terça-feira, 13 de abril de 2010

O mar está calmo, Toino; o mar está calmo...



O Triatlo será, sem dúvida, uma modalidade com pouco espaço para operar milagres.
Diferente do futebol, onde um qualquer, de pés quadrados, poderá tropeçar e, acidentalmente, marcar um golo. Assim, os resultados obtidos no Triatlo são, seguramente, fruto de trabalho. Ponto!Ora bem, o ZeroK system é precisamente a ausência de treino, pelo que os meus desempenhos não poderiam, nem poderão, de forma alguma, aproximar-se daqueles que já obtive anteriormente.

Ainda assim, lá fui a Quarteira e, aproveitando a realização de duas provas, inscrevi-me também no Aquatlo. Devo dizer que mal estacionei o carro, apoderou-se de mim um sentimento de arrependimento enorme, tal era a revoltuosidade do Atlântico por aquelas bandas...

No Aquatlo as condições de natação estavam francamente difíceis. Saí da água com tonturas, algo que creio nunca antes me havia acontecido. Mas depois dos primeiros metros a correr, a coisa aligeirou e lá se cumpriu a distância, a gerir o esforço o mais possível.
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Duas horas mais tarde seria a partida do triatlo. A natação foi um pouco mais fácil, excepto a entrada e saída da água. No ciclismo acabei por me associar ao Carlos Cabrita (sim, esse mesmo, o ícone do BTT nacional) e com ele partilhei o esforço para tentarmos andar o mais rápido possível.
A corrida final foi medíocre. Um misto de fadiga, falta de treino e sequela da lesão muscular.

Conclusão, um modesto 105º lugar com 1h12'22", mas um grande fim-de-semana de triatlo, com a Taça da Europa a preencher o dia seguinte.

terça-feira, 23 de março de 2010

ZeroK

ZeroK? Que Diabo é isso do ZeroK ? - Perguntarão vocês.

ZeroK é um nome. É o nome de coisa nenhuma. Ou antes, será um salpico de marketing no nome de coisa nenhuma. Em suma, é não treinar uma beata e mesmo assim decidir ir participar no Triatlo do Ribatejo.

De facto vários condicionalismos, essencialmente do ponto de vista físico, impediram-me de treinar aquilo que considero ser o mínimo desejável para enfrentar um evento desta natureza, com um mínimo de competitividade. Pois bem, foi mesmo em modo defensivo que fiz o primeiro triatlo da época 2010.

Face ao elevadíssimo número de atletas presentes, as partidas foram separadas e dadas por vagas. Saí na vaga dos Veteranos e fiz uma natação muito tranquila; sem desorientações e sem contacto físico. Estreei um novo fato, o Sailfish Atack que se revelou muito leve, macio e confortável. Uma grande evolução face ao meu velhinho Orca.

No ciclismo andei quase sempre na liderança do grupo. Sempre que saía da frente o ritmo baixava, pelo que optei por o tentar sempre espevitar, à excepção dos 2 últimos quilómetro,s antes da subida para Santarém, durante os quais me preferi resguardar. Acabei por deixar para trás os restantes companheiros de ocasião e entrei isolado no PT para a última transição.

A corrida foi feita de forma bastante defensiva, tentando não provocar dor na minha perna lesionada. Sem factos dignos de relevo, cumpri o objectivo, alcançando a sexta posição no escalão V1.

Vou aguardar e esperar pela evolução da lesão. Eventualmente, poderei ver-me na contingência de alterar os meus objectivos desportivos para 2010, mas a seu tempo se verá. Para já, fica a dúvida no ar, sobre se alinharei ou não no Triatlo Quarteira, a 10 de Abril.

A foto foi retirada do site da FTP e é da autoria do Fernando Lobato

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Balanço de Sevilha e novos horizontes

A minha preparação para a Maratona de Sevilha estendeu-se por 16 semanas, menos 8 do que as utilizei no ano passado, para preparar a participação em Hamburgo. A isto não foi alheio o facto de, no ano passado, ter projectado o meu objectivo no tempo, inicialmente previsto para o mês de Fevereiro.

Corri no período 1315Km. A semana de maior volume teve apenas 117Km, enquanto a mais reduzida, apenas 22Km. Foram 81km e 6h37 de corrida de média semanal... abaixo do desejável!

A já sobejamente falada lesão do piramidal, impediu que me apresentasse em Sevilha na melhor forma. Tanto pelo facto de me ter coartado a preparação, como por me ter condicionado a prova a partir do Km 15.

Deixo algumas estatísticas:

TREINO
Nº de dias de preparação: 112 dias (18 dias sem correr);
Nº de sessões: 101
Volume de treino: 1.315 Km
Volume de treino: 81 h
Provas disputadas (5): Meia Maratona da Nazaré, Meia Maratona de Lisboa, S. Silvestre de Lisboa, S. Silvestre da Amadora, Maratona de Sevilha
MATERIAL
Sapatilhas: 2, Asics GT2130, Asics Nimbus IX
Equipamento de competição: Nike e sapatilhas Asics DS Trainer
Gel: 6 pacotes GoldNutrition Morango durante a prova.

Passaram já 2 semanas desde Sevilha. Desde apenas tenho nadado e feito umas sessões de spinning. O Objectivo é o de recuperar a lesão e poder ter condições de estrear a época de Triatlo, já a 21 de Março em Santarém.

O ano de 2010 vai ser então focado no Triatlo, especialmente no Triatlo Longo. O Campeonato da Europa e o Campeonatos Nacional serão a prioridade. Chegar aos 80 melhores do Estoril e ajudar a equipa do CN
CVG a pontuar o mais possível na Taça de Portugal, são os restantes objectivos da época.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Maratona na Andaluzia


Foi na cidade de Sevilha, num dia frio, que cumpri a minha sexta Maratona.

O ano passado tinha feito apenas 25Kms desta mesma prova, em jeito de treino longo, que com o regresso ao hotel deu qualquer coisa como 31Km. Desde logo fiquei convencido pelos excelentes argumentos organizativos e pela proximidade da prova. Assim, este ano decidi ir até lá, para a correr na íntegra.

As coisas foram bem até à S. Silvestre da Amadora. Desde então, uma dor aguda na nádega vinha condicionando a minha preparação. Não só limitava o volume, como também os níveis de intensidade que consegui suportar. As dores nem sempre eram bem localizadas. Ora nos adutores, ora nos isqueotibiais. Só tardiamente percebi o porquê desta situação e qual efectivamente a lesão: uma contractura no piramidal da bacia. Foram assim condicionadas 6 importantes semanas da preparação, o que desde logo afastava a possibilidade de tentar um recorde pessoal.

Assim, fiz-me à prova na expectativa de a terminar. Pensei que uma marca na casa dos 2h45'/50' seria possível.


Nos primeiros 10Kms senti-me muito bem. Solto, sem dores, com facilidade a correr na casa dos 3'45"/Km. Passava com 38'50", o que atendendo a um primeiro quilómetro lento configurava um regime bem aceitável.


Contudo o pior estava para vir. À passagem do Km15, a "minha" dor muscular dava os primeiros sinais. Ao Km 22 começava a ser intolerável e o ritmo começa a cair. Perdi o grupo onde seguia. E mais outro e mais outro...

As dores musculares apertavam. Não só aquela que já estava habituado e que diminuía de intensidade com a redução do ritmo, mas também nos gémeos da perna contrária, seguramente fruto das compensações que ia fazendo. Foram pois 17Kms finais de sofrimento, para terminar com o registo de 2h58'14", o meu pior registo de sempre na distância.

Agora, há que recuperar das mazelas musculares e apontar as baterias para outro desafio da época: o Campeonato da Europa de Triatlo Longo (Agegroups), nas distâncias de 4Km, 120Km, 30Km. Espanha será de novo o destino, mas desta vez ao Norte, em Vitória.

A foto é da Helena



sábado, 6 de fevereiro de 2010

O grande cabrão!

Dá pelo nome de piramidal da bacia, promove a rotação externa da anca e tem sido o responsável pela minha parcial incapacidade, desde a S. Silvestre da Amadora. Como está junto ao nervo ciático, leva a que, muitas vezes, se confundam os seus sintomas dolorosos com ciática, nomeadamente quando se têm problemas ao nível vertebral, o que, felizmente, não é o meu caso.

Ontem não corri. Depois do treino de natação e apesar da tarefa de pernas que fiz, estava bem confortável. Contudo, hoje, nas primeiras repetições das 20 de 400m Z4 que tinha para fazer, a dor surgiu de novo. Tornou-se insustentável correr àquela intensidade (3'10"/Km) e abortei ao fim de 8 repetições.

Irei investir esta semana a tentar debelar a contractura do dito piramidal da bacia. Do sucesso dessa tarefa dependerá a prestação em Sevilha. Agora, já não há ganhos a obter. Há que descansar e não estragar aquilo que entretanto se construiu. Desta vez, vou fazer-me à estrada sem grande ideia do que poderá acontecer durante os 42,195 Kms. Se por um lado estou certo de ter condições para concluir sem novidade, creio não estar com um nível que permita correr no tempo desejado. Se me ressentir da lesão... Bem, aí talvez nem consiga mesmo concluir a prova. Tudo está em aberto.