terça-feira, 26 de abril de 2011

Longa distância


É já no próximo sábado que decorrerá o Lisboa Long Distance Triathlon, prova que reclama para si o título de "o mais rápido Half Ironman do Mundo", e que tem como cenários o Parque das Nações e o IC2.

Será a minha terceira participação naquele evento - depois de 2006 e 2008, e a sexta naquela distância - depois de Zêzere (2004 e 2005), Guadalajara (2004), a juntar Às referidas experiências lisboetas. O meu melhor registo na distância é de 4h28'05 (33'58"; 2h22'55"; 1h28'23"), precisamente na edição de 2008 do Lisboa Long Distance.

Este ano perspectivo uma marca melhor, a qual dependerá, essencialmente, de um melhor desempenho no segmento de ciclismo. Terá de ser mais rápido e deixar menos mossa para a corrida final do que os anteriores. De qualquer modo, competirei com a minha bicicleta sem qualquer tipo de alteração, no que respeita a rodas, extensores ou mesmo capacete de contra-relógio. A ver vamos o que acontece.

Será um regresso à longa distância, após 3 anos, e depois de, no ano passado, as lesões me impossibilitarem de preparar eventos do género.

A partida está marcada para as 8h00 da manhã, junto ao Oceanário e contam-se cerca de 900 atletas à partida.

A foto foi sacada do site oficial

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ao sprint!


Sábado foi dia de triatlo. Desta vez o destino foi Coimbra.

Muita gente à partida, num Mondego com a água mais fria do ano (13ºC) que obrigava à utilização de fato isotérmico. Quem o não tivesse estava impedido de alinhar à partida.

Nas primeiras braçadas o frio fez doer os malares e os dentes. Fez também não sentir os pés. Mas, quando a buzina soou, lá arrancámos. Acabei por fazer um segmento de natação bastante satisfatório, a sair com companhias pouco habituais. Transição rápida e lá me integrei num grupo, grande, e onde fui algumas vezes à frente, ajudar a impor o ritmo.

Boa transição para a corrida final onde fui ganhando alguns lugares até chegar ao Emanuel Neves, a cerca de 500m do final. Pressentindo a minha presença ele aumentou o ritmo e eu segui colado. Luta de veteranos! Acabámos cinco veteranos (3 V1 e 2 V2) no intervalo de 3". Eu encerrei o grupo, pelo que fiquei fora do pódio, na quarta posição, por apenas escassos 3". Tenho de treinar mais! Registo final de 1h11'39", 58º da Geral (4º V1), em cerca de 300 atletas, e a contribuir com a 2ª posição na equipa para o 11º lugar colectivo.

Acabei por ter boas sensações, neste que acaba por ser o segundo triatlo em que participo e primeiro que concluo esta época. O próximo será numa distância mais exigente (1,9 Km; 90Km; 21Km) em Lisboa, já no dia 30.

Desta vez a Rita Ramos não esteve para tirar fotos. Esta é do Carlos Maia, pai de um triatleta, que saca algumas das mais expressivas imagens de triatlo que tenho visto. Obrigado!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

DNF

DNF é um acrónimo de "Did not finish", utilizado nos sistemas de classificação de provas desportivas e que significa que um atleta não terminou a sua prova.

Foi isso mesmo que me aconteceu no Triatlo deste fim-de-semana em Quarteira, situação agravada por um deslizar, sempre excitante, pelo asfalto algarvio.

Depois de ter feito um mau segmento de natação iniciei o segmento de ciclismo disposto a recuperar posições. Contudo, logo no primeiro retorno (curva a 180º) senti a frente da bicicleta fugir debaixo de mim e lá fui a raspar pelo alcatrão fora, encolhendo-me para evitar danos maiores, no caso de alguém mais se envolver comigo. Felizmente, todos os do grupo conseguiram escapar.

Rapidamente apanhei a bicicleta, montei, arranquei e... voltei a cair do mesmo modo. Percebi então que, o pneu da frente estava completamente vazio. Terá sido numa pancada que, momentos antes, havia dado num ressalto da pintura da estrada, eventualmente associado a uma deficiente montagem da câmara de ar.

Os meus "novinhos a estrear" Vittoria Corsa Evo, conhecidos por serem a escolha de muitos dos melhores ciclistas internacionais de nada me valeram... Vazios, obviamente, não detêm qualquer propriedade de aderência... :-(

Regressei a pé até ao Parque de Transição, passei na ambulância para lavar as feridas (o médico queria que eu fosse para o Centro de Saúde ao que lhe respondi que nem pensasse em semelhante coisa) e fui para a zona de recobro assistir à chegada dos atletas. Brincava com os que habitualmente me ganham: - Só agora? Saí à tua frente da água!. Alguns havia que, por momentos, ficavam incrédulos, a pensar como Diabo havia sido aquilo possível e como é que eu já ali estava, com um ar repousado! :-D

Quarteira seria o meu primeiro triatlo da época e serviria para "avaliação de desempenho", com vista ao Longo de Lisboa, já no dia 30. Ficou sem efeito! Valeu pelo desempenho do resto dos meus parceiros de equipa, na qual incluo a do meu filho Gonçalo no Aquatlo que decorreu minutos antes.

Agora a dúvida: ir a Coimbra afinar a máquina ou encharcar-me de quilómetros de ciclismo? Tenho até mais logo para decidir. :-D

A foto é da Rita Ramos: alguns daqueles que tornam o triatlo do CN CVG uma actividade tão gratificante (da esquerda para a direita: Ricardo Silva, Fábia Gama, Mariana Matos, Mitos Figueira, Paulo Lamego, Gonçalo Carmo, Eu, Miguel Gomes, Pedro Machado e João Serôdio). O Francisco Machado, o Manuel e o Barbosa já haviam desaparecido...

segunda-feira, 21 de março de 2011

E vão 7


Ontem, em Roma, completei a minha sétima Maratona.

Antes de mais, os agradecimentos. Agradecimentos a todos os que pessoalmente, via net, ou nas ruas da cidade eterna, gritando, me transmitiram o seu apoio. Bem-hajam.

Ontem fiquei com a certeza de que a Maratona é uma das provas mais justas que há. Só anda quem trabalha e não há contemplações ou formas de disfarçar a falta de treino. Assim, na prova reflete-se o trabalho dos meses anteriores. A mim faltou-me correr todos os dias, sempre (aos sábados, com a natação, abdiquei disso), faltou-me carregar quilómetros com bi-diários em quantidade, faltaram-me os treinos específicos longos, com zonas de trabalho em Marathon Pace e, faltaram-me também, as 5 semanas de qualidade, nas quais, em vez disso, estive prostrado a tratar da sinusite.

Não é à toa que a Maratona de Roma é uma "IAAF Gold Race". Há muitas provas no Mundo, mas com este selo, apenas 16. Organização perfeita, cidade monumental, boa feira, percurso duro mas muito belo. Com direito a dorsal Elite (ainda havia os Top Athletes) , integrei-me desde logo num grupo para andar na casa dos 3'52, o que fui conseguindo até por alturas do Km 25. Daí até ao Km 35 reduzi um nadinha o andamento. Rodava então na casa dos 4'00/Km. Ao Km 38 ganhei duas pernas de pau. O andamento caiu para 4'30". E acabei em 2h52'03" (135º da geral, 31º do escalão, em 16.000 atletas). Apesar de distante da minha melhor marca, fiquei satisfeito, pois receava que a minha preparação, menos conseguida, me causasse transtornos maiores e tinha receio de recaídas das lesões musculares, que felizmente não se verificaram. Hoje acredito que ainda poderei melhorar a minha marca de Londres. Assim consiga trabalhar o necessário.

Agora o foco passa para o Triatlo, com o Longo de Lisboa daqui por 6 semanas.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Voar em Roma, só de avião!


Amanhã parto para Roma, onde no Domingo correrei a Maratona na cidade eterna, onde há uns bons anos atrás, os gladiadores animavam os dias romanos.

Ontem fiz o último teste. Irei tentar correr na maratona à média de 3'52"/Km, para 2h43. Sei que será complicado. Em vezes anteriores chegava a esta altura a correr com facilidade o quilómetro, na pista, em 3'20". Desta feita, baixar dos 3'40"/Km não foi feito com conforto.

Enfim... os dados estão lançados e logo se verá... :-D