domingo, 16 de dezembro de 2018

15*TS

À partida em Tróia
Ontem cumpri o meu 15º Tróia-Sagres. Fiz um dos meus mais lentos registos de sempre, se é que isso é importante, pois o TS é tudo menos uma corrida.


Os tempos dependem de imensos factores. Ter um grupo numeroso, homogéneo e disciplinado é a chave para andar depressa.


Aproveitando as cadeiras do caminho para esperar pelo Serôdio... :-D
Não tínhamos nada disso nem, tão pouco íamos focados para andar depressa. Apenas a espaços o fiz e, nesses momentos, as sensações foram sempre boas, a demonstrar que o efeito do treino ainda por cá anda.


A alteração de percurso concretizada no ano passado endureceu o trajecto mas tornou-o mais interessante. Os registos ficam também condicionados ao local de partida, pois o cais de desembarque do Ferry foi alterado, reduzindo o trajecto em 5Km caso não se pernoite mesmo em Tróia.

Para memória futura fica o histórico das minhas 15 edições:
  • 2018 - 6h56
  • 2017 - 6h39
  • 2016 - 6h08
  • 2015 - 5h45
  • 2013 - 6h17
  • 2012 - 6h49
  • 2010 - 6h30
  • 2004 - 5h45
  • 2003 - 6h11
  • 2002 - 6h17
  • 2001 - 6h42
  • 2000 - 6h23
  • 1999 - 7h20
  • 1998 - 6h32
  • 1997 - 6h38

Relive 'Volta de bicicleta matinal'

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

2018 - 10 momentos


A época 2018 terminou. Terminou na Ali'i Drive a muitos milhares de quilómetros de casa, numa ambiente indescritível.

Ficam, para memória futura, 10 momentos desse longo mas compensador caminho, e um bem-haja a todos os que o partilharam comigo.

Os incontornáveis estágios na região centro: Sertã, Castanheira de Pêra, Proença-a-Nova e Oleiros.
Setúbal Triathlon. Iniciar a época num evento fantástico.

Torneio de Masters do Algés.
Foi o ano em que mais metros fiz na água ainda que isso não se tenha traduzido na prova do Hawaii.
Viseu. A essência do Triatlo numa distância incomum (2; 60; 15) Km. Fantástico. E o primeiro lugar no escalão, algo que havia anos que não acontecia.



O imperdível Triatlo de Oeiras.


Treino no dia mais quente do ano desde há muitos anos. Insano e de extrema dureza. Foi na Serra da Estrela.
 

Triatlo do Douro - um dia duro, muito duro!

Estágio de Verão em Oleiros. Com natação em águas abertas.
 
A última meta da época, na desejada Ali'i Drive

Friends will be friends.


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Aloha

Passaram 40 anos desde que alguém se lembrou de juntar, numa prova só, 3,8 Km de natação, 180 Km de ciclismo e 42,195 Km de corrida, num evento realizado numa ilha do Pacífico Norte, longe de tudo e de quase todos.


Na Ali'i Drive com cerca de 10Km de corrida
Seguramente, nessa altura ninguém ousaria imaginar que aquele seria agora o maior evento de Triatlo realizado à escala planetária, onde milhares de atletas sonham um dia competir, depois de obterem a desejada slot, numa das provas de qualificação que semanalmente se realizam por esse mundo fora.


Em Setembro de 2018, no País de Gales, obtive a qualificação para o Ironman Hawaii e, assim, tive o privilégio de rumar à Big Island do Hawaii onde estive na semana que antecedeu a prova.

O ambiente que ali se vive nessa semana é indescritível. Só mesmo partilhando a comunhão de interesses que ali está instalada, para sentir toda aquela vibração, num local fortemente marcado por uma cultura muito diferente da maioria das que conhecemos. Só vos posso dizer: adorei e quero voltar!

Não sou de stressar nos momentos importantes. Mas, confesso que fiquei fortemente irritado quando acordei com um torcícolo na manhã da prova. Já não basta ser fraco nadador, como a prova ser sem fato e, mais ainda, uma coisa daquelas.


Celebrando com os amigos
O segmento de natação foi no limite das piores expectativas. A partida foi tranquila e sem confusão, mas as dores eram bastante limitativas. Só queria mesmo sair dali o mais depressa possível, o que aconteceu 1h21 depois do tiro do canhão de partida.

O desconforto também imperava no ciclismo. Nem conseguia rodar o pescoço para olhar quando fazia ultrapassagens, mas a coisa - os 180 Km, lá se fez em cerca de 5h16', com média de 34 Km/h, mas sempre a pensar na corrida final.

O último segmento não é de todo fácil. Especialmente na zona do Energy Lab, perto do Km 30,com aquela ligeira mas longa subida. Apesar disso, consegui uma boa estratégia de arrefecimento corporal e assim correr de forma bastante consistente, finalmente sem incómodo.

Acabei por fazer em Kona o meu melhor tempo na distância Ironman 10h27'24". Portanto, e tratando-se da prova que é, será talvez um pouco estúpido da minha parte ficar com um pequeno amargo de boca, mas a verdade é que tinha colocado a minha fasquia um nadinha mais alta.

O nível da competição é altíssimo. Tanto ao nível desportivo, como ao nível das bicicletas em prova, como do acompanhamento técnico dos atletas. Estiveram presentes nomes sonantes do desporto mundial como os ex-ciclistas Laurent Jalabert (da minha idade, campeão do mundo de contra-relógio e vencedor da Vuelta) ou Alexander Vinokourov (campeão olímpico); um ex-campeão mundial de Body Board (brasileiro do qual não retive o nome). Até mesmo o sangue azul marcou presença e com excelente prestação: https://www.facebook.com/nasser13hamad13/ que é só o dono da Bahrein Merida.

Diz também quem disto sabe, que esta foi a edição mais bafejada pela generosidade da meteorologia em 40 anos de Ironman. Talvez por isso, a taxa de abandonos foi a mais baixa de sempre. 

Os americanos têm jeito para vender produtos sob a forma de sonhos.



terça-feira, 11 de setembro de 2018

Quase lá...

Faltam menos de 5 semanas para a grande competição desta época desportiva: o Ironman Hawaii. Optei por competir pouco durante esta época privilegiando os momento de treino e os estágios de ciclismo na região centro.

As minhas duas últimas competições foram o Triatlo de Oeiras, na distância Sprint e o Half do Douro, prova que atribuía os títulos de campeão nacional de média distância.

Oeiras acabou por ser uma prova sem grande história mas com uma boa dose de intensidade.

Já no Douro as coisas foram diferentes. A começar pelo traçado da prova que deixou de contemplar a subida a Lamego e a corrida naquela cidade. Agora, totalmente em Peso da Régua e nas margens do rio Douro, o belo rio Douro.





A natação foi dentro do registo habitual. Uma natação em água doce e com corrente é sempre um pouco mais lenta. Os 90Km de ciclismo foram cumpridos a uma média de 37Km/h, com a preocupação de manter a intensidade dentro da zona alvo. As coisas até corriam bem e, no início deste segmento, era o segundo do agegroup [50-54].

Contudo, após alguns metros percebi o quão desgastado estava. A corrida não tinha fluidez alguma e a fadiga muscular geral era enorme. Havia que escolher de entre encostar logo ali, ou concluir a prova. Optei pela segunda opção, em nítido modo de sobrevivência e sem me preocupar com o relógio. A coisa estava tão complicada que nos últimos quilómetros tive, pela primeira vez na minha vida, cãibras! Pasme-se!

Corri (sobrevivi) num registo miserável de 2h03 e acabei a prova como quarto do agegroup [50-54].


A esta situação não terá sido alheia a carga de treino em Agosto. Não pelos seus valores absolutos mas, sobretudo, pelas condições em que foi administrada. Um fim-de-semana na Serra da Estrela onde os termómetros marcavam 35ºC na Torre, aos 2000m de altitude; no fim-de-semana seguinte 100 Milhas na serra algarvia; e no outro depois, repeti a solo o trajecto do GrandFondo Algarve 2018, com bicicleta TT e com temperaturas muito elevadas. Em suma, cheguei bem espremido para competir no Douro.


Mas nestas questões há que ser muito pragmático. Se queremos ser bem sucedidos na abordagem ao nosso objectivo, não podemos gastar cartuchos noutras ocasiões.

A próxima e última do ano será a 13 de Outubro na Big Island do Hawaii: Kona!



segunda-feira, 21 de maio de 2018

Viseu Triathlon


Segunda prova da época. Mais um passo na direcção do Kailua Pier, em Kona.

O Viseu Triathlon despertou o meu interesse por ser uma prova sem roda e pela distância pouco usual: (2; 60; 15)Km, formato em que nunca havia competido e que parecia interessante para treinar em ambiente de competição.

Era também uma prova simples - sem cronometragem electrónica, mas, as coisas simples são, muitas vezes, fantásticas. Um evento recheado de atenção para com os atletas, envolvimento dos voluntários e das forças de segurança no controlo do tráfego. 


A Barragem de Fagilde foi o local escolhido para as duas voltas de natação. Local muito aprazível, água a 21ºC. Natação muito tranquila cumprida em cerca de 37'.

O segmento de ciclismo ligava a dita barragem a Viseu. Em linha recta serão cerca de 10Km, mas o percurso traçado levava-nos, inicialmente, para o lado oposto, para Mangualde. Depois rumava a sul até perto de Canas de Senhorim, passando na preciosa localidade de Caldas de S. Gemil, retornando daí a Viseu. Percurso exigente, com subidas longas, zonas técnicas, empedrado, bom piso, piso menos bom... havia de tudo. Cumpri-o com média superior a 31 Km/h o puxar quase todos os Watt disponíveis.


Por fim, o segmento de 15Km de corrida, com 6 voltas no Parque Radial de Santiago, em Viseu. Percurso recheado de curvas que aumentava significativamente a sua dificuldade e no qual tive alguma quebra, resultante da intensidade colocada durante o ciclismo.


Acabei em 19º da geral (entre 146 atletas) vencendo o AG 50-54. Um primeiro lugar que não acontecia desde o Triatlo do Fundão em 2007.

Uma prova para pensar repetir em 2019.

Fotos de Viseu Triathlon, António Fernandes e Teresa Cardoso

#tachapim #campingoleiros #speedo #em3



segunda-feira, 9 de abril de 2018

Setúbal Triathlon

Ontem foi dia de Setúbal. Dia de Triatlo, o primeiro da época 2018.

Uma organização que em 2017 tinha colocado a fasquia a um nível muito alto mas que,pelo que conhecemos em 2018 a iria tentar superar. E superou. A prova está cada vez melhor e ao nível daquilo que de melhor conheço. Parabéns!

Speedo Xenon - ferramenta para o segmento de natação
Era a minha primeira prova da época. De uma época cujo principal objectivo está assestado em Outubro, no Hawaii. Portanto, e apesar de andar, obviamente, a treinar, distante do meu melhor nível competitivo.


A natação foi uma agradável surpresa - tirei cerca de 3' ao tempo obtido em 2017, num percurso em que os 1900m eram cumpridos em apenas uma volta, onde não senti qualquer dificuldade e onde julgo ter nadado de forma descontraída, apesar da temperatura fria da água: 14,7 C.

A primeira transição foi algo miserável. As mãos frias não colaboravam a calçar as meias e essas eram um acessório de que não iria prescindir depois de, sem elas, ter destruído os pés na edição anterior.

Do segmento de ciclismo esperava um pouco mais. Senti alguma fadiga, a qual foi impeditiva de impor os níveis de potência pretendidos e de alcançar registos de melhor qualidade. Creio ter ficado patente a falta de volume na estrada, durante o mês de Março, muito devido ao mau tempo que nos tem assolado e impedido de nos afastarmos do treino indoorMesmo assim, dentro do prescrito pelo treinador...:-D

Chegava então acorrida final. Procurei desde logo encontrar o meu ritmo, talvez algo ambicioso, mas que seria rondar os 4'00/Km. Foi possível na primeira metade da prova. Na segunda houve uma quebra de cerca de 20" em cada quilómetro, situação que acabou por condicionar a minha classificação final.

No entanto, satisfeito com o resultado: 55º à geral, com 04:57:14, o que deu o 3º lugar do pódio do escalão V3.

* Estreei na prova um novo fato isotérmico: Speedo Xenon. De um conforto extremo. Parece que vamos a nadar sem fato tal é a facilidade de movimentação dos ombros. E apesar da temperatura da água ser de 14,7 C estive sempre confortável. À venda aqui.



segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

São Silvestre da Amadora

Para manter a tradição de fim-de-ano corri, uma vez mais, a prova da Amadora.
Depois de 3 dias de treino exigente - entre natação, corrida e ciclismo, com uma manhã de ciclismo intensa, longa e molhada, as pernas não apresentavam a frescura desejada para abordar uma competição deste nível.

Assim, o objectivo passava por fazer uma corrida tão rápida quanto possível sem, no entanto, me exceder para situações que pudessem provocar algum tipo de lesão. Atentos estes factos penso que foi uma prestação bem conseguida, a bater nos 4'00"/Km num percurso exigente como é o da Amadora.

É verdade que já corri provas de 10Km bem mais depressa. Inclusive na Amadora. Mas também é verdade que esta não é a distância para a qual me estou a preparar, nem, tão pouco, o momento para estar em forma.

Da prova apenas posso dizer que a organização da HMS Sport guindou a coisa para outro nível e qualidade. O percurso, também renovado, parece-me mais interessante, com opção por vias mais largas e melhor iluminadas, factor sempre importante quando se corre à noite e é aconselhável saber onde se colocam os pés.

Fica a vista aérea do meu desempenho, nas últimas horas do Ano de 2017... desportivamente falando, um excelente ano. :-)

Relive 'Corrida vespertina'


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Resumo da época - uma época fantástica...

Setúbal
O Triatlo de Vilamoura, disputado no passado Domingo, marcou o final da época de 2017. Seguramente, terá sido, em termos pessoais, a minha melhor época na modalidade, facto a que não é alheio o resultado obtido no Ironman Wales - o segundo lugar no pódio do agegroup e uma valiosa slot para o Ironman Hawaii de 2018.

Foi uma época gerida com pinças. Havia que conseguir resolver uma arreliadora e prolongada lesão no calcâneo e ao mesmo tempo treinar e competir, sempre com o foco naquele que era o grande objectivo de 2017: o Ironman Wales. Assim, preferi competir um pouco menos e, também, aligeirar a carga no que à corrida diz respeito.

Sabugal
A primeira prova da época foi em Quarteira, na distância sprint, sempre bom para um estímulo de intensidade competitiva. A performance até superou um pouco a minha expectativa inicial e acabei na 4ª posição do escalão.

Depois, num espaço de 15 dias fiz 2 halfs. O primeiro foi em Setúbal. Prova com organização suprema, com um percurso mais exigente do que se imaginaria e com um resultado interessante, ainda que as sensações tivessem variado no decurso da competição. Terminei na 3ª posição do escalão, no meu primeiro pódio V3. Depois foi a vez de Sevilha, a prova de que tanto gosto na Andaluzia. Mais uma para ganhar consistência e para mostrar, também, alguma debilidade no segmento de corrida.

Oeiras
No mês seguinte - Junho, rumava ao Sabugal, para mais um fim-de-semana de triatlo, distribuído entre a distância Standard, no Sábado e uma estafeta, no Domingo. Desempenho dentro do esperado e com a boa notícia de ausência de dores no pé, mesmo no percurso acidentado e com piso irregular como é o do Sabugal. Fim de semana marcado também por mais duas idas ao pódio: no Sábado na segunda posição V3; no Domingo em terceiro na estafeta de veteranos com o Paulo Lamego e o Ricardo Silva.

A seguir chegava o triatlo de Oeiras. Um ciclismo forte e depois a incapacidade, natural diga-se, de andar depressa na corrida. Apenas o suficiente para chegar ao segundo lugar do pódio

Wales
O último grande teste estava marcado para 15 dias antes de Wales: era o Half do Douro, disputado entre o Peso da Régua e Lamego. A prova atribuía também os títulos nacionais de agegroups. Apelei a todos os recursos disponíveis no segmento de ciclismo no sentido de me chegar o mais à frente possível. Andei mais do que devia e acabei por pagar a factura na corrida não indo além da segunda posição no escalão.

Chegava Setembro e o dia do grande objectivo: Ironman Wales. Sobre esta prova já escrevi o suficiente. O desempenho foi excelente a todos os níveis e deu-me a possibilidade de poder ir competir no IM Hawaii, algo que até hoje apenas foi o privilégio de 36 atletas nacionais.

Wales
Se tudo correr bem, dia 13 de Outubro estarei no Kailua Pier, ao lado de mais 2000 atletas, em busca da meta.

Provavelmente cumprir a prova até não será o mais difícil. Nisto do Ironman conseguir construir condições para poder alinhar à partida é a primeira grande vitória. Não é só querer e pagar. É passar por um processo de treino exigente, conjugado com vida familiar e profissional, conseguindo cumprir o planeamento e fugindo de lesões e afins.

Vamos a isso! :-)


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Estrada Nacional 2 (sentido Sul-Norte)

Depois de em 2016 ter cumprido o desejo de pedalar esta estrada, foi agora tempo de repetir mas, desta feita, em sentido inverso, ou seja, de Faro até Chaves.



Esta viagem está associada a uma acção promovida pelos Bombeiros Sapadores de Setúbal, na pessoa do seu Comandante e meu amigo, Paulo Lamego. O objectivo é chamar a atenção para o Bombeiros, lembrando à população que eles estão sempre, sempre presentes. Não só nos fogos de Verão, mas também nas inundações de Inverno, nos acidentes, nas catástrofes e sempre que estamos em situação de desespero, sem solução à vista. Assim, nada melhor, pensou o Paulo Lamego, que percorrer o país na estrada que o une de Norte a Sul.


Serra do Caldeirão
Desta feita dividimos as etapas de forma diferente. Fizémo-lo com base nas quilometragens que pretendíamos percorrer, mas também na capacidade das corporações em nos albergar.

No primeiro dia ligámos Faro a Montemor-o-Novo. Foram 215 Km, percorridos em cerca de 7h15'. A dificuldade do dia era a Serra do Caldeirão e o piso das estradas alentejanas, que se apresenta descuidado, ainda que em melhor estado do que no ano passado. Mais uma vez, o grupo de ciclistas TokaRolar, de Almodôvar, veio ao nosso encontro para puxar durante alguns quilómetros o que sempre agradecemos. O dia ficou marcado por uma queda de um dos nossos elementos, nas curvas do Caldeirão. Feia, mas felizmente sem danos físicos de maior.

O Lamego e eu em pura diversão perto de Mora
No segundo dia eram só 170 Km, com a promessa de alguma chuva. Só a partir do Km 120 esperávamos algumas dificuldades, impostas pelo relevo. Acabei por fazer as 3 primeiras horas com a companhia do Paulo Lamego, onde percorremos 100Km. Apanhámos alguma chuva perto de Abrantes que, nos trouxe apenas algum frio. Entre Abrantes e Sertã tivemos o primeiro contacto com a terra queimada. Não na dimensão que temíamos mas, de qualquer modo, são zonas bonitas e meios de subsistência que desapareceram e demorarão algum tempo a ser repostos.

Após Alvares - 10Km a 4%
Terceiro dia: uma jornada épica. Confesso que temia esta etapa, pois associava uma quilometragem elevada - 234 Km, a uma altimetria respeitosa - 3.700m d+, a um dia já mais curto e à possibilidade de chuva. Saímos bem cedo da Sertã e, até Pedrógão Grande, continuámos a ter paisagem verde. Neste capítulo a coisa começava a ficar dolorosa a partir de Alvares. Góis, Vila Nova de Poiares, Santa Comba Dão... Enfim, tudo completamente arrasado. A paisagem queimada associada a uma N2 que se vai confundindo com o IP3 e onde a sinalização é nula, fizeram deste troço um martírio. Depois de Viseu montámos as luzes nas bicicletas. Como prevíamos, chegar de dia era impossível e, a partir de Castro d'Aire era noite cerrada e com muitos quilómetros a subir até Bigorne, o ponto de maior cota da N2. Chegados ao topo tínhamos chuva à nossa espera, para tornar épica e inesquecível a sinuosa descida de 14 Km até Lamego.

Vila Real
Quarto e último dia reservava-nos uma passeata de 100Km. Douro e Corgo vinhateiros. Passagem pelo Peso da Régua, Vila Real, Santa Marta de Penaguião. A seguir a Vilarinho da Samardã, terra de inspiração de Camilo Castelo Branco, preponderavam as descidas até final, pelo que seguimos a ritmo muito simpático, até alcançarmos o marco do Km 0 da N2, de onde, um ano antes, havíamos partido.

Missão cumprida pelos 9 ciclistas e respectiva equipa de apoio. Ao contrário do ano passado, desta vez houve quedas, furos e uma avaria mecânica esquisita, mas tudo foi resolvido e o grupo chegou coeso ao final.


Fotos da Rita Ramos
 
 
 





sábado, 30 de setembro de 2017

Números!

Aeroporto de Lisboa - Quando a Helena fugiu
para não ser vista acompanhando um tipo

com flores ao pescoço... :-) 
No passado dia 10 de Setembro, concluí em Tenby, País de Gales, o meu 4º Ironman. Depois de na minha segunda experiência - no Iberman, ter enfrentado condições extremas, com temperaturas a chegar aos 45Cº, desta vez houve que enfrentar chuva e vento, muito vento.
 
Contudo, tal não impediu que a prova me tivesse corrido bem. Tão bem que alcancei a segunda posição no meu Agegroup [50-54] e ganhei o almejado Slot para o Campeonato do Mundo Ironman 2018, em Kona, no Hawaii. Como gosto de dados e da sua análise, partilho alguns que considero interessantes.
 
A preparação oficial começou no dia 07 de Novembro de 2016. Fiz desde então 486 treinos durante os quais, aproximadamente, nadei 392Km, pedalei 8.865Km e corri 972Km.




Dados interessante sobre a prova

A dureza do prova galesa fica atestada pelo facto de só 85% daqueles que iniciaram a competição a terem concluído. Terminaram 1476 homens - 136 no meu Agegroup), tendo a minha marca 11h07'06" sido a 128ª - 2ª do Agegroup. Relevo para o segmento de corrida, onde fiz a melhor marca do Agegroup e a 60ª absoluta.
 

Coach Paulo Conde
À saída da água era 27º. Acabei o ciclismo na 10ª posição. E recuperei mais 8 lugares na corrida. Ao Km25 estava dentro da zona da slot, no Km 31,6 no pódio e no 35,4Km no segundo lugar, mas longe da liderança.

Pela primeira vez, em cerca de 20 anos de triatlo, competi com um agasalho. Sim, um casaco de ciclismo de meia-estação sobre o equipamento de competição e ainda umas biqueiras de neoprene sobre os sapatos de ciclismo. Optei também por gastar mais algum tempo na T1 e secar o tronco e vestir um top de competição seco. Estar o mais tempo possível confortável durante o ciclismo foi importante.







Fisioterapeuta Armando Jorge

Agradecimentos

Desde Agosto de 2014 que tenho andado com uma lesão no calcâneo que se afigura crónica. Depois de muitos médicos e de muitas tentativas terapêuticas, a solução veio através do Dr. João Paulo d'Almeida e do Fisioterapeuta Armando Jorge. Provavelmente, sem a ajuda deles não teria conseguido reunir as condições para correr como necessário e, sobretudo, para passar a linha de meta sem qualquer queixa. Fica o reconhecimento pela sua extrema competência e amizade.
 
Uma palavra especial para o Paulo Conde - Academia Ironconde, pela amizade e pelo planeamento do treino, que encaixou de forma perfeita no objectivo que havíamos delineado. Muito obrigado.

Melhor era impossível. O ponto alto de 2017, o objectivo da época, sempre foi o Ironman. Conseguimos não perder o foco com outras participações desportivas, que sempre considerámos como peças importantes no planeamento, mas secundárias enquanto resultado desportivo. Fiz o sprint de Quarteira - por sinal, a única prova onde não cheguei ao pódio (4º); o Half de Setúbal; olímpico no Sabugal, seguido da estafeta super-sprint no dia seguinte; o sprint de Oeiras; o Half de Lamego; e finalmente o Ironman Wales. Ainda havia pensado estender a época até ao Iberman, mas decidimos - o Paulo Conde e eu, ficar por aqui e descansar de uma época desgastante... especialmente quando já não se vai para novo :-)
 
 

Coca-Cola - a bebida que consumi
durante o segmento de corrida

Agradecimentos também à Rita, ao João e ao Pedro que, para além de partilharem muitos quilómetros de treino, estiveram presentes em Gales ajudando em pequenos e imperceptíveis detalhes que me mantiveram focado naquilo que realmente importava. A Rita e o João pela segunda vez! :-)

Para os Masters da Natação do SAD, que servem de cenoura nos treinos matinais de natação (eu nunca chego a conseguir alcançar as cenouras)...

Para a Cristina e Matt que tão bem nos recebem no seu Abbey Cottages, em Talley Abbey, que serve de quartel-general  nos dias em que por lá estamos.

Para o Lamego e Caldeirão que foram os restantes portugueses em prova, lutando com bravura contra o dragão galês. Estou certo que numa próxima os tendões do Lamego não causarão problemas e, também, que o Caldeirão conquistará a desejada slot que, infelizmente, desta vez lhe escorregou entre os dedos. Quem sabe, ainda para 2018... :-)
 
Obrigado e em 2019 lá teremos que lá voltar. O prometido é devido! :-)



E podem ver como estava o vento naquele dia...

mywindsock cycling weather

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Trabalho de equipa!

É aqui onde se nada... com a maré cheia
Não fazemos nada sozinhos! Cada vez mais as coisas dependem do trabalho de equipa e da confiança e cumplicidade entre os elementos dessa equipa. Foi assim comigo e com o Paulo Conde e isso permitiu-nos esta conquista.
Havia gostado tanto do Ironman Wales que, este ano, decidi voltar. Gosto do local, do ambiente e das pessoas. Gosto do local abrigado onde se nada, gosto do desafiante percurso de ciclismo e do exigente segmento de corrida.


Saundersfoot... Com 22%
O clima... bem... temos mesmo de falar sobre isso? O clima é britânico e, por isso, o tempo pode ser qualquer coisa. Desta vez, o dia de prova foi dia de temporal, com chuva e vento forte, a rondar os 50 Km/h. Um mimo para as rodas de perfil alto.

O dia começo cedou. Começa sempre cedo no Ironman. Cerca das 07h00, depois de cantado o hino galês na praia, com uma moldura humana impressionante, foi dada a partida. Mar calmo, água a bater nos 18ºC e sem chuva. Na segunda volta o mar ficou um pouco alteroso, mas sem dificuldades de maior. Havia partido na zona da 1h00. O segmento foi um pouco longo - 4.000m e acabei com cerca de 1h09.
A transição em Wales é longa. Tem 1Km de corrida, facto pelo qual é permitida a utilização de sapatilhas no mesmo. Cumprida a transição em 15 longos minutos lá me fiz à estrada, a encaixar o ritmo e a esconder-me do vento frontal que nos acompanharia nos primeiros 30Km.

Foi nessa altura, na zona costeira e desabrigada de Angle que começou a chover. Chuva essa que se manteve, quase em permanência, até final do segmento. Pelo meio o rompe pernas característico da região e a passagem em alguns troços de estreitas estradas rurais, com rajadas a surgir de entre as quebras entre muros. Épico!

Não vale a pena gastar energia a lutar contra o vento. Optei por adoptar um pedaleio tranquilo no limite superior da minha zona competitiva, na expectativa de chegar saudável para poder correr decentemente.

E assim acabou por acontecer. Rapidamente percebi que estava confortável a correr e apenas controlava o regime cardíaco nas zonas de subida, para não entrar em abusos. Ia em bom ritmo e ganhando posição atrás de posição. Aliás, acabaria por realizar a melhor corrida do meu escalão.


À entrada da última volta veio a informação: se mantivesse o ritmo a slot estava garantida e o pódio à espreita. E assim foi. Deu mesmo para abrandar nos 2Km finais, uma vez que as diferenças de tempo não davam azo a preocupações, tanto para a frente, como para trás.

Em suma, uma prova bem conseguida e um objectivo alcançado. Ou mesmo superado, porque, para além da dita slot, não é todos os dias que se consegue um pódio numa prova do circuito Ironman.





Registo final: 2º do Agegroup [50-54], 131º da Geral
  • Natação: 01:09:07 (27º do Escalão)
  • Ciclismo: 06:12:21 (7º do Escalão)
  • Corrida: 03:26:35 (1º do Escalão)
  • Final: 11:07:06 (2º do Escalão)
Não vivia com a obsessão de ganhar uma slot para o IM Hawaii. Mas, não nego que tinha o desejo de um dia o conseguir. Foi no Domingo passado, numa prova que gosto muito, com os meus amigos presentes, debaixo de difíceis condições. Estou contente!

Fotos do João Serôdio

  






segunda-feira, 17 de julho de 2017

Satisfeito!

 
Ontem foi dia de Triatlo de Oeiras. Ou, por outras palavras, foi dia de aligeirar a carga que tenho aplicado nos últimos tempos...

O Triatlo de Oeiras é uma das provas mais antigas do calendário nacional. Talvez por isso, e pela proximidade de casa será, porventura, a prova em que mais vezes competi. Ainda me lembro de, há uns bons anos, ser dos últimos a sair da água, envergando um discreto fato de jet-ski amarelo...

Sempre considerei o triatlo de Oeiras uma prova para nadadores na qual, por esse motivo, nunca teria grandes hipóteses. Apesar desse julgamento, já lá consegui subir ao pódio algumas vezes, e ontem foi mais um desses dias, com a segunda posição no escalão V3.


Logo me calço...
Mais do que a satisfação pela classificação, a satisfação pela prestação, apesar de bem carregado, sobretudo no dia anterior.



O dia começou pelas 06h00 da manhã, pois decidi ir de bicicleta para o local da prova. Check-in e preparativos feitos com a maior das calmas, aquecimento na água e assistir à partida feminina, 10' antes da nossa.

Verificava-se alguma corrente que puxava no sentido do forte. Por isso mesmo decidi partir o mais à esquerda possível, com a trajectória bem aberta. Talvez a tenha aberto em demasia mas, mesmo fazendo mais uns quantos metros, nadei tranquilo e a influência da corrente foi positiva, num dos meus melhores registos de sempre 11'30".


corrida final
Ia com ganas de fazer o ciclismo a fundo e sempre na frente do grupo a puxar. Fi-lo, para aí até alcançar o 3º grupo que seguia à minha frente. Depois, apesar de andar sempre pelos lugares da frente acabei por ir dividindo as despesas com outros atletas. O melhor registo de sempre em Oeiras, com média de 40,6Km/h.

A corrida final foi a possível face às circunstâncias. Já houve dias melhores. Ontem não deu para melhor do que 3'50"/Km e não deu para acompanhar o meu amigo e colega de equipa Paulo Lamego. Espero que dê para em Wales fazer uma boa maratona!



Pódio V3
No final, 95º absoluto em 415 atletas, 2º V3 com 1h04'15".

Próximo: Half de Lamego. E quinze dias depois... IM Wales!

Fotos da Rita Ramos, do João Silva e da Clarisse Henriques




sábado, 1 de julho de 2017

De novo no Pinhal Central


Desta vez não escrevo muito. Os trajectos do treino estavam definidos. Passavam por Góis, por Castanheira de Pêra e por Pedrógão Grande. A tragédia assolou a região no fim-de-semana anterior. Em dúvida até quase ao dia, acabámos por manter a actividade, ainda que com alteração dos percursos.

Sábado
  • Treino de natação em águas abertas, na albufeira de Castelo de Bode, entre as margens do Trízio e Rio Fundeiro.
  • À tarde treino regenerativo de ciclismo, com o que quer que isso signifique quando andamos a trepar rampas de 13% e acabamos na subida de Cambas.
Domingo
  • 128Km de rompe-pernas a Nordeste de Oleiros. O video ilustra porque é esta a melhor zona do país para pedalar...

terça-feira, 6 de junho de 2017

Longínqua, agreste, mas fantástica

Falo do Sabugal, cidade do Distrito da Guarda bem juntinho à Serra da Malcata que, no passado fim-de-semana recebeu uma jornada dupla de triatlo. No Sábado, prova na distância Olímpica (1,5; 40; 10) Km, no Domingo, tempo para uma daquelas que deixa a boca a saber a sangue, de tão rápida que é (0,3; 10; 2) Km.

Início do segmento de ciclismo com o João Serôdio
Apesar de ter iniciado o segmento de natação com alguma dificuldade, consegui encontrar um ritmo confortável e cumprir a distância em cerca de 27' a morder os calcanhares aos meus colegas de equipa.

Esta melhoria traduziu-se em ter conseguido fazer o segmento de ciclismo quase na íntegra com o meu colega de equipa Paulo Lamego e outro atleta do Sporting de Espinho. A parceria funcionou na perfeição e permitiu-nos cumprir os 40Km com média superior a 34Km/h. Excelente se considerarmos a orografia da zona, bem recortada.


A partilhar o pódio com o antigo atleta olímpico
de Pentatlo Moderno - Manuel Barroso
O segmento final seria sempre uma incógnita. Como reagiria eu à pouca carga que tenho colocado na corrida? Ainda que algo longe dos meus melhores desempenhos, geri da melhor forma e pude acabar com um registo de cerca de 41' mas, e este é o ganho maior, sem que as mazelas me tivesse apoquentado. A ver vamos se a coisa está bem encaminhada.

No Domingo integrei a estafeta de Veteranos, juntamente com o Silva e o Lamego, tendo ficado com o último percurso. Uma distância que não é de todo apropriada para atletas do nosso escalão etário, agravado pelo facto de treinarmos para distâncias muito superiores, disputadas a ritmos bem distintos. Éramos terceiros a escassos segundos do segundo lugar quando recebi a estafeta. Consegui ganhar essa posição durante o segmento de natação mas, fui mais lento na transição e aí comprometi, irremediavelmente, qualquer expectativa de lutar pela classificação. Comecei a correr com cerca de 200m de atraso, o que era impossível de recuperar em apenas 2Km. Assim, restou-me aconchegar um pouco o ritmo para uma toada confortável, apenas para cumprir a distância.

Em meados de Julho haverá mais. Será em Oeiras.

Fotos e videos da Rita Ramos, Ricardo Silva, Triatlo Portugal

terça-feira, 2 de maio de 2017

Beliscão no planeamento... por uma boa causa, chamada Estrelita!

Algures entre Gonçalo e Seixo Amarelo (Guarda)
Não era bem isto que tinha no meu planeamento. Mas, uma ida tão perto da grande serra não se pode desperdiçar e, como tal, lá fui limpar as pernas à Estrela.


Aproveitando uma deslocação à Guarda levei a bicicleta e dois tracks alternativos, porque a meteorologia não estava de todo favorável para brincadeiras na montanha. Assim, a minha primeira opção seria Guarda, Covilhã, Torre, Manteigas, Guarda, enquanto uma segunda hipótese rumava aos lados de Sortelha e Sabugal, em cotas mais baixas e, como tal, menos expostas.


Fonte Paulo Luís Martins
Verifiquei também que a minha capacidade de persuasão anda pelas ruas da amargura. Pois... Não consegui convencer uma alma que fosse para me fazer companhia e lá acabei por ir a solo.

Saí da Guarda com chuva, com frio, e com muito, muito vento. Pensei ir até Belmonte e, caso se mantivesse a intempérie voltaria à Guarda. O regresso seria a subir e logo aqueceria. Felizmente, quando cheguei a Belmonte, o sol espreitava. Sequei e continuei para o segundo objectivo: Covilhã. Mais uma vez pensei que, se estivesse mau no alto, regressaria pelo mesmo caminho.


Mas o sol raiava na Covilhã e, no alto, apesar das nuvens, a coisa não parecia assim tão agreste. Comecei a escalada para a Torre de forma tranquila. Tão tranquila como os meus andamentos 39*25 me permitiam. O vento fazia-se sentir cada vez mais e a cerca de 3Km das Penhas da Saúde uma rabanada quase me atirava ao chão. Como se não bastasse surgia o segundo furo do dia e o stock de câmaras de ar, de remendos e de bombas de CO2 estava nas últimas.


Acabei por remediar o furo. Tinha pneu mas com muito pouca pressão, o que aumentava a dificuldade de pedaleio. Mais, o vento estava frontal e fortíssimo e, para não destoar, as nuvens sobre a Torre tinham cor de chumbo. Pois... a Torre ficaria para outro dia. Conheço relativamente bem a serra e, se aos 1600m estava assim, aos 2000m seria um verdadeiro Inferno.

O vale glaciar do Zêzere

Desse modo, em Piornos virei de imediato para Manteigas e comecei a descida para o coração da Estrela de forma tranquila, pelo vento, pelo frio e pelo pneu dianteiro que não inspirava confiança. Foi sempre a descer até Vale de Sameiro, em estrada irrepreensível.

Virei na direcção de Gonçalo e de Seixo Amarelo, por estradas que não conhecia, mas que me encheram as medidas. Ausência de tráfego, pavimento impecável, vistas assombrosas.


Não foi exactamente o que tinha planeado para este treino. Mas, dadas as vicissitudes do dia, acabou por ser um excelente treino mental, na superação de todas as dificuldades que foram surgindo: o vento, a chuva, o frio, as avarias mecânicas. E o Ironman precisa tanto destas coisas... :-)