida, banho, almoço, 50' de sono e estou... cansado!

Próxima participação será em ciclismo, na Grand Fondo Eddy Merckx, em Évora. 157 Kms...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Longa distância


É já no próximo sábado que decorrerá o Lisboa Long Distance Triathlon, prova que reclama para si o título de "o mais rápido Half Ironman do Mundo", e que tem como cenários o Parque das Nações e o IC2.

Será a minha terceira participação naquele evento - depois de 2006 e 2008, e a sexta naquela distância - depois de Zêzere (2004 e 2005), Guadalajara (2004), a juntar Às referidas experiências lisboetas. O meu melhor registo na distância é de 4h28'05 (33'58"; 2h22'55"; 1h28'23"), precisamente na edição de 2008 do Lisboa Long Distance.

Este ano perspectivo uma marca melhor, a qual dependerá, essencialmente, de um melhor desempenho no segmento de ciclismo. Terá de ser mais rápido e deixar menos mossa para a corrida final do que os anteriores. De qualquer modo, competirei com a minha bicicleta sem qualquer tipo de alteração, no que respeita a rodas, extensores ou mesmo capacete de contra-relógio. A ver vamos o que acontece.

Será um regresso à longa distância, após 3 anos, e depois de, no ano passado, as lesões me impossibilitarem de preparar eventos do género.

A partida está marcada para as 8h00 da manhã, junto ao Oceanário e contam-se cerca de 900 atletas à partida.

A foto foi sacada do site oficial

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ao sprint!


Sábado foi dia de triatlo. Desta vez o destino foi Coimbra.

Muita gente à partida, num Mondego com a água mais fria do ano (13ºC) que obrigava à utilização de fato isotérmico. Quem o não tivesse estava impedido de alinhar à partida.

Nas primeiras braçadas o frio fez doer os malares e os dentes. Fez também não sentir os pés. Mas, quando a buzina soou, lá arrancámos. Acabei por fazer um segmento de natação bastante satisfatório, a sair com companhias pouco habituais. Transição rápida e lá me integrei num grupo, grande, e onde fui algumas vezes à frente, ajudar a impor o ritmo.

Boa transição para a corrida final onde fui ganhando alguns lugares até chegar ao Emanuel Neves, a cerca de 500m do final. Pressentindo a minha presença ele aumentou o ritmo e eu segui colado. Luta de veteranos! Acabámos cinco veteranos (3 V1 e 2 V2) no intervalo de 3". Eu encerrei o grupo, pelo que fiquei fora do pódio, na quarta posição, por apenas escassos 3". Tenho de treinar mais! Registo final de 1h11'39", 58º da Geral (4º V1), em cerca de 300 atletas, e a contribuir com a 2ª posição na equipa para o 11º lugar colectivo.

Acabei por ter boas sensações, neste que acaba por ser o segundo triatlo em que participo e primeiro que concluo esta época. O próximo será numa distância mais exigente (1,9 Km; 90Km; 21Km) em Lisboa, já no dia 30.

Desta vez a Rita Ramos não esteve para tirar fotos. Esta é do Carlos Maia, pai de um triatleta, que saca algumas das mais expressivas imagens de triatlo que tenho visto. Obrigado!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

DNF

DNF é um acrónimo de "Did not finish", utilizado nos sistemas de classificação de provas desportivas e que significa que um atleta não terminou a sua prova.

Foi isso mesmo que me aconteceu no Triatlo deste fim-de-semana em Quarteira, situação agravada por um deslizar, sempre excitante, pelo asfalto algarvio.

Depois de ter feito um mau segmento de natação iniciei o segmento de ciclismo disposto a recuperar posições. Contudo, logo no primeiro retorno (curva a 180º) senti a frente da bicicleta fugir debaixo de mim e lá fui a raspar pelo alcatrão fora, encolhendo-me para evitar danos maiores, no caso de alguém mais se envolver comigo. Felizmente, todos os do grupo conseguiram escapar.

Rapidamente apanhei a bicicleta, montei, arranquei e... voltei a cair do mesmo modo. Percebi então que, o pneu da frente estava completamente vazio. Terá sido numa pancada que, momentos antes, havia dado num ressalto da pintura da estrada, eventualmente associado a uma deficiente montagem da câmara de ar.

Os meus "novinhos a estrear" Vittoria Corsa Evo, conhecidos por serem a escolha de muitos dos melhores ciclistas internacionais de nada me valeram... Vazios, obviamente, não detêm qualquer propriedade de aderência... :-(

Regressei a pé até ao Parque de Transição, passei na ambulância para lavar as feridas (o médico queria que eu fosse para o Centro de Saúde ao que lhe respondi que nem pensasse em semelhante coisa) e fui para a zona de recobro assistir à chegada dos atletas. Brincava com os que habitualmente me ganham: - Só agora? Saí à tua frente da água!. Alguns havia que, por momentos, ficavam incrédulos, a pensar como Diabo havia sido aquilo possível e como é que eu já ali estava, com um ar repousado! :-D

Quarteira seria o meu primeiro triatlo da época e serviria para "avaliação de desempenho", com vista ao Longo de Lisboa, já no dia 30. Ficou sem efeito! Valeu pelo desempenho do resto dos meus parceiros de equipa, na qual incluo a do meu filho Gonçalo no Aquatlo que decorreu minutos antes.

Agora a dúvida: ir a Coimbra afinar a máquina ou encharcar-me de quilómetros de ciclismo? Tenho até mais logo para decidir. :-D

A foto é da Rita Ramos: alguns daqueles que tornam o triatlo do CN CVG uma actividade tão gratificante (da esquerda para a direita: Ricardo Silva, Fábia Gama, Mariana Matos, Mitos Figueira, Paulo Lamego, Gonçalo Carmo, Eu, Miguel Gomes, Pedro Machado e João Serôdio). O Francisco Machado, o Manuel e o Barbosa já haviam desaparecido...