segunda-feira, 19 de julho de 2010

E agora venham as férias


Está cumprida a primeira fase da época de triatlo. Com os objectivos adaptados é certo, mas julgo que acabou por ser bastante positiva.

Neste fim-de-semana, Aveiro e a sua ria foram o destino da família triatlética. Na tarde de Sábado, na distância olímpica, cumpriu-se a segunda etapa do Campeonato Nacional Absoluto. A primeira havia sido na Madeira e a próxima será em Setúbal. Apurados os dois melhores resultados de cada atleta, os 80 melhores carimbarão o seu passaporte para a Grande Final do Estoril. Na manhã do dia seguinte, o Campeonato Nacional de Equipas, por estafetas, que é sempre uma prova de extrema diversão e de grande competitividade.

Dadas as características da ria, que afunila num canal logo após a zona de partida, o segmento de natação em Aveiro é sempre muito físico. Muito contacto, que dificulta a progressão, especialmente quando alguém atrás de nós insiste em afundar-nos as pernas, ou a fazer a braçada nas nossas costas. Lá consegui sair da água num modesto registo de 28'18", junto a um grupo, o que me fazia pensar ter companhia para os primeiros quilómetros do ciclismo. Nada mais errado. Ninguém de entre eles tinha um ritmo semelhante e todos iam ficando para trás. Como resultado, um segmento de ciclismo com dificuldade acrescida por causa do vento e feito a solo em 1h09'36". Por fim, a corrida final, onde segui num ritmo tranquilo de gestão de esforço, com um registo de 41'36", adequado à minha condição actual. No final 44º absoluto, com o registo de 2h21'09".

No dia seguinte, participei no Campeonato Nacional de Clubes, integrando uma das duas equipas que o C.N. Colégio Vasco da Gama apresentou. A constituição das equipas foi alvo de grande discussão. Havia que decidir entre constituir a melhor equipa absoluta, para almejar o Top 12, ou fazer uma equipa de Veteranos, para tentar o pódio. Pesados os factos e a opinião da maioria, decidimos constituir uma equipa teoricamente mais apta, no sentido de alcançar os prémios monetários atribuídos às 12 melhores da competição. Infelizmente não fomos bem sucedidos, tendo terminado no 15º posto absoluto.

Sabemos agora, olhando para as prestações das diferentes equipas, que tivéssemos nós constituído a equipa de Veteranos, teríamos celebrado no mais alto lugar do pódio. Assim, fomos todos tomar banho mais cedo e esquartejar uma pizza no Fórum Aveiro antes de regressar a casa.

Agora é tempo de férias, de descanso, de travessias de mar, de momentos em família e de treino ao sabor do desejo.

Até breve!

A foto é da Rita Ramos

Podemos não ser das equipas que mais anda no pelotão, mas seremos, seguramente, a equipa mais fotografada! :-D

segunda-feira, 12 de julho de 2010

I'm Specialized


No último fim-de-semana estreei uma nova bicicleta no Triatlo de Pedrógão Grande. A minha velhinha BH estava já algo cansada de prestar bons serviços, pelo que pensei que seria o momento ideal para mudar de montada.

Analisadas algumas propostas de mercado dentro do meu budget a escolha recaiu na Specialized, mais concretamente no modelo Tarmac Comp. Contudo, e felizmente (perceberão já porquê), devido a uma rotura de stock na minha medida, tive de comprar apenas o quadro para o montar às peças.

Desta situação resultou a possibilidade de efectuar alguns up-grades face ao material de origem. Assim, as rodas evoluíram para as Shimano Ultegra 6700, o avanço e o guiador para uns Ritchey WCS, o selim para um Selle San Marco Aspide, com os carris em titânio. O grupo seleccionado foi o Shimano 105, mas com a particularidade de ser o modelo de 2011, já com os cabos das manetas escondidos.

A diferença de prestações é assombrosa, especialmente no que refere ao conforto, à maneabilidade nas zonas técnicas e à rapidez de reacção nos arranques. Em suma, bastante satisfeito com esta evolução.

Não será pela bicicleta que as prestações do ciclismo perderão qualidade.

Deixo-vos umas fotos da dita!

domingo, 4 de julho de 2010

Triatlo do Zêzere


Pedrógão Grande, a escassos quilómetros da Sertã foi o palco de mais uma etapa da Taça de Portugal de Triatlo. É sempre um prova que me desperta um interesse especial. Por um lado, por estar de alguma forma ligado à sua génese, depois por se disputar perto da Sertã, terra que tanto aprecio. Acrescem ainda as suas características técnicas, com a natação em barragem e um ciclismo duro.

Outra nota de interesse era a estreia de uma nova bicicleta, na qual poucos quilómetros havia feito.

O calor foi a nota dominante do dia. Água a 26ºC a obrigar a uma natação sem fato. Cedo me integrei num grupo e sem grande novidades lá bati os 750m em 14'36". Mais uma vez algo afastado dos meus desempenhos recentes em piscina.

A nova máquina mostrou-se muito eficaz na abordagem das diferentes situações de corrida. As pernas também corresponderam e consegui o 17º registo do dia no segmento em 165 atletas. Foi bom! Bom, mas com algum estrago na corrida final. Fiquei simplesmente preocupado em não ser apanhado, mas concluí sem, novidade, na 3ª posição do escalão, "apenas" a 28" do segundo classificado, sendo 35º da geral.

Faltam apenas duas provas para as férias de Verão. Serão ambas em Aveiro, dentro de quinze dias. No Sábado, a 2ª etapa do Campeonato Nacional de Triatlo, na distancia olímpica; no domingo a estafeta do Campeonato Nacional de Clubes, na distância Super-sprint, provas que aguardo ansiosamente!

Até lá.

Foto da Rita Ramos, ilustrando a segunda transição

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Suor calipolense


Calipolense é o nome gentílico ou, no caso, adjectivo pátrio dos que são, ou daquilo que é, de Vila Viçosa.

Já tinha ouvido dizer da dureza o traçado da prova alentejana mas, não imaginava que fosse um rompe pernas desta natureza. Com água a 25º C lançámo-nos para os 1500m de natação, na barragem de Lucifecit, perto da vila de Terena, com o seu magnífico castelo, que terá perto de 700 anos, altivo, em posição dominante, no alto de um monte, e que terá integrado a linha de defesa do Rio Guadiana, juntamente com os de Jorumenha, Alandroal, Monsaraz e Mourão. Cerca de 30' para os 1500m que, considerando ter sido sem fato, ter andado aos esses e errado uma trajectória na segunda volta, poderei considerar não ter sido mau de todo.

Estava esperançado no meu desempenho sobre a bike e confirmei que tinha boas razões para isso. Média de 32,5Km/h num percurso com muitas subidas e no qual, as descidas eram também feitas a pedalar ao máximo. Não havia qualquer momento de descanso...

Por fim, a corrida urbana, num piso empedrado com passagem por 4 vezes no Castelo de Vila Viçosa. Foi num registo de economia, a tentar manter a vantagem sobre a referência Carlos Gomes e o não aparecimento de dores, decorrentes da lesão que ainda por cá anda. Objectivos cumpridos!

Registo final: 26º absoluto (5º V1), 20º registo de ciclismo! Há malta do meu escalão a voar baixinho: o inatingível Rui Rodrigues, o Pedro Cordeiro, Rui Melo, Leonardo Lopes... Livra!

Até as férias participarei em mais duas provas: O Triatlo do Zêzere, em Pedrógão Grande, e o Campeonato Nacional, na distância Olímpica, em Aveiro, que terá como suplemento a estafeta do Campeonato Nacional de Equipas.

FC

As fotos são da Ivana (Vicente) e do José Guilherme Oliveira

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Uma manhã em beleza!


Depois de vários dias cinzentos e instáveis domingo amanheceu solarengo e ameno. Excelente portanto, para fazer desportos de ar livre, no caso Triatlo. A prova teve lugar em Oeiras, um lugar carregado de tradição, onde regra geral os bons nadadores impõe a sua lei.

Finalmente consegui colocar numa prova a mais recente evolução na natação. Estava cansado de não ver traduzido no triatlo os progressos feitos na piscina. Assim, acabei por sair perto de boas referências, fazer uma boa transição e conseguir apanhar o grupo, mesmo que para isso só tenha calçado os sapatos em Santo Amaro de Oeiras.

O grupo foi muito cooperante e fruto disso alcançámos outros dois grupos que nos precediam. Coloquei-me bem para a transição e rapidamente saí do Parque de Transição a par do Ricardo Silva e do Bruno Salvador, que em poucos segundos me ganhou uma dezena de metros.

Contudo, rapidamente engrenei um ritmo confortável (e possível face ao pouco treino de corrida) e voltei a acercar-me do Salvador, deixando-o mesmo para trás. No retorno comecei a contar os dorsais vermelhos, identificativos dos escalões de veteranos, e concluí que seguia em boa posição para poder alcançar o pódio V1. Foi o que veio a acontecer, com um registo final de 1h05'50, com o 27º parcial de ciclismo. 49º da geral em 341 atletas chegados (3º V1 em 50 atletas) .

Ainda de relevar a festa do Pódio. Quem tem o Silva na equipa arrisca-se a chegar ao pódio de forma pouco ortodoxa. Foi isso que me aconteceu... Fui em ombros, perante o olhar atónito do público presente!

O próximo desafio está marcado para Vila Viçosa. desta vez na distância olímpica mas com a particularidade de ser no drafting, ou seja, sem roda!

As fotos são da Rita Ramos e do Victor Carapelho